Comércio do Maranhão deve abrir mais de 1000 vagas formais no fim de 2026

Estudo da Fecomércio-MA aponta estimativa de 888 contratações no varejo da capital no quarto trimestre, apesar da postura cautelosa dos empresários.

Comércio do Maranhão deve abrir mais de 1000 vagas formais no fim de 2026

SÃO LUÍS - A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA) divulgou pesquisa onde projeta a criação de aproximadamente 1.088 postos de trabalho formais no comércio varejista do estado no último trimestre de 2026. 

Desse total, estimam-se 888 vagas geradas em São Luís. O resultado vem após o setor acumular um saldo negativo de -386 empregos formais no Maranhão e de -1.210 na capital entre janeiro e agosto deste ano.

Retrospectiva do mercado de trabalho no varejo

A necessidade de contratação no final de ano surge em um contexto de encerramento de postos de trabalho ao longo de 2026. No quarto trimestre de 2025, de acordo com o Novo Caged, o comércio varejista havia registrado saldo positivo de 1.066 vagas no estado, das quais 870 foram abertas em São Luís.

No entanto, o primeiro trimestre de 2026 eliminou -2.282 empregos no Maranhão e -1.155 na capital. O saldo combinado desses dois períodos fechou negativo em -1.216 postos no estado e -285 em São Luís, demonstrando que a movimentação do fim de 2025 não se sustentou no início deste ano.

Confiança empresarial e intenção de investimento

A projeção de empregos para o fim de 2026 baseia-se também no Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) de São Luís, que alcançou 113,6 pontos em outubro, alta de 3,7% frente aos 109,5 pontos de outubro de 2025. O subíndice de contratações avançou 2,1%, passando de 131 para 133,7 pontos, com 61,3% dos entrevistados indicando intenção de aumentar discretamente o quadro de funcionários.

Apesar do otimismo com as vendas sazonais, 69,9% dos empresários avaliam que a economia brasileira piorou e 55,5% consideram que as condições do comércio se deterioraram. O indicador de condições atuais subiu para 84,8 pontos, mas permanece abaixo da margem de satisfação (100 pontos). Além disso, o indicador de investimentos caiu 2% (de 99,3 para 97,3 pontos), com 50,2% dos comerciantes relatando redução nos aportes.

Para o presidente da Fecomércio-MA, Maurício Feijó, o foco das empresas no último trimestre está na eficiência operacional e na rentabilidade.

"O grande desafio do comércio no fim de ano é atender ao aumento das vendas mantendo o equilíbrio financeiro. O empresário precisa reforçar a equipe com cautela, gerenciando custos operacionais, incertezas do mercado e as discussões sobre a adoção da escala 5x2. A contratação temporária ajudará a mitigar as perdas do ano, mas a expansão sustentável do emprego exige cautela", avalia.

Como foi a entrevista de Lula na Globo no segundo turno

Presidente defendeu punição a adolescentes por crimes hediondos, cobrou apuração de suspeitas no STF e admitiu reação às tarifas dos Estados Unidos.

Como foi a entrevista de Lula na Globo no segundo turno

RIO DE JANEIRO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quinta-feira (15), a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos. Durante entrevista à TV Globo, Lula também cobrou investigações sobre suspeitas envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, atualmente preso.

O presidente afirmou ainda que pretende manter as negociações comerciais com os Estados Unidos, mas não descartou medidas de reciprocidade contra as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump.

Na entrevista, Lula também comentou as dificuldades de sua gestão, a relação com o Congresso Nacional, o combate ao crime organizado e a decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

A conversa foi conduzida pela jornalista Renata Lo Prete, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, como parte da cobertura do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A entrevista foi transmitida pela TV Globo, GloboNews e g1.

Lula defende redução da maioridade penal para 16 anos

Lula afirmou ser favorável à redução da maioridade penal em situações envolvendo crimes hediondos. Atualmente, a responsabilização criminal pela legislação penal comum começa aos 18 anos, mas o presidente defendeu a possibilidade de estabelecer o limite de 16 anos para esses casos.

“Acho que a sociedade brasileira inteira é favorável à punição de qualquer crime hediondo”, declarou.

O posicionamento foi apresentado após um questionamento sobre uma emenda do líder do PT no Senado, Camilo Santana, relacionada à votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.

Segundo Lula, o PL tentou incluir uma proposta para reduzir a maioridade penal para 14 anos. Em resposta, Camilo apresentou uma alternativa estabelecendo o limite de 16 anos.

O presidente, no entanto, defendeu que a discussão sobre a idade de responsabilização criminal ocorra separadamente da PEC.

