Governo libera R$ 68,6 milhões para combater incêndios e seca no Norte

Verba atende Amazonas, Pará e Acre e inclui ajuda humanitária.

Governo libera R$ 68,6 milhões para combater incêndios e seca no Norte

BRASÍLIA - O Governo Federal informou nesta quarta-feira (28) que liberou R$ 68,6 milhões para ações de combate a incêndios em estados da Região Norte. Os recursos, enviados para o Amazonas, Pará e Acre, também se destinam ao combate à estiagem e à seca.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) informou ainda que enviou técnicos da Defesa Civil Nacional para os estados. Eles vão auxiliar, especialmente os municípios amazonenses e paraenses, nos processos de solicitação federal de situação de emergência e de liberação de recursos para assistência humanitária.

Ações de defesa civil

Cidades com reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de calamidade pública podem solicitar ao MIDR recursos para ações de defesa civil. Até o momento, o ministério aprovou para o Amazonas 47 planos de trabalho, somando R$ 45,2 milhões. O estado tem 48 municípios com reconhecimento federal de situação de emergência vigente.

“Algumas cidades foram contempladas com mais de um decreto, resultando em 66 reconhecimentos, sendo 29 em razão da estiagem e 37 por causa dos incêndios”, disse o MIDR.

O Pará recebeu R$ 3,9 milhões, resultantes da aprovação de seis planos. Ao todo, 24 municípios estão reconhecidos com situação de emergência. Algumas cidades paraenses também foram contempladas com mais de um decreto, somando 28 reconhecimentos, sendo 16 em função das queimadas e o restante devido à falta de chuva.

Já o Acre recebeu R$ 19,3 milhões para o enfrentamento da seca, após a aprovação de 15 planos de trabalho. No total, 22 cidades estão em situação de emergência no estado.

Liberação de recursos

Segundo o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, as equipes em campo estão dedicadas a agilizar o reconhecimento federal da situação de emergência e, consequentemente, a liberação de recursos para assistência humanitária.

“Trabalharemos para agilizar o reconhecimento da situação de emergência e a liberação de recursos a cada demanda manifestada. Não há como mensurar quanto de recurso será disponibilizado. Tudo o que for necessário será liberado, conforme os planos de trabalho municipais e estaduais", afirmou.

Confira como será o transporte aquaviário gratuito no Maranhão no 2º turno das Eleições 2026

Benefício atende eleitores no sistema de ferry-boat e lanchas durante o segundo turno; saiba quais são os documentos necessários e as regras de embarque.

Confira como será o transporte aquaviário gratuito no Maranhão no 2º turno das Eleições 2026

SÃO LUÍS - O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Governo (Segov) e da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), realiza a segunda etapa da "Operação Eleições 2026" para assegurar transporte aquaviário gratuito durante o segundo turno do pleito, que ocorre neste domingo (25). A mobilização especial visa reforçar a segurança, otimizar a organização dos terminais da Grande Ilha e reduzir o tempo de espera nas filas de embarque.

As ações operacionais acontecem entre sábado (24) e a próxima segunda-feira (26), nos terminais de Ponta da Espera e Cujupe, além do Cais da Praia Grande e do Porto do Jacaré. Nesses três dias de operação, o transporte gratuito estará disponível das 00h às 23h59 nos terminais de Ponta da Espera e Cujupe para todos os cidadãos que apresentarem o título de eleitor físico ou o aplicativo e-Título no momento do embarque.

Regras de embarque e suspensão de vendas antecipadas

Para garantir a fluidez do atendimento, o Governo do Maranhão adotou ajustes importantes na rotina do sistema. As vendas antecipadas de passagens foram suspensas, sendo mantida a venda presencial por ordem de chegada e durante 24 horas. 

A única exceção para o embarque prioritário aplica-se às preferências garantidas por lei e aos profissionais devidamente credenciados para trabalhar nas eleições.

Horários nos terminais e restrições de veículos

Durante os dias de mobilização, os trajetos de ferry-boat entre Ponta da Espera e Cujupe terão saídas programadas de hora em hora. Já nas travessias entre o Cais da Praia Grande e o Porto do Jacaré, a oferta de transporte gratuito para os eleitores será disponibilizada no domingo (25), seguindo o cronograma habitual de viagens.

A coordenação também estabeleceu restrições temporárias no fluxo de veículos pesados. Entre sábado (24) e segunda-feira (26), estará proibida a travessia de caminhões e veículos alternativos nas embarcações, com a normalização prevista a partir das 00h de terça-feira (27). Além disso, o embarque respeitará rigorosamente a capacidade autorizada de passageiros por embarcação.

Recomendações aos passageiros e apoio policial

A Segov recomenda aos eleitores que cheguem aos terminais meia hora antes do embarque previsto. Para os condutores de veículos, a orientação oficial é comparecer com antecedência mínima de uma hora.

A estrutura de apoio ao público contará com o reforço contínuo de órgãos de segurança do Estado e federais durante os quatro dias de ação, garantindo tranquilidade aos cidadãos que utilizarem o transporte aquaviário gratuito. 

As ações de fiscalização e suporte nos terminais serão executadas pela Secretaria de Segurança Pública do Estado do Maranhão (SSP-MA), pelo Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) e pela Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos do Maranhão.

Flávio Bolsonaro tem ato no Ceará no dia do “Bloquinho do 22” com Nikolas em São Luís

Candidato havia sido anunciado para evento na capital maranhense, mas André Fernandes confirmou sua presença em Fortaleza na mesma quarta-feira (21). Mobilização em São Luís segue mantida, com participação confirmada de Nikolas Ferreira.

Flávio Bolsonaro tem ato no Ceará no dia do “Bloquinho do 22” com Nikolas em São Luís

SÃO LUÍS – Inicialmente anunciado como uma das atrações do “Bloquinho do 22” em São Luís, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) agora tem presença confirmada em um ato de campanha em Fortaleza, no Ceará, na mesma quarta-feira (21). A coincidência de horários compromete a participação do presidenciável no evento maranhense, que segue mantido com a presença do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

A agenda no Ceará foi anunciada na sexta-feira (16) pelo deputado federal André Fernandes (PL-CE), que confirmou Flávio Bolsonaro no “Bloco do 22”, marcado para as 18h, na Avenida do Contorno, ao lado da Arena Castelão.

“Está confirmado! Nosso presidente Flávio Bolsonaro em Fortaleza no nosso Bloco do 22!”, declarou Fernandes em vídeo nas redes sociais.

O anúncio contrasta com a convocação feita anteriormente pelo vereador e deputado federal eleito Aldir Junior (PL-MA), que havia confirmado Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira e o próprio André Fernandes como participantes da mobilização em São Luís.

Na ocasião, Aldir anunciou o evento para as 19h de quarta-feira (21), com concentração às 18h22, na Praça Maria Aragão, e percurso pela Avenida Beira-Mar até a Praça João Lisboa, no Centro Histórico.

Nikolas confirma presença em São Luís

Apesar da sobreposição das agendas, o “Bloquinho do 22” continua confirmado na capital maranhense. Em vídeo divulgado mais recentemente ao lado de Aldir Junior, Nikolas Ferreira reforçou sua participação no evento e convocou apoiadores para a quarta-feira (21).

“Fala, galera do Maranhão, nós estamos chegando aí nessa quarta-feira, dia 21”, afirmou o deputado mineiro.

Na gravação, os parlamentares atualizaram o horário da concentração para as 17h22 e convidaram os participantes a comparecer vestidos de verde e amarelo.

Diferentemente da convocação inicial de Aldir Junior, o novo vídeo não menciona a presença de Flávio Bolsonaro nem de André Fernandes.

Os eventos ocorrem na reta final da campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), quando Flávio Bolsonaro disputará a Presidência com Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

STJ exonera servidor suspeito de vazar informações a advogado ligado a Flávio Bolsonaro

O STJ exonerou Humberto Pradera, secretário de TI suspeito de repassar dados sigilosos ao advogado Willer Tomaz, alvo de investigações da Polícia Federal.

STJ exonera servidor suspeito de vazar informações a advogado ligado a Flávio Bolsonaro

BRASIL – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) exonerou, na sexta-feira (16), um servidor suspeito de repassar informações sigilosas sobre processos em tramitação no tribunal ao advogado Willer Tomaz, conhecido por sua relação com políticos de diferentes grupos e pela amizade com o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República.

O tribunal também abriu uma investigação interna para apurar o caso. Segundo informações publicadas pelo g1, mensagens atribuídas ao servidor indicariam o compartilhamento de dados relacionados a demandas internas da Corte e de uma fotografia de um documento exibido na tela de um computador.

O servidor exonerado é Humberto Pradera, que ocupava o cargo de secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do STJ.

Mensagens são investigadas pela Polícia Federal

Segundo a reportagem, as trocas de mensagens constam de um relatório da Polícia Federal (PF) encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR). O material reúne informações sobre o suposto repasse de dados a Willer Tomaz.

Em nota, o STJ informou que o presidente da Corte, ministro Luis Felipe Salomão, tomou conhecimento dos fatos e que um procedimento interno já havia sido instaurado na semana anterior.

O tribunal afirmou que Pradera foi exonerado por ocupar um cargo de livre nomeação, sem vínculo efetivo por concurso público.

“As medidas criminais estão em andamento e são sigilosas, e sobre elas o Tribunal não vai se manifestar”, informou o STJ.

Advogado nega acesso irregular a decisões

Willer Tomaz negou ter obtido acesso irregular ou não autorizado a decisões judiciais e a pareceres do Ministério Público Federal. O advogado também afirmou que não interferiu em manifestações do órgão.

Em nota, classificou as acusações como falsas e disse desconhecer o relatório da Polícia Federal citado na reportagem.

Tomaz argumentou ainda que o conhecimento antecipado de julgados não constitui crime, mas seria uma funcionalidade prevista no sistema do próprio tribunal.

O advogado também afirmou que a incorporação de argumentos apresentados pela defesa em pareceres do Ministério Público faz parte da rotina processual. Ele criticou a divulgação de informações sigilosas durante o período eleitoral e declarou que os responsáveis pelo vazamento devem ser identificados.

Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações e divergem sobre segurança e economia no primeiro debate do 2º turno

Candidatos à Presidência discutiram saúde, corrupção, maioridade penal, custo de vida e relações com os Estados Unidos durante confronto realizado pela Band neste domingo (18), a uma semana da eleição.

Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações e divergem sobre segurança e economia no primeiro debate do 2º turno

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) protagonizaram, na noite deste domingo (18), o primeiro debate do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O encontro, promovido pelo Grupo Bandeirantes, foi marcado por trocas de acusações sobre corrupção, críticas às gestões petistas e ao governo de Jair Bolsonaro, além de divergências sobre segurança pública, economia e saúde.

Realizado uma semana antes da votação, marcada para 25 de outubro, o confronto foi dividido em três blocos e contou com perguntas de jornalistas e momentos de debate direto entre os candidatos.

Entre os assuntos discutidos estiveram o combate ao crime organizado, a redução da maioridade penal, o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), o endividamento das famílias, o fim da escala de trabalho 6x1 e as relações do Brasil com os Estados Unidos.

Segurança pública abre confronto entre candidatos

A segurança pública foi o primeiro tema abordado. Flávio Bolsonaro defendeu o endurecimento das penas e afirmou que, caso seja eleito, pretende classificar facções criminosas e milícias como organizações narcoterroristas.

O senador prometeu recuperar territórios dominados pelo crime organizado e ampliar as medidas de repressão às facções. Também criticou a política de segurança do atual governo.

Lula respondeu defendendo maior integração entre União, estados e municípios no enfrentamento à criminalidade. O presidente citou a PEC da Segurança Pública e afirmou que pretende criar o Ministério da Segurança Pública caso a proposta seja aprovada pelo Senado.

O petista também destacou a Lei Antifacção, sancionada em março, e defendeu o combate às organizações criminosas, incluindo integrantes que atuam no financiamento dessas estruturas.

Economia provoca embate sobre custo de vida e dívida pública

Na discussão econômica, Lula defendeu políticas de estímulo ao crescimento, incentivo aos pequenos negócios e ampliação da circulação de renda.

O presidente mencionou medidas voltadas aos microempreendedores individuais (MEIs) e investimentos nas economias digital, verde e criativa. Também afirmou que o Brasil está próximo de recuperar o grau de investimento.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, concentrou as críticas no custo de vida, nos preços dos alimentos e no aumento da dívida pública.

O candidato do PL atribuiu o endividamento do país aos gastos do governo federal e afirmou que pretende realizar cortes para reorganizar o Orçamento. Também prometeu criar condições para ajudar famílias endividadas a renegociar seus compromissos financeiros.

Durante o confronto, os candidatos ainda discutiram o fim da escala de trabalho 6x1. Flávio afirmou que mudou de posição sobre o tema após ouvir trabalhadores durante a campanha.

Acusações de corrupção envolvem familiares e investigações

Um dos momentos mais tensos do debate ocorreu durante a troca de acusações relacionadas a investigações e suspeitas de corrupção.

Flávio Bolsonaro mencionou o esquema de descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e cobrou explicações sobre investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, e a empresária Roberta Luchsinger.

Lula respondeu que as irregularidades no INSS foram identificadas e combatidas durante seu governo e também cobrou esclarecimentos do adversário sobre o financiamento do filme "Dark Horse", relacionado à trajetória política de Jair Bolsonaro.

O presidente questionou Flávio sobre R$ 134 milhões negociados com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a produção. O senador negou irregularidades.

As investigações citadas pelos candidatos seguem sob responsabilidade dos órgãos competentes, e as acusações apresentadas durante o debate não representam comprovação de culpa.

Lula também propôs que ambos disponibilizassem informações bancárias e telefônicas para análise antes das eleições. Flávio respondeu que não tem nada a esconder.

SUS e pandemia entram na discussão

A saúde pública foi outro tema de confronto. Questionado sobre as filas de atendimento no SUS, Flávio Bolsonaro defendeu a criação de um prontuário eletrônico único, integrado pelo CPF, além da ampliação da telemedicina e do uso de inteligência artificial.

O senador afirmou que pretende levar ao sistema público um padrão de atendimento semelhante ao do Hospital Albert Einstein e reiterou a intenção de nomear o médico Claudio Luiz Lottenberg para o Ministério da Saúde.

Lula questionou se a proposta representaria uma tentativa de privatização do SUS e criticou a condução da pandemia de Covid-19 durante o governo de Jair Bolsonaro.

Flávio reconheceu que a saúde não apresentou os melhores resultados na gestão do pai, mas atribuiu parte das dificuldades ao contexto da pandemia.

O presidente defendeu a ampliação do atendimento na rede pública e citou medidas para reduzir o tempo entre o diagnóstico e o tratamento de doenças, especialmente o câncer.

Maioridade penal e saída temporária de presos dividem candidatos

As diferenças entre os presidenciáveis também apareceram na discussão sobre a política criminal.

Flávio Bolsonaro defendeu a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de crimes graves e hediondos, além de penas mais rígidas para determinados delitos.

Lula, que passou a defender a redução da maioridade para 16 anos em casos de crimes hediondos, apresentou posição diferente da proposta do adversário.

Os dois também discutiram a saída temporária de presos. Flávio criticou o benefício e citou crimes cometidos por detentos contemplados pela medida.

O presidente defendeu a possibilidade de saída temporária para presos com bom comportamento como instrumento de ressocialização, mas afirmou que condenados por crimes violentos não devem ter acesso ao benefício.

Relação com os Estados Unidos também gera divergências

No terceiro bloco, Lula questionou Flávio Bolsonaro sobre sua relação com os Estados Unidos e a possibilidade de participação americana na exploração de terras raras brasileiras.

O presidente acusou integrantes da família Bolsonaro de alinhamento aos interesses do governo americano.

Flávio negou ter atuado contra empresas brasileiras durante discussões sobre tarifas comerciais e defendeu a cooperação internacional no combate ao crime organizado.

O senador também propôs maior participação das Forças Armadas na segurança das fronteiras brasileiras.

Debate termina com pedidos de voto

Nas considerações finais, Lula defendeu a continuidade de seu governo e destacou a recuperação da indústria, o fortalecimento das empresas estatais e o crescimento econômico entre suas prioridades.

Flávio Bolsonaro prometeu concentrar esforços na segurança pública, no controle de gastos e na criação do Ministério da Prosperidade, proposta apresentada durante a campanha.

O encerramento foi marcado por interrupções durante a fala de Lula, o que levou os mediadores a pedirem silêncio ao adversário e à plateia.

Este foi o primeiro confronto direto entre os dois candidatos na atual disputa presidencial. Ambos ficaram de fora do debate promovido pela Band durante o primeiro turno, em agosto.

Mulher é presa em São Luís por suspeita de extorsão com imagens íntimas

Investigada teria ameaçado divulgar o conteúdo e, após a recusa da vítima, enviado as imagens para contatos pessoais e profissionais.

Mulher é presa em São Luís por suspeita de extorsão com imagens íntimas

SÃO LUÍS – Uma mulher foi presa na manhã desta quinta-feira (15), em São Luís, suspeita de praticar extorsão na modalidade conhecida como “sextorsão”. Segundo a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), a investigada teria exigido R$ 20 mil para não divulgar imagens íntimas de uma vítima.

De acordo com as investigações, a vítima se recusou a fazer o pagamento. Após a negativa, o conteúdo teria sido compartilhado em redes sociais e grupos de WhatsApp.

Ainda conforme a Polícia Civil, as imagens foram encaminhadas a familiares, colegas de trabalho, ao ex-esposo e a outras pessoas dos círculos pessoal e profissional da vítima. A divulgação teria exposto a vida privada da pessoa e provocado violações à intimidade, à honra e à dignidade.

Prisão foi realizada por departamento especializado

A prisão foi realizada pelo Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT), ligado à Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC).

A unidade é responsável por investigações relacionadas a crimes praticados com o uso de recursos tecnológicos. Segundo a Polícia Civil, a mulher presa possui antecedentes criminais pelo crime de roubo.

O que é sextorsão?

A sextorsão é uma forma de extorsão em que imagens ou outros conteúdos íntimos são utilizados para ameaçar ou constranger uma pessoa. Em geral, o criminoso exige dinheiro ou algum tipo de vantagem sob a ameaça de divulgar o material.

No caso investigado em São Luís, a Polícia Civil afirma que a suspeita teria pedido R$ 20 mil para impedir a divulgação das imagens. Depois que a vítima não aceitou pagar, o conteúdo passou a ser compartilhado com pessoas próximas e em plataformas digitais.

A investigação está sob responsabilidade do DCCT, que deverá apurar as circunstâncias do crime e eventual participação de outras pessoas na divulgação do material.

Como foi a entrevista de Lula na Globo no segundo turno

Presidente defendeu punição a adolescentes por crimes hediondos, cobrou apuração de suspeitas no STF e admitiu reação às tarifas dos Estados Unidos.

Como foi a entrevista de Lula na Globo no segundo turno

RIO DE JANEIRO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quinta-feira (15), a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos. Durante entrevista à TV Globo, Lula também cobrou investigações sobre suspeitas envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, atualmente preso.

O presidente afirmou ainda que pretende manter as negociações comerciais com os Estados Unidos, mas não descartou medidas de reciprocidade contra as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump.

Na entrevista, Lula também comentou as dificuldades de sua gestão, a relação com o Congresso Nacional, o combate ao crime organizado e a decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

A conversa foi conduzida pela jornalista Renata Lo Prete, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, como parte da cobertura do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A entrevista foi transmitida pela TV Globo, GloboNews e g1.

Lula defende redução da maioridade penal para 16 anos

Lula afirmou ser favorável à redução da maioridade penal em situações envolvendo crimes hediondos. Atualmente, a responsabilização criminal pela legislação penal comum começa aos 18 anos, mas o presidente defendeu a possibilidade de estabelecer o limite de 16 anos para esses casos.

“Acho que a sociedade brasileira inteira é favorável à punição de qualquer crime hediondo”, declarou.

O posicionamento foi apresentado após um questionamento sobre uma emenda do líder do PT no Senado, Camilo Santana, relacionada à votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.

Segundo Lula, o PL tentou incluir uma proposta para reduzir a maioridade penal para 14 anos. Em resposta, Camilo apresentou uma alternativa estabelecendo o limite de 16 anos.

O presidente, no entanto, defendeu que a discussão sobre a idade de responsabilização criminal ocorra separadamente da PEC.

“A PEC não estava discutindo isso [redução da maioridade penal]. O PL tentou apresentar uma proposta reduzindo para 14 anos, e aí o Camilo apresentou a proposta para 16", afirmou.

Lula acrescentou que a prioridade deve ser a análise da proposta de segurança pública, deixando a discussão sobre maioridade penal para outro momento.

“Primeiro você discute a PEC, aprova a PEC, e aí você pode discutir a maioridade penal ou não.”

Lula cobra investigação de ministros do STF no caso Master

Outro momento da entrevista foi dedicado às suspeitas de envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro ligado ao Banco Master.

Lula defendeu que todas as denúncias sejam investigadas, independentemente dos cargos ocupados pelos envolvidos.

O presidente afirmou ter conversado três vezes com o presidente do STF, Edson Fachin, para cobrar providências sobre os episódios envolvendo integrantes da Corte.

“Nem os ministros da Suprema Corte estão isentos de passar para a sociedade a ideia de ética, a ideia de probidade. Ou seja, não é possível que apareçam na Suprema Corte tantas denúncias. A sociedade brasileira precisa que isso seja apurado. Eu já conversei três vezes com o presidente [do STF, Edson] Fachin, dizendo que é importante que ele, enquanto for presidente, faça a apuração que tiver que fazer e que julgue”, declarou.

Durante a entrevista, Lula também mencionou nominalmente ministros que, segundo ele, aparecem relacionados às discussões sobre o caso Master.

O presidente afirmou que Alexandre de Moraes era o ministro mais implicado quando o assunto foi debatido em uma sessão do Supremo, em setembro. Ele também citou Dias Toffoli, André Mendonça e Kássio Nunes Marques.

"O [Dias] Toffoli também está implicado, o André Mendonça também está implicado e o Kássio [Nunes Marques] está implicado. Agora está todo mundo implicado", disse Lula.

As declarações foram feitas pelo presidente ao comentar as suspeitas envolvendo integrantes do Judiciário e não representam conclusões de investigações sobre os magistrados citados.

Lula defendeu que os fatos sejam esclarecidos e que eventuais responsáveis por irregularidades sejam punidos.

Segundo ele, não seria aceitável que as suspeitas envolvendo o Banco Master deixassem de ser investigadas.

O presidente afirmou que "não é possível imaginar que a sociedade brasileira vai aceitar que não seja apurado tudo e sobre tudo e que não fique pedra sobre pedra e se puna quem precisar punir".

Presidente defende regras éticas mais rígidas no Judiciário

Ao comentar os desdobramentos do caso Master, Lula também defendeu mudanças nas regras de conduta aplicadas aos integrantes do Supremo Tribunal Federal.

Para o presidente, as revelações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro devem servir para ampliar a cobrança por ética e transparência no Judiciário.

Lula afirmou que o episódio pode contribuir para “moralizar muitas coisas no país”.

O presidente também criticou a possibilidade de integrantes da Suprema Corte priorizarem interesses financeiros pessoais durante o exercício da função.

“Quem quiser ser rico não pode ser ministro da Suprema Corte”, declarou.

Segundo Lula, os ministros precisam demonstrar compromisso com princípios de ética e probidade, além de se submeterem às apurações necessárias quando surgirem denúncias.

Lula admite reciprocidade contra tarifas dos Estados Unidos

Na área econômica, Lula afirmou que o Brasil poderá adotar medidas de reciprocidade comercial contra os Estados Unidos caso não consiga chegar a um entendimento com o governo de Donald Trump.

O presidente disse que sua prioridade continua sendo a negociação para resolver os impasses provocados pelas tarifas aplicadas aos produtos brasileiros.

“Não quero fazer. Eu quero continuar negociando, mas se for necessário fazer, nós vamos fazer”, afirmou.

Lula declarou que, apesar das tensões iniciais com o governo norte-americano e das tarifas impostas ao Brasil em 2025 e 2026, conseguiu estabelecer uma relação que classificou como civilizada com Trump.

Segundo o presidente, os dois já conversaram três vezes e representantes dos governos continuam mantendo negociações comerciais.

Lula afirmou acreditar na possibilidade de um acordo entre os países, mas ressaltou que o Brasil poderá reagir caso as tratativas não avancem.

O presidente também destacou a ampliação das relações comerciais brasileiras com outros mercados.

De acordo com Lula, o comércio entre Brasil e Estados Unidos registrou queda de 9%, mas o país conseguiu ampliar suas relações econômicas com outras nações.

Lula assume responsabilidade por dificuldades do governo

Questionado sobre as dificuldades enfrentadas pela gestão federal e sobre o que poderia ter feito de maneira diferente, Lula afirmou que a responsabilidade pelos resultados de seu governo é dele próprio.

O presidente declarou que não pretende atribuir a outras pessoas a culpa por eventuais dificuldades de comunicação com a população ou pela rejeição à administração.

“Se eu não conseguir ser compreendido pela sociedade brasileira sobre o que o governo faz, eu não posso ficar jogando a culpa em ninguém. Eu tenho que jogar a culpa em mim”, afirmou.

Lula também relacionou parte dos problemas enfrentados pela gestão à situação que, segundo ele, encontrou ao assumir a Presidência após o governo de Jair Bolsonaro (PL).

O presidente afirmou que precisou dedicar os dois primeiros anos de mandato à recuperação da estrutura administrativa do país.

Entre os problemas mencionados, Lula citou o que classificou como desmonte de dez ministérios.

Apesar de defender as ações realizadas durante sua gestão, o presidente reconheceu dificuldades para comunicar os resultados à população.

“Eu só lamento que eu não tenha tido a capacidade de fazer o povo compreender as coisas que eu fiz, porque foram muitas coisas”, declarou.

Lula comenta governabilidade e relação com o Congresso

A composição do Congresso Nacional também foi abordada durante a entrevista, especialmente diante da possibilidade de um novo mandato presidencial do PT.

O questionamento considerou o resultado das eleições legislativas, nas quais o PL elegeu 121 deputados federais e 19 senadores.

Lula respondeu destacando a experiência de sua atual gestão e afirmou que conseguiu aprovar propostas importantes mesmo tendo iniciado o governo com uma bancada de esquerda menor.

Segundo o presidente, sua eleição ocorreu em um cenário no qual a esquerda contava com 70 deputados e nove senadores.

Lula afirmou que, apesar dessa composição, o governo conseguiu aprovar “99% de tudo” o que apresentou ao Congresso, incluindo a reforma tributária.

O presidente também destacou a participação de diferentes partidos na administração federal.

Segundo ele, com exceção do PL, todas as legendas participaram de seu governo.

“Tivemos uma grande participação das pessoas no governo. É por isso que nós conseguimos aprovar tudo. E se não for assim, você não governa o país”, afirmou.

Lula defendeu a construção de acordos políticos como instrumento necessário para garantir a aprovação de propostas e a governabilidade.

Lula rejeita classificação de PCC e CV como organizações terroristas

Na área de segurança pública, Lula voltou a se posicionar contra a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

O presidente reconheceu a violência praticada pelas facções contra a população brasileira, mas afirmou que existe uma diferença entre a atuação desses grupos e o terrorismo internacional.

Segundo Lula, as organizações criminosas brasileiras atuam principalmente em busca de ganhos financeiros, enquanto a classificação norte-americana considera outras modalidades de terrorismo.

Durante a entrevista, o presidente mencionou os atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, para explicar a distinção que faz entre os tipos de crime.

"Quando os Estados Unidos falam em terrorismo, ele fala em terrorismo de estado, em terrorismo como aqueles que atentaram contra as duas torres americanas, como aquele que quer dar golpe de estado. Não é o caso das facções e do crime organizado do Brasil, que só querem o dinheiro", declarou.

Lula afirmou que o governo brasileiro apresentou aos Estados Unidos informações sobre ações de combate ao crime organizado realizadas no país.

Segundo o presidente, também foi proposta uma parceria ao governo de Donald Trump para ampliar o enfrentamento às organizações criminosas.

PEC da Segurança Pública prevê maior atuação federal

Ao abordar as medidas de combate ao crime organizado, Lula defendeu a ampliação da participação do governo federal na segurança pública.

O presidente afirmou que a PEC da Segurança Pública foi apresentada com o objetivo de permitir uma atuação mais direta da União em uma área historicamente atribuída aos estados.

Lula também citou a aprovação da lei antifacções durante sua gestão como parte das iniciativas adotadas para enfrentar as organizações criminosas.

“A Constituição brasileira nunca permitiu que a União se metesse na segurança pública, que era questão dos estados. Eu, agora, quero me meter. Por isso mandamos a PEC [da Segurança]. Eu quero definir o seguinte: para o trabalhador, a comunidade, queremos tranquilidade, segurança e proteção, e para os bandidos, a gente vai querer prisão”, afirmou.

Segundo Lula, a proposta busca ampliar a capacidade de atuação do governo federal e fortalecer as medidas de proteção à população.

O presidente defendeu que as ações de segurança sejam direcionadas tanto à garantia de tranquilidade para trabalhadores e comunidades quanto à responsabilização dos integrantes de organizações criminosas.

Flávio Bolsonaro será entrevistado nesta sexta-feira (16)

A participação de Lula abriu a série de entrevistas da TV Globo com os candidatos à Presidência da República que disputam o segundo turno das eleições de 2026.

A ordem das entrevistas foi estabelecida por sorteio realizado em reunião com representantes das campanhas presidenciais.

O próximo entrevistado será Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial.

A entrevista com o candidato do PL está marcada para esta sexta-feira (16) e também será conduzida pela jornalista Renata Lo Prete.

Alcolumbre vai promulgar fim da escala 6x1 nesta sexta-feira (16)

Empresas terão 60 dias para adotar jornada de cinco dias de trabalho e dois de descanso; limite semanal será reduzido gradualmente.

Alcolumbre vai promulgar fim da escala 6x1 nesta sexta-feira (16)

BRASÍLIA – O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), vai promulgar nesta sexta-feira (16) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221, que estabelece o fim da escala de trabalho 6x1 no Brasil. A medida foi aprovada pelo Senado na noite de quarta-feira (14), com 75 votos favoráveis e apenas um contrário nos dois turnos de votação.

A promulgação ocorrerá durante uma sessão solene no Senado. Na mesma cerimônia, Alcolumbre também deve promulgar a PEC 14/21, que estabelece regras diferenciadas de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.

Como será o fim da escala 6x1

Pelo texto aprovado pelo Senado, as empresas terão 60 dias após a promulgação da emenda constitucional para adotar uma jornada de trabalho de cinco dias, com dois dias consecutivos de descanso remunerado por semana.

Nesse primeiro período, a jornada máxima será reduzida de 44 para 42 horas semanais. Após outros 12 meses, o limite passará para 40 horas semanais.

A mudança estabelece uma transição de 14 meses até que a jornada de 40 horas seja totalmente implementada, sem redução dos salários dos trabalhadores.

Com a nova regra, trabalhadores que atualmente cumprem seis dias de atividade para apenas um dia de folga deverão ter dois dias de descanso a cada semana.

Senado aprovou proposta em dois turnos

A PEC foi aprovada pelo plenário do Senado na quarta-feira (14). O texto recebeu 75 votos favoráveis e um contrário tanto no primeiro quanto no segundo turno.

Com a aprovação, a proposta não precisa passar por nova votação no Congresso e seguirá para promulgação pelo presidente do Senado.

Alcolumbre convocou os parlamentares para a sessão solene desta sexta-feira e destacou a importância das duas propostas que serão transformadas em emendas à Constituição.

Aposentadoria de agentes de saúde

Além do fim da escala 6x1, a sessão desta sexta-feira também terá a promulgação da PEC 14/21, que cria regras específicas de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.

A proposta prevê critérios diferenciados tanto para profissionais vinculados ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) quanto para aqueles do Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

Pelas novas regras, a idade mínima será de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, desde que sejam cumpridos 25 anos de contribuição e de efetivo exercício da atividade.

Professores maranhenses usam leitura e experimentação para aproximar alunos do conhecimento

Em São Luís e Paço do Lumiar, projetos de Língua Portuguesa e Matemática incentivam a participação dos estudantes e mostram diferentes formas de aprender.

Professores maranhenses usam leitura e experimentação para aproximar alunos do conhecimento

SÃO LUÍS - