Vacinas contra covid-19 serão atualizadas contra novas variantes

Medida prevê melhorar respostas imunológicas contra a doença no país.

Vacinas contra covid-19 serão atualizadas contra novas variantes

BRASIL - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou um conjunto de atualizações para as vacinas contra a covid-19. A medida prevê melhorar a resposta contra variantes novas em circulação no país. 

A Instrução Normativa que trata do assunto foi publicada nesta quinta-feira (9) no Diário Oficial da União.

A norma aprovada diz que as vacinas precisam ser monovalentes, ou seja, ter resposta imunológica contra uma linhagem específica do vírus SARS-CoV-2 em circulação. Também devem conter a variante LP8.1 como antígeno preferencial. Derivados da cepa JN.1, como XFG ou NB.1.8.1, são permitidos “desde que demonstrem respostas de anticorpos neutralizantes amplas e robustas”.

Vacinas registradas e produzidas antes desta norma, e as que já foram distribuídas no país poderão ser utilizadas em até nove meses. Depois desse prazo, estão proibidas.

As novas regras foram estabelecidas na 12ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada da Anvisa. A justificativa apresentada no encontro é de que registros recentes apontam dezenas de casos de síndrome gripal associados à doença, o que reforça a necessidade de manutenção de estratégias de vacinação atualizada no país.

PGR defende que Bolsonaro seja mantido em prisão domiciliar

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista.

PGR defende que Bolsonaro seja mantido em prisão domiciliar

BRASIL - O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou nesta quarta-feira (1°) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável à continuidade da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A manifestação foi solicitada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, após o caso da apreensão da arma atribuída ao ex-presidente.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Ele cumpre prisão domiciliar temporária desde o dia 27 de março deste ano.

Gonet citou a decisão da Polícia Civil do Distrito Federal, que não indiciou Bolsonaro, e disse que o ex-presidente deve continuar na prisão domiciliar.

"A conclusão da autoridade policial, no que se refere a Jair Bolsonaro, tem, efetivamente, bom suporte nas circunstâncias apuradas do episódio. Não há imputar ao sentenciado falta disciplinar que impacte negativamente sobre o atual regime em que cumpre pena", afirmou.

Arma

Sobre a arma atribuída ao ex-presidente, o procurador disse que o armamento deve continuar apreendido. "É certo que a condição atual do custodiado é incompatível com a posse de arma de fogo", avaliou.

Mais cedo, o delegado Thiago Boeing, da Polícia Civil do Distrito Federal, decidiu não indiciar Bolsonaro. No entendimento do delegado, a arma pertence ao ex-presidente e está legalizada.

Boeing também ressaltou que o ex-presidente não estava proibido de ter o armamento em sua residência, onde cumpre prisão domiciliar pela condenação no processo da trama golpista.

Contudo, Boeing entendeu que Estácio Leite, segurança do ex-presidente, deve responder pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

No mês passado, o militar do Exército foi parado em uma blitz, em Brasília, com uma arma do ex-presidente. Segundo o militar, o armamento seria levado para conserto. Posteriormente, a versão foi confirmada pela defesa de Bolsonaro.

Como votaram os deputados maranhenses sobre a urgência para PL da Misoginia na Câmara Federal

Projeto de Lei endurece as penas para crimes considerados de ódio contra as mulheres. Quatro deputados maranhenses votaram contra

Como votaram os deputados maranhenses sobre a urgência para PL da Misoginia na Câmara Federal

BRASÍLIA – A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (1º), o requerimento de urgência para o projeto de lei que criminaliza a misoginia. O texto propõe tornar crime a incitação à violência contra a mulher e estabelece penas de 2 a 5 anos de prisão para injúria por condição de mulher, equiparando a punição à da injúria racial.

A aprovação da urgência, que recebeu 293 votos favoráveis e 158 contrários no total, significa que a proposta terá sua tramitação acelerada, podendo ser votada diretamente no plenário sem a necessidade de passar por comissões especiais. O termo misoginia é definido como o ódio ou a aversão às mulheres.

Entre os deputados federais do Maranhão, a maioria posicionou-se a favor da celeridade do projeto. Confira abaixo o voto de cada parlamentar maranhense:

Votaram SIM (A favor da urgência):

- Aluisio Mendes (Republicanos)
- Amanda Gentil (PP)
- Cleber Verde (MDB)
- Duarte Jr. (Avante)
- Hildo Rocha (MDB)
- Juscelino Filho (PSDB)
- Márcio Jerry (PCdoB)
- Marreca Filho (PRD)
- Pedro Lucas Fernandes (União Brasil)
- Rubens Pereira Junior (PT)

Votaram NÃO (Contra a urgência): 

- Detinha (PL)
- Josimar Maranhãozinho (PL)
- Josivaldo JP (União Brasil)
- Pastor Gil (PL)

Abstenção:
- Márcio Honaiser (Solidariedade)

Ausentes:
- Andre Fufuca (PP)
- Fabio Macedo (Podemos)
- Junior Lourenço (MDB)

Próximos passos

Com a urgência aprovada, o projeto agora aguarda para ser incluído na ordem do dia pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A relatora da proposta na Câmara é a deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que apreciou o projeto - já aprovado no Senado e de autoria da deputada maranhense Ana Paula Lobato (PDT). Portanto, se o texto for aprovado pelo plenário da Câmara, seguirá para a sanção presidencial;

Além da prisão, o projeto prevê medidas como a suspensão de contas em redes sociais para crimes cometidos na internet.


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Novas regras da CNH impulsionam emissão de habilitações e exames práticos

Mudanças reduziram custos para candidatos, eliminaram a obrigatoriedade do curso teórico em autoescolas e estabeleceram novo modelo de avaliação em todo o país.

Novas regras da CNH impulsionam emissão de habilitações e exames práticos

As mudanças nas regras para a obtenção da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) provocaram um aumento na procura pelo documento em 2026. Dados do Ministério dos Transportes apontam que, entre janeiro e maio, foram emitidas 1.138.190 habilitações, o maior volume já registrado para os cinco primeiros meses do ano.

O crescimento também apareceu na etapa final do processo. Nos cinco primeiros meses de 2026, foram realizados 2.280.021 exames práticos de direção, número 23,5% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando houve 1.845.694 avaliações. Apesar da alta na demanda, o ministério informou que não houve aumento nas filas para a realização das provas.

A quantidade de aulas práticas acompanhou esse movimento. Entre janeiro e maio deste ano, foram contabilizados 2.343.393 treinamentos, avanço de 20% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

Segundo o Ministério dos Transportes, parte desse resultado está relacionada às alterações implementadas no processo de habilitação, que reduziram custos para quem busca a primeira CNH. A principal mudança foi o fim da obrigatoriedade do curso teórico em autoescolas, permitindo que os candidatos escolham outras formas de preparação antes da prova.

De acordo com a pasta, a economia acumulada pelos candidatos já ultrapassa R$ 1,84 bilhão em todo o Brasil. Antes das mudanças, somente o curso teórico podia custar cerca de R$ 1 mil em estados como Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Somando aulas teóricas e práticas, o processo completo chegava a variar entre R$ 3 mil e R$ 5 mil.

O ministério informou ainda que aproximadamente 55% dessa redução de gastos está concentrada em seis estados brasileiros.

Outra mudança passou a valer na avaliação dos candidatos. O Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular criou critérios padronizados para aplicação das provas práticas em todo o país.

Entre as novidades está a retirada da baliza como etapa obrigatória do exame. O modelo anterior, que previa reprovação imediata em determinadas situações, foi substituído por um sistema de pontuação.

Agora, as infrações recebem pontuação conforme a gravidade: um ponto para infrações leves, dois para médias, quatro para graves e seis para gravíssimas. O candidato poderá concluir o exame desde que não ultrapasse o limite de 10 pontos. Ao atingir essa marca, a reprovação ocorre automaticamente.

Com o novo formato, também deixam de existir as chamadas faltas eliminatórias, permitindo que o desempenho seja avaliado pelo conjunto de erros cometidos durante a prova.

Segundo o Ministério dos Transportes, as alterações buscam ampliar o acesso à primeira habilitação, diminuir os custos para a população e padronizar os critérios de avaliação adotados pelos estados.

Turismo internacional no Brasil bate recorde e movimenta R$ 25 bilhões

Somente em maio, gastos de estrangeiros chegaram a R$ 4,08 bilhões, maior valor da série histórica.

Turismo internacional no Brasil bate recorde e movimenta R$ 25 bilhões

BRASIL – Os gastos de turistas internacionais no Brasil atingiram um recorde histórico entre janeiro e maio de 2026, somando R$ 25 bilhões, segundo dados do Ministério do Turismo analisados pelo Banco Central. O valor representa um crescimento de 11% em relação ao mesmo período de 2025, quando o montante foi de R$ 22,6 bilhões.

Somente em maio, os gastos também bateram recorde e chegaram a R$ 4,08 bilhões, alta de 19% na comparação com maio do ano passado (R$ 3,42 bilhões).

Entrada de turistas estrangeiros também cresce

O fluxo de visitantes internacionais no país também apresentou alta. Em maio, o Brasil recebeu 486.262 turistas estrangeiros, o melhor resultado da série histórica para o mês, com crescimento de 5,4% em relação a maio de 2025 (461.341 visitantes).

No acumulado de janeiro a maio, o país recebeu quase 5 milhões de turistas internacionais, mantendo estabilidade em relação ao mesmo período do ano anterior.

Crescimento de visitantes chineses se destaca

Os dados mostram ainda aumento expressivo no número de turistas chineses. Em maio de 2026, 15.380 visitantes da China entraram no Brasil, alta de 75% em relação a maio de 2025 (8.767).

Desde 11 de maio, cidadãos chineses estão isentos de visto para viagens de turismo ou negócios ao Brasil, medida válida até 31 de dezembro.

No acumulado do ano, 55.260 chineses visitaram o país entre janeiro e maio, crescimento de 43% em comparação ao mesmo período de 2025 (38.607).

Setor de bares e restaurantes avalia impacto positivo

Para o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, o aumento no fluxo de turistas e nos gastos tem impacto direto no setor de alimentação fora do lar.

“O Ministério do Turismo e a Embratur vêm trabalhando muito bem tanto que, no ano passado, o Brasil já teve um movimento recorde de turistas estrangeiros”.

Ele também destacou que o setor registrou crescimento nas vendas.

“As vendas do setor de alimentação fora do lar, em maio deste ano, cresceram 4,6% em relação ao mesmo mês do ano passado e o turismo, tanto o doméstico quanto o internacional, contribuiu sem dúvida para este resultado positivo”.

Justiça mantém presa avó suspeita de abandonar neta recém-nascida em rua no MA

Defesa pediu prisão domiciliar alegando problemas cardíacos, mas o pedido foi negado durante audiência de custódia realizada por videoconferência.

Justiça mantém presa avó suspeita de abandonar neta recém-nascida em rua no MA

ARAME – A Justiça manteve a prisão preventiva da avó suspeita de abandonar a própria neta, uma recém-nascida de apenas cinco dias de vida, em uma rua do município de Arame, no Maranhão. A decisão foi tomada durante uma audiência de custódia realizada por videoconferência no domingo (28).

Durante a audiência, a defesa solicitou que a investigada passasse a cumprir prisão domiciliar, alegando que ela possui problemas cardíacos. No entanto, o pedido foi negado, e a Justiça considerou legal a manutenção da prisão preventiva.

A mulher permanece presa na cidade de Grajaú, onde segue à disposição do Poder Judiciário enquanto as investigações continuam.

Caso provocou comoção e repercussão nas redes sociais

A suspeita foi presa preventivamente na sexta-feira (26), em Arame, após decisão judicial. Segundo a Polícia Civil do Maranhão, ela é investigada por abandonar a própria neta, uma bebê de apenas cinco dias de vida, em uma via pública.

O caso ganhou grande repercussão após a ação ser registrada em vídeo. As imagens circularam rapidamente nas redes sociais e causaram indignação entre moradores da cidade e internautas, aumentando a pressão por uma rápida apuração dos fatos.

Diante da gravidade do caso, a Delegacia de Polícia de Arame instaurou um inquérito para esclarecer as circunstâncias do abandono e identificar todas as responsabilidades.

Investigação aponta motivação do abandono

Durante as investigações, a Polícia Civil confirmou que a mulher investigada é avó da criança. De acordo com os elementos apurados até o momento, ela teria deixado a recém-nascida na rua com o objetivo de "chamar a atenção da filha".

Com base nas provas reunidas durante o inquérito, a autoridade policial representou pela prisão preventiva da suspeita. O pedido foi aceito pela Justiça.

Após a expedição do mandado, equipes da Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, localizaram e prenderam a investigada. Ela foi conduzida à delegacia para os procedimentos legais e, em seguida, encaminhada ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso e apurar eventuais responsabilidades.

Em ano eleitoral, TCE-MA cria força-tarefa para passar “pente-fino” no uso de Emendas PIX por prefeituras

Tribunal de Contas do Estado vai monitorar portais de transparência dos municípios para verificar a rastreabilidade e a aplicação de recursos das emendas impositivas

Em ano eleitoral, TCE-MA cria força-tarefa para passar “pente-fino” no uso de Emendas PIX por prefeituras

A forma como prefeitos e gestores municipais estão utilizando recursos oriundos de emendas parlamentares passará por um pente-fino do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA). Em um ano eleitoral, quando o debate sobre a destinação do dinheiro público ganha ainda mais visibilidade, a Corte de Contas criou uma força-tarefa específica para avaliar se os municípios estão divulgando, de maneira clara e completa, as informações relacionadas às chamadas emendas parlamentares impositivas, popularmente conhecidas como “emendas PIX”.

A iniciativa será coordenada pela Secretaria de Fiscalização (Sefis) e foi oficializada por meio da Ordem de Serviço nº 05/2026, publicada no Diário Oficial do Tribunal. O objetivo é verificar se os portais de transparência municipais cumprem as exigências legais de publicidade das informações, permitindo que órgãos de controle e a própria população acompanhem o caminho percorrido pelos recursos, desde a sua liberação até a aplicação final.

A medida surge em um momento em que as emendas parlamentares estão no centro das discussões nacionais sobre transparência e controle dos gastos públicos. Nos últimos anos, o tema passou a receber atenção especial dos órgãos de fiscalização e do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a adoção de mecanismos capazes de garantir maior rastreabilidade e publicidade na execução desses recursos.

Na prática, o trabalho do TCE-MA busca responder a uma pergunta simples, mas fundamental: para onde está indo o dinheiro das emendas parlamentares e como ele está sendo utilizado? Embora a legislação determine que todas essas informações estejam disponíveis nos portais oficiais, a realidade encontrada em muitos municípios brasileiros ainda apresenta dificuldades de acesso, ausência de dados detalhados ou informações divulgadas de forma fragmentada.

A força-tarefa deverá analisar prioritariamente os municípios que já receberam, estão recebendo ou venham a receber recursos provenientes de emendas parlamentares estaduais, federais ou municipais. A fiscalização também alcançará transferências realizadas por meio de convênios, transferências fundo a fundo e outros instrumentos utilizados para repassar recursos públicos.

Prévia da inflação perde força pelo 2º mês e fecha junho em 0,41%

Conta de luz foi o preço que mais pressionou o bolso no mês.

Prévia da inflação perde força pelo 2º mês e fecha junho em 0,41%

BRASÍLIA - A prévia da inflação oficial de junho ficou em 0,41%. Esse resultado representa que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) perdeu força pelo segundo mês seguido. Em abril, o IPCA-15 tinha marcado 0,89% e, em maio, 0,62%.

No acumulado de 12 meses, o índice soma 4,8%. Em maio, essa alta acumulada era de 4,64%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA.

De acordo com o Boletim Focus da última segunda-feira (22), sondagem feita pelo Banco Central (BC) com instituições financeiras, a mediana da expectativa para a inflação oficial de junho é de 0,32%. 

Para chegar à prévia da inflação, os pesquisadores coletam preços de nove grupos de produtos e serviços. Em junho, a alta média dos alimentos e bebidas e da habitação responderam por dois terços do IPCA-15.

Veja o comportamento dos grupos e os impactos em ponto percentual (p.p.):

  • Alimentação e bebidas: 0,74% (0,16 p.p.)
  • Habitação: 0,72% (0,11 p.p.)
  • Artigos de residência: 0,36% (0,01 p.p.)
  • Vestuário: 0,45% (0,02 p.p.)
  • Transportes: -0,03% (-0,01 p.p.)
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,47% (0,06 p.p.)
  • Despesas pessoais: 0,34% (0,04 p.p.)
  • Educação: -0,02% (0,00 p.p.)
  • Comunicação: 0,34% (0,02 p.p.)

Alimentação em casa sobe menos

Dentro do grupo alimentação e bebida, a alimentação no domicílio variou 0,87%. Em maio, tinha subido 1,73%.

Os preços que mais subiram no grupo foram o da batata-inglesa (29,42%), do tomate (17,27%), do feijão-carioca (14,29%) e da cebola (9,54%).

O IBGE destacou que, no semestre, tomate (103,84%), cenoura (103,10%) e batata-inglesa (100,20%) mais que dobraram de preço. Alimentos são produtos que têm os custos muito relacionados a condições climáticas.

Bandeira amarela pesa

No grupo habitação, o custo que mais cresceu foi o da energia elétrica residencial (2,04%). De todos os 377 produtos e serviços pesquisados, a conta de luz teve o maior impacto de alta (0,08 p.p.).

A explicação, segundo o IBGE, está na bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 para cada 100 quilowatt-hora (Kwh) consumidos. 

As bandeiras tarifárias são determinadas mês a mês pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Segundo a agência, a previsão de chuva abaixo de média e a expectativa de aumento do consumo de energia justificam a tarifa extra.

A previsão de escassez de chuvas e as temperaturas mais altas no país aumentam os custos de operação do sistema de geração de energia das hidrelétricas. Dessa forma, é necessário acionar as usinas termelétricas, que têm custo maior.

Contribuíram também para a alta da conta de luz os reajustes tarifários em Belo Horizonte, no Recife, em Fortaleza e Salvador. Mesmo esses sendo impactos regionais, o IPCA, por ser uma média nacional, reflete os aumentos.

No grupo transportes, as passagens aéreas ficaram 7,24% mais caras (impacto de 0,05 p.p.).  No sentido inverso, os combustíveis recuaram 1,22% (impacto de -0,08 p.p.).

De todo o IPCA-15, o etanol (-5,30%) e a gasolina (-0,73%) foram os preços com o maior impacto negativo (-0,04 p.p. cada). O óleo diesel recuou 1,47% em junho.

IPCA-15

O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo: 3% no acumulado em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 p.p. para mais ou para menos.

A diferença entre os índices está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa é feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 16 de maio a 16 de junho.

Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.621.

O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades do país (as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, Belo Horizonte, do Recife, de São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.); e o IPCA, 16 localidades (inclui Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju). O IPCA cheio de junho será divulgado em 10 de julho.

Riscos psicossociais no PGR: a atualização da NR-1 acende um alerta para as empresas

A nova NR-1 reforça a importância de identificar, avaliar e controlar fatores que impactam a saúde mental dos trabalhadores, tornando os riscos psicossociais parte essencial da gestão de segurança nas empresas.

Riscos psicossociais no PGR: a atualização da NR-1 acende um alerta para as empresas

A atualização da NR-1 trouxe um novo desafio para as empresas: incluir os riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos, o PGR. Isso significa olhar com mais responsabilidade para fatores como sobrecarga de trabalho, pressão excessiva, falhas na comunicação, assédio, conflitos, falta de apoio da liderança, jornadas intensas e outras condições que podem afetar a saúde mental e emocional dos trabalhadores.

Mais do que uma exigência legal, essa mudança representa um avanço na forma de cuidar das pessoas dentro das organizações. Afinal, ambientes de trabalho saudáveis não são construídos apenas com EPIs, documentos e treinamentos. Eles também dependem de gestão, escuta, prevenção, equilíbrio nas relações e compromisso real com a saúde integral dos colaboradores.

Para as empresas do Maranhão, a inclusão dos riscos psicossociais no PGR é uma oportunidade para prevenir adoecimentos, reduzir afastamentos, fortalecer a produtividade e evitar passivos trabalhistas. O momento exige ação técnica, planejamento e acompanhamento adequado, pois não basta reconhecer o risco: é preciso avaliar, registrar, implementar medidas preventivas e acompanhar os resultados.

É nesse cenário que a SAFEMED se destaca como parceira estratégica. Com mais de 20 anos de atuação na área de Saúde e Segurança do Trabalho, a empresa conta com uma equipe multidisciplinar formada por engenheiros de segurança do trabalho, ergonomistas, médicos do trabalho, psicólogos e médico psiquiatra, preparada para apoiar empresas na implementação da atualização da NR-1 dentro do PGR.

Sua empresa já está preparada para incluir os riscos psicossociais no PGR? A SAFEMED possui um programa específico para essa adequação, com diagnóstico, avaliação técnica, plano de ação e suporte especializado. Fale com a SAFEMED e transforme essa exigência em cuidado, prevenção e segurança para o futuro da sua empresa.

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