“A PEC não estava discutindo isso [redução da maioridade penal]. O PL tentou apresentar uma proposta reduzindo para 14 anos, e aí o Camilo apresentou a proposta para 16", afirmou.

Lula acrescentou que a prioridade deve ser a análise da proposta de segurança pública, deixando a discussão sobre maioridade penal para outro momento.

“Primeiro você discute a PEC, aprova a PEC, e aí você pode discutir a maioridade penal ou não.”

Lula cobra investigação de ministros do STF no caso Master

Outro momento da entrevista foi dedicado às suspeitas de envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro ligado ao Banco Master.

Lula defendeu que todas as denúncias sejam investigadas, independentemente dos cargos ocupados pelos envolvidos.

O presidente afirmou ter conversado três vezes com o presidente do STF, Edson Fachin, para cobrar providências sobre os episódios envolvendo integrantes da Corte.

“Nem os ministros da Suprema Corte estão isentos de passar para a sociedade a ideia de ética, a ideia de probidade. Ou seja, não é possível que apareçam na Suprema Corte tantas denúncias. A sociedade brasileira precisa que isso seja apurado. Eu já conversei três vezes com o presidente [do STF, Edson] Fachin, dizendo que é importante que ele, enquanto for presidente, faça a apuração que tiver que fazer e que julgue”, declarou.

Durante a entrevista, Lula também mencionou nominalmente ministros que, segundo ele, aparecem relacionados às discussões sobre o caso Master.

O presidente afirmou que Alexandre de Moraes era o ministro mais implicado quando o assunto foi debatido em uma sessão do Supremo, em setembro. Ele também citou Dias Toffoli, André Mendonça e Kássio Nunes Marques.

"O [Dias] Toffoli também está implicado, o André Mendonça também está implicado e o Kássio [Nunes Marques] está implicado. Agora está todo mundo implicado", disse Lula.

As declarações foram feitas pelo presidente ao comentar as suspeitas envolvendo integrantes do Judiciário e não representam conclusões de investigações sobre os magistrados citados.

Lula defendeu que os fatos sejam esclarecidos e que eventuais responsáveis por irregularidades sejam punidos.

Segundo ele, não seria aceitável que as suspeitas envolvendo o Banco Master deixassem de ser investigadas.

O presidente afirmou que "não é possível imaginar que a sociedade brasileira vai aceitar que não seja apurado tudo e sobre tudo e que não fique pedra sobre pedra e se puna quem precisar punir".

Presidente defende regras éticas mais rígidas no Judiciário

Ao comentar os desdobramentos do caso Master, Lula também defendeu mudanças nas regras de conduta aplicadas aos integrantes do Supremo Tribunal Federal.

Para o presidente, as revelações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro devem servir para ampliar a cobrança por ética e transparência no Judiciário.

Lula afirmou que o episódio pode contribuir para “moralizar muitas coisas no país”.

O presidente também criticou a possibilidade de integrantes da Suprema Corte priorizarem interesses financeiros pessoais durante o exercício da função.

“Quem quiser ser rico não pode ser ministro da Suprema Corte”, declarou.

Segundo Lula, os ministros precisam demonstrar compromisso com princípios de ética e probidade, além de se submeterem às apurações necessárias quando surgirem denúncias.

Lula admite reciprocidade contra tarifas dos Estados Unidos

Na área econômica, Lula afirmou que o Brasil poderá adotar medidas de reciprocidade comercial contra os Estados Unidos caso não consiga chegar a um entendimento com o governo de Donald Trump.

O presidente disse que sua prioridade continua sendo a negociação para resolver os impasses provocados pelas tarifas aplicadas aos produtos brasileiros.

“Não quero fazer. Eu quero continuar negociando, mas se for necessário fazer, nós vamos fazer”, afirmou.

Lula declarou que, apesar das tensões iniciais com o governo norte-americano e das tarifas impostas ao Brasil em 2025 e 2026, conseguiu estabelecer uma relação que classificou como civilizada com Trump.

Segundo o presidente, os dois já conversaram três vezes e representantes dos governos continuam mantendo negociações comerciais.

Lula afirmou acreditar na possibilidade de um acordo entre os países, mas ressaltou que o Brasil poderá reagir caso as tratativas não avancem.

O presidente também destacou a ampliação das relações comerciais brasileiras com outros mercados.

De acordo com Lula, o comércio entre Brasil e Estados Unidos registrou queda de 9%, mas o país conseguiu ampliar suas relações econômicas com outras nações.

Lula assume responsabilidade por dificuldades do governo

Questionado sobre as dificuldades enfrentadas pela gestão federal e sobre o que poderia ter feito de maneira diferente, Lula afirmou que a responsabilidade pelos resultados de seu governo é dele próprio.

O presidente declarou que não pretende atribuir a outras pessoas a culpa por eventuais dificuldades de comunicação com a população ou pela rejeição à administração.

“Se eu não conseguir ser compreendido pela sociedade brasileira sobre o que o governo faz, eu não posso ficar jogando a culpa em ninguém. Eu tenho que jogar a culpa em mim”, afirmou.

Lula também relacionou parte dos problemas enfrentados pela gestão à situação que, segundo ele, encontrou ao assumir a Presidência após o governo de Jair Bolsonaro (PL).

O presidente afirmou que precisou dedicar os dois primeiros anos de mandato à recuperação da estrutura administrativa do país.

Entre os problemas mencionados, Lula citou o que classificou como desmonte de dez ministérios.

Apesar de defender as ações realizadas durante sua gestão, o presidente reconheceu dificuldades para comunicar os resultados à população.

“Eu só lamento que eu não tenha tido a capacidade de fazer o povo compreender as coisas que eu fiz, porque foram muitas coisas”, declarou.

Lula comenta governabilidade e relação com o Congresso

A composição do Congresso Nacional também foi abordada durante a entrevista, especialmente diante da possibilidade de um novo mandato presidencial do PT.

O questionamento considerou o resultado das eleições legislativas, nas quais o PL elegeu 121 deputados federais e 19 senadores.

Lula respondeu destacando a experiência de sua atual gestão e afirmou que conseguiu aprovar propostas importantes mesmo tendo iniciado o governo com uma bancada de esquerda menor.

Segundo o presidente, sua eleição ocorreu em um cenário no qual a esquerda contava com 70 deputados e nove senadores.

Lula afirmou que, apesar dessa composição, o governo conseguiu aprovar “99% de tudo” o que apresentou ao Congresso, incluindo a reforma tributária.

O presidente também destacou a participação de diferentes partidos na administração federal.

Segundo ele, com exceção do PL, todas as legendas participaram de seu governo.

“Tivemos uma grande participação das pessoas no governo. É por isso que nós conseguimos aprovar tudo. E se não for assim, você não governa o país”, afirmou.

Lula defendeu a construção de acordos políticos como instrumento necessário para garantir a aprovação de propostas e a governabilidade.

Lula rejeita classificação de PCC e CV como organizações terroristas

Na área de segurança pública, Lula voltou a se posicionar contra a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

O presidente reconheceu a violência praticada pelas facções contra a população brasileira, mas afirmou que existe uma diferença entre a atuação desses grupos e o terrorismo internacional.

Segundo Lula, as organizações criminosas brasileiras atuam principalmente em busca de ganhos financeiros, enquanto a classificação norte-americana considera outras modalidades de terrorismo.

Durante a entrevista, o presidente mencionou os atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, para explicar a distinção que faz entre os tipos de crime.

"Quando os Estados Unidos falam em terrorismo, ele fala em terrorismo de estado, em terrorismo como aqueles que atentaram contra as duas torres americanas, como aquele que quer dar golpe de estado. Não é o caso das facções e do crime organizado do Brasil, que só querem o dinheiro", declarou.

Lula afirmou que o governo brasileiro apresentou aos Estados Unidos informações sobre ações de combate ao crime organizado realizadas no país.

Segundo o presidente, também foi proposta uma parceria ao governo de Donald Trump para ampliar o enfrentamento às organizações criminosas.

PEC da Segurança Pública prevê maior atuação federal

Ao abordar as medidas de combate ao crime organizado, Lula defendeu a ampliação da participação do governo federal na segurança pública.

O presidente afirmou que a PEC da Segurança Pública foi apresentada com o objetivo de permitir uma atuação mais direta da União em uma área historicamente atribuída aos estados.

Lula também citou a aprovação da lei antifacções durante sua gestão como parte das iniciativas adotadas para enfrentar as organizações criminosas.

“A Constituição brasileira nunca permitiu que a União se metesse na segurança pública, que era questão dos estados. Eu, agora, quero me meter. Por isso mandamos a PEC [da Segurança]. Eu quero definir o seguinte: para o trabalhador, a comunidade, queremos tranquilidade, segurança e proteção, e para os bandidos, a gente vai querer prisão”, afirmou.

Segundo Lula, a proposta busca ampliar a capacidade de atuação do governo federal e fortalecer as medidas de proteção à população.

O presidente defendeu que as ações de segurança sejam direcionadas tanto à garantia de tranquilidade para trabalhadores e comunidades quanto à responsabilização dos integrantes de organizações criminosas.

Flávio Bolsonaro será entrevistado nesta sexta-feira (16)

A participação de Lula abriu a série de entrevistas da TV Globo com os candidatos à Presidência da República que disputam o segundo turno das eleições de 2026.

A ordem das entrevistas foi estabelecida por sorteio realizado em reunião com representantes das campanhas presidenciais.

O próximo entrevistado será Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial.

A entrevista com o candidato do PL está marcada para esta sexta-feira (16) e também será conduzida pela jornalista Renata Lo Prete.

Alcolumbre vai promulgar fim da escala 6x1 nesta sexta-feira (16)

Empresas terão 60 dias para adotar jornada de cinco dias de trabalho e dois de descanso; limite semanal será reduzido gradualmente.

Alcolumbre vai promulgar fim da escala 6x1 nesta sexta-feira (16)

BRASÍLIA – O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), vai promulgar nesta sexta-feira (16) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221, que estabelece o fim da escala de trabalho 6x1 no Brasil. A medida foi aprovada pelo Senado na noite de quarta-feira (14), com 75 votos favoráveis e apenas um contrário nos dois turnos de votação.

A promulgação ocorrerá durante uma sessão solene no Senado. Na mesma cerimônia, Alcolumbre também deve promulgar a PEC 14/21, que estabelece regras diferenciadas de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.

Como será o fim da escala 6x1

Pelo texto aprovado pelo Senado, as empresas terão 60 dias após a promulgação da emenda constitucional para adotar uma jornada de trabalho de cinco dias, com dois dias consecutivos de descanso remunerado por semana.

Nesse primeiro período, a jornada máxima será reduzida de 44 para 42 horas semanais. Após outros 12 meses, o limite passará para 40 horas semanais.

A mudança estabelece uma transição de 14 meses até que a jornada de 40 horas seja totalmente implementada, sem redução dos salários dos trabalhadores.

Com a nova regra, trabalhadores que atualmente cumprem seis dias de atividade para apenas um dia de folga deverão ter dois dias de descanso a cada semana.

Senado aprovou proposta em dois turnos

A PEC foi aprovada pelo plenário do Senado na quarta-feira (14). O texto recebeu 75 votos favoráveis e um contrário tanto no primeiro quanto no segundo turno.

Com a aprovação, a proposta não precisa passar por nova votação no Congresso e seguirá para promulgação pelo presidente do Senado.

Alcolumbre convocou os parlamentares para a sessão solene desta sexta-feira e destacou a importância das duas propostas que serão transformadas em emendas à Constituição.

Aposentadoria de agentes de saúde

Além do fim da escala 6x1, a sessão desta sexta-feira também terá a promulgação da PEC 14/21, que cria regras específicas de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.

A proposta prevê critérios diferenciados tanto para profissionais vinculados ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) quanto para aqueles do Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

Pelas novas regras, a idade mínima será de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, desde que sejam cumpridos 25 anos de contribuição e de efetivo exercício da atividade.

Professores maranhenses usam leitura e experimentação para aproximar alunos do conhecimento

Em São Luís e Paço do Lumiar, projetos de Língua Portuguesa e Matemática incentivam a participação dos estudantes e mostram diferentes formas de aprender.

Professores maranhenses usam leitura e experimentação para aproximar alunos do conhecimento

SÃO LUÍS - Uma coletânea literária escrita por estudantes e atividades de Matemática com objetos do cotidiano são algumas das estratégias usadas por professores da Grande São Luís para aproximar os alunos do conhecimento. As iniciativas buscam estimular a participação dos jovens e mostrar como os conteúdos aprendidos em sala de aula podem ganhar sentido na prática.

No Centro de Ensino Paulo Freire, em São Luís, estudantes do Ensino Médio participaram de um projeto de leitura e escrita que resultou na publicação de uma coletânea com 22 autores. Já no Centro de Ensino Professor Robson Campos Martins, no Maiobão, em Paço do Lumiar, o professor Vanderlândio Pontes utiliza jogos, sólidos geométricos e outros materiais para ensinar conceitos matemáticos.

As duas experiências mostram como atividades que envolvem os próprios alunos podem contribuir para o processo de aprendizagem. A iniciativa ganha destaque no Dia dos Professores, celebrado em 15 de outubro.

Projeto transforma estudantes em autores

No Centro de Ensino Paulo Freire, a professora Antocléia Santos queria incentivar os estudantes a se aproximarem dos livros. Formada em Filosofia e Sociologia, ela decidiu desenvolver um projeto de leitura e escrita em parceria com professoras de Língua Portuguesa.

A proposta era que cada aluno escolhesse uma obra disponível na biblioteca, fizesse a leitura e produzisse uma narrativa a partir da própria interpretação.

Ao longo de seus 21 anos de atuação na área escolar, Antocléia observou dificuldades dos estudantes com a leitura e a escrita. Para ela, porém, esses obstáculos não determinam a capacidade de aprendizagem dos jovens.

“Os obstáculos não definem a capacidade dos jovens. O que faltava era encontrar uma proposta que os convidasse a participar. Nossa ideia foi pedir que cada estudante escolhesse uma obra da biblioteca, lesse e produzisse uma narrativa a partir de sua interpretação”, conta.

O projeto envolveu profissionais de diferentes áreas. Antocléia ajudou os estudantes a estruturar as narrativas, enquanto as professoras de Língua Portuguesa contribuíram com a revisão ortográfica e a organização dos textos, incluindo aspectos de coesão e coerência.

A professora de Arte também participou da iniciativa ao indicar quatro estudantes ligados ao grafite para produzir ilustrações inspiradas nas histórias.

O trabalho resultou na coletânea Recontos Literários: Jovens que Escrevem, Mundos que Nascem, com 22 autores e quatro ilustradores.

“Quando iniciamos o projeto, a intenção era aproximar os estudantes dos livros. Mas, no percurso, aconteceu algo ainda maior. Eles deixaram de se perceber apenas como leitores e passaram a se reconhecer como autores”, afirma Antocléia.

A professora também utiliza ferramentas de inteligência artificial em pesquisas e atividades de formação. Para ela, o desafio é incorporar os recursos tecnológicos sem abrir mão da autoria dos estudantes e do desenvolvimento do pensamento crítico.

“O desafio da educação contemporânea é justamente ensinar nossos alunos a utilizar esses dispositivos, sem abrir mão da autoria, da reflexão e do pensamento crítico”, diz.

Objetos do cotidiano ajudam a ensinar Matemática

No Centro de Ensino Professor Robson Campos Martins, no Maiobão, em Paço do Lumiar, o professor de Matemática Vanderlândio Pontes utiliza materiais concretos para aproximar os estudantes dos conceitos da disciplina.

Embalagens, caixas, recipientes e sólidos geométricos são usados para trabalhar formas, medidas, áreas e volumes. O próprio ambiente escolar também serve de referência para as atividades, com elementos como pisos, janelas e paredes.

Atualmente, o professor desenvolve o trabalho com seis turmas do 3º ano do Ensino Médio. Para isso, reúne jogos e materiais construídos por ele, que são levados às salas de acordo com o conteúdo estudado.

“O que procuro mostrar aos estudantes é que Matemática não é apenas um conjunto de fórmulas que precisam ser memorizadas. Quando eles podem tocar, experimentar, investigar, levantar hipóteses e visualizar aquilo que estão estudando, a relação com a disciplina muda”, explica.

A experiência começou por volta de 2003, quando Vanderlândio trabalhava na rede municipal de São Luís. Na época, em busca de novas formas de despertar o interesse dos alunos, ele levou para a sala de aula uma Torre de Hanói, jogo de raciocínio em que os participantes precisam mover discos entre hastes seguindo regras específicas.

Enquanto um estudante tentava resolver o desafio, os colegas acompanhavam a atividade. A experiência ajudou o professor a perceber como materiais concretos poderiam contribuir para o ensino.

Anos depois, ele aprofundou o tema durante o mestrado, ao estudar o uso desses recursos no ensino de Geometria.

Nas aulas, os estudantes trabalham em grupo, montam sólidos, identificam faces, vértices e arestas e discutem os resultados das atividades. A proposta é relacionar cada material ao conceito matemático que está sendo estudado.

Com formação inicial em Engenharia e 28 anos de docência, Vanderlândio também incorpora recursos digitais às aulas. A lanterna do celular, por exemplo, pode ser usada para projetar a sombra de um poliedro. Ao mudar a posição do objeto, os alunos observam como a projeção se transforma.

O aparelho também pode servir para pesquisas e registros das experiências realizadas em sala.

Tecnologia também chega à sala de aula

O uso de ferramentas digitais e da inteligência artificial na educação tem ampliado o debate sobre como incorporar a tecnologia ao ensino sem substituir a mediação dos professores.

No Maranhão, o Grupo Eureka atua em parceria com a rede estadual de ensino em iniciativas relacionadas à recomposição das aprendizagens. O professor Marco Saliba, ligado à empresa, avalia que ferramentas de inteligência artificial podem auxiliar os educadores no planejamento de atividades e na adaptação de conteúdos às necessidades das turmas.

O uso desses recursos, no entanto, exige intencionalidade pedagógica e atenção ao desenvolvimento da autonomia dos estudantes, para que a tecnologia complemente o trabalho docente.

Desafios da aprendizagem

O desenvolvimento da leitura, da escrita e do raciocínio matemático continua sendo um desafio para os sistemas de ensino. Avaliações educacionais internacionais, como o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), ajudam a acompanhar o desempenho dos alunos e a identificar dificuldades nessas áreas.

Nesse contexto, experiências como as desenvolvidas pelos professores maranhenses apostam na participação dos estudantes para tornar o aprendizado mais próximo de suas realidades.

Na leitura, a escolha dos livros e a produção de narrativas permitem que os alunos exercitem a interpretação e a escrita. Na Matemática, o uso de objetos e jogos ajuda a visualizar conceitos que, apresentados apenas por fórmulas, podem parecer abstratos.

As duas iniciativas têm propostas diferentes, mas compartilham a busca por formas de envolver os estudantes na construção do conhecimento.

Prova Nacional Docente: candidato já pode conferir onde fará reaplicação neste domingo (18)

Professores que estavam doentes na data regular podem fazer o exame.

Prova Nacional Docente: candidato já pode conferir onde fará reaplicação neste domingo (18)

BRASÍLIA - O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibilizou o Cartão de Confirmação da Inscrição para a reaplicação da Prova Nacional Docente (PND) 2026 aos candidatos que tiveram a solicitação aprovada pelo órgão.

A PND será reaplicada em todo o país no próximo domingo (18) e o novo documento traz as informações sobre data, horário, endereço do local da prova e, também, se o candidato terá direito ao atendimento especializado e ao tratamento pelo nome social, se as respectivas solicitações foram aprovadas pelo Inep.  

O cartão está disponível online na Página do Participante dentro do Sistema PND, com login da plataforma Gov.br.

Quem pode fazer a reaplicação da Prova Nacional Docente

A reaplicação é para os candidatos que faltaram à aplicação regular do exame, em 20 de setembro, porque foram comprovadamente afetados por problemas logísticos no dia da prova ou que estavam infectados por uma das doenças contagiosas listas no edital, dentre elas: tuberculose, meningites, varíola, sarampo, rubéola, catapora ou covid-19.

Como é a Prova Nacional Docente

A PND é composta por duas partes: formação geral e componente específico.

Os candidatos terão o total de cinco horas e trinta minutos para responder às questões do exame apelidado de CNU dos Professores ou Enem dos professores.

Cronograma

Após a reaplicação, em 18 de outubro, o cronograma da PND 2026 segue a seguinte ordem:

  • divulgação do resultado dos recursos da aplicação regular da prova e correção preliminar da questão discursiva: 10 de novembro de 2026;
  • prazo para recursos da correção da questão discursiva: 10 a 12 de novembro;
  • divulgação do resultado final: 15 de dezembro.

O que é a Prova Nacional Docente?

Criada pelo Ministério da Educação em 2025, a Prova Nacional Docente tem o objetivo de promover a realização de concursos públicos ou de outros processos seletivos para a contratação de docentes qualificados pelas redes públicas de ensino.

Os resultados obtidos pelos candidatos podem ser usados por estados e municípios que fizeram a adesão formal ao programa.  Os entes podem adotá-lo como mecanismo único ou complementar de seleção dos profissionais para trabalhar no magistério público.

A iniciativa federal integra o programa Mais Professores para o Brasil, que reúne ações integradas para valorizar e a qualificar a educação básica pública e incentivar a busca pela carreira da docência no Brasil.

Anvisa proíbe suplementos alimentares de origem desconhecida

Decisão se refere a produtos da PSM Pennaforte Produtos Naturais Ltda.

Anvisa proíbe suplementos alimentares de origem desconhecida

BRASÍLIA - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de todos os produtos fabricados pela empresa PSM Pennaforte Produtos Naturais, incluindo suplementos alimentares.

Em nota, a Anvisa informou que uma ação da vigilância sanitária de Marataízes (ES) constatou que o endereço constante no cadastro da empresa é um endereço residencial, “não sendo identificada nenhuma empresa ou estabelecimento comercial em funcionamento no espaço”.

“Os produtos não podem ser fabricados, importados, distribuídos, divulgados nem utilizados”, informou a agência no comunicado.

Outro lado

A Agência Brasil não conseguiu contato com a PSM Pennaforte Produtos Naturais Ltda. O espaço segue aberto para manifestação.

Saiba o que é adenocarcinoma pulmonar, câncer que atinge o Papa Leão XIV

Câncer é um dos mais comuns de pulmão.

Saiba o que é adenocarcinoma pulmonar, câncer que atinge o Papa Leão XIV

BRASÍLIA - O Papa Leão XIV passou nesta terça-feira (13) por uma cirurgia para retirada de um nódulo no pulmão direito após os médicos detectarem adenocarcinoma pulmonar, é o subtipo mais comum de câncer de pulmão. 

Esse tipo de câncer se desenvolve na região periférica dos pulmões e cresce mais lentamente do que outros tipos de câncer pulmonar. O adenocarcinoma de pulmão surge em glândulas que produzem muco e formam-se, em sua maioria, nos alvéolos (onde ocorre a entrada e saída de ar dos pulmões). É do tipo não pequenas células (CPNPC). 

Há maior probabilidade de ser detectado antes de se espalhar para outros órgãos em comparação a outros tipos de câncer de pulmão de não pequenas células. 

Sintomas 

Os principais sintomas são: 

  • Tosse persistente
  • Falta de ar
  • Dor no peito
  • Voz rouca
  • Fadiga
  • Dificuldade para respirar ou engolir
  • Chiado no peito
  • Tosse com muco e sangue
  • Perda de apetite
  • Inchaço no rosto ou nas veias do pescoço
  • Perda de peso sem motivo aparente 

Especialistas alertam que o adenocarcinoma de pulmão é silencioso e muitos sinais são confundidos com sintomas de outras doenças. Por isso, a recomendação é procurar uma consulta médica quando os sintomas surgirem. 

Causas

O tabagismo é a principal causa de câncer de pulmão. No entanto, o adenocarcinoma de pulmão também é detectado em pessoas não fumantes. 

A doença afeta mais mulheres e jovens. 

A exposição ao fumo passivo, radônio, gases de escapamento de motores a diesel, compostos de cromo, berílio, níquel, fuligem, alcatrão ou amianto pode aumentar o risco de desenvolver o adenocarcinoma pulmonar. 

Diagnóstico 

O diagnóstico ocorre por meio de exames laboratoriais (sangue, urina) e de imagem (raio-x, ressonância magnética ou tomografia computadorizada).

Se o médico suspeitar de câncer de pulmão a partir dos resultados dos exames, uma pequena amostra de tecido pulmonar é removida e é feita uma biópsia para confirmar ou não a doença. Foi o que ocorreu com o papa. Os médicos removeram um pequeno nódulo do pulmão direito após ter sido detectado em exames de rotina.

Com a confirmação da doença, os pacientes passam por exames para determinar o estágio da doença, se está localizado em apenas uma área ou em outros órgãos. A partir daí, são definidas as opções de tratamento. 

Tratamento e cura

O câncer pode ser curado, mas depende do estágio da doença e diagnóstico precoce. 

Se for diagnosticado logo no início, o tumor estiver pequeno e não tiver atingido os gânglios linfáticos, as chances de cura são mais altas.  — informações que o Vaticano não forneceu imediatamente.

O tratamento pode passar por cirurgia (remoção do tumor), quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapias-alvo para atacar células cancerígenas específicas, a depender do estágio da doença.

Brasil abriu 700 mercados para agropecuária desde 2023

Acordo Mercosul-União Europeia aumentou exportações em mais de 30%.

Brasil abriu 700 mercados para agropecuária desde 2023

BRASÍLIA - O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia impulsionou em 30,7% as exportações brasileiras para o bloco europeu entre maio e setembro de deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. O dado foi divulgado nesta terça-feira (13) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante evento em Brasília. Além deste dado, o Brasil abriu 700 mercados internacionais para produtos agropecuários desde 2023.

No acumulado de janeiro a setembro, as exportações brasileiras para a UE somaram US$ 44,17 bilhões, um crescimento de 20% em relação aos nove primeiros meses de 2025.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também destacou os resultados do acordo e confirmou que o comércio bilateral entre os países do Mercosul e da União Europeia aumentou mais de US$ 6 bilhões desde a aprovação e a entrada em vigor do tratado.

“As exportações brasileiras tiveram uma alta de 10,4% em 2026. Só o acordo Mercosul-União Europeia, de maio até agora, significou uma expansão de 30% das nossas exportações”, declarou Vieira.

O acordo entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio, após quase 27 anos de negociações entre os dois blocos. 

Expansão

Durante o evento, Elias Rosa afirmou que o crescimento das exportações brasileiras não se restringe ao agronegócio. Segundo o ministro, o comércio exterior do país avançou, em média, 10,5%, em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e pelo aumento de barreiras comerciais.

O ministro também destacou a ampliação das relações comerciais do Brasil com diferentes mercados e atribuiu os resultados à capacidade de expansão das empresas nacionais e à atuação do governo na promoção do comércio exterior.

“É a pungência do setor privado e a capacidade do setor privado de expandir, sobretudo no agro. A missão número um da nova industrialização do Brasil envolve justamente a agroindústria”, afirmou.

Ao comentar as relações com os Estados Unidos, Elias Rosa classificou o momento como “delicado”, mas defendeu a continuidade das negociações diplomáticas.

“Mas não sairemos do diálogo da negociação”, disse.

Novos mercados

O anúncio dos resultados comerciais ocorreu durante cerimônia no Ministério da Agricultura e Pecuária que celebrou a abertura de 700 novos mercados internacionais para produtos agropecuários brasileiros desde o início de 2023.

As aberturas ocorreram em 99 destinos, entre países e blocos econômicos, após autorizações sanitárias para a entrada de produtos brasileiros.

O ministro da Agricultura, André de Paula, comparou o resultado ao registrado na gestão anterior.

“Foram 700 aberturas de mercado contra 241 do governo anterior”, afirmou.

De Paula também destacou o desempenho do agronegócio e as perspectivas para a produção nacional.

“Planejamos chegar a 29% do PIB agropecuário neste ano. A safra 2026/27 deve ter 366 milhões de toneladas”, acrescentou.

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Segundo estimativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o país exportou US$ 5,8 bilhões para os novos mercados abertos desde 2023. A projeção da agência é que as vendas para esses destinos alcancem US$ 80 bilhões nos próximos quatro anos.

André de Paula também afirmou que o Brasil pretende encerrar o ano como o maior exportador mundial de alimentos.

“Exportamos US$ 169 bilhões no acumulado do ano, US$ 2 bilhões abaixo dos Estados Unidos, mas terminaremos o ano como maior exportador de alimentos”, declarou.

O ministro ainda ressaltou os investimentos do governo federal no financiamento da produção rural, incluindo recursos destinados à agricultura empresarial e familiar por meio do Plano Safra.

“Este governo investiu mais de R$ 610 bilhões no Plano Safra atual para agricultura empresarial e familiar. Nos quatro anos de governo Lula, foram investidos mais de R$ 1 trilhão. Isso dá conta da importância que conferimos ao agro brasileiro”, afirmou.

De Paula citou ainda a autorização concedida pela China para a exportação brasileira de miúdos suínos e manifestou expectativa de novas aberturas de mercado para produtos agropecuários nacionais.

Fachin se reúne com Polícia Federal para tratar de citações a ministros no caso Master

Presidente do STF pediu que PF encaminhe menções a ministros na investigação.

Fachin se reúne com Polícia Federal para tratar de citações a ministros no caso Master

BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, se reuniu nesta terça-feira (13) com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, para tratar das investigações do caso Master.

Na reunião, que durou uma hora e meia, Fachin disse a Andrei que a PF deverá encaminhar ao Supremo todas menções a ministros da Corte que foram encontradas na investigação, sem exceção. 

Após a apresentação das informações, o plenário da Corte vai se pronunciar sobre a eventual abertura de investigações contra os ministros citados.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também deverá apresentar parecer prévio antes da análise pelo plenário.

A movimentação ocorreu após integrantes da Corte cobrarem o presidente do STF para que sejam avaliadas as menções a todos ministros que aparecem nas mensagens.

Entenda o caso

No mês passado, o ministro André Mendonça, relator do caso Master, retirou o sigilo de parte da investigação. A medida revelou que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro enviou mensagens a um número de celular atribuído ao ministro Alexandre de Moraes, às vésperas de ser preso, em novembro do ano passado. 

Em seguida, a retirada do sigilo revelou que os nomes dos ministros Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli, Luiz Fux e do próprio Mendonça foram citados por pessoas que tinham vínculo com o ex-banqueiro. 

Em ofício enviado a Fachin, Gilmar Mendes também cobrou a identificação de todos os envolvidos. 

Investigações

O presidente do STF também informou ao diretor da PF que aguarda uma manifestação da PGR sobre medidas urgentes que foram solicitadas pela corporação nas investigações do caso Master e nas apurações que envolvem os descontos ilegais de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Os casos eram relatados pelo ministro André Mendonça, mas foram enviados para a presidência do Supremo no auge do conflito interno deflagrado na Corte após Mendonça retirar o sigilo das supostas conversas entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A PGR deverá se manifestar sobre os pedidos de soltura protocolados por alguns investigados, entre eles, o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e Felipe e Henrique Vorcaro, primo e pai do ex-banqueiro, respectivamente.

Fachin também pediu celeridade da PF para analisar eventuais medidas no âmbito do chamado inquérito das Fake News. 

Na semana passada, o presidente sinalizou que pretende encerrar o inquérito.

No mês passado, Fachin retirou de Alexandre de Moraes a relatoria do inquérito, que foi aberto em março de 2019. Na época, o então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, defendeu a abertura como forma de combater a veiculação de notícias que atingem a honorabilidade e a segurança do STF, de seus membros e parentes. O ministro também nomeou Moraes como relator do caso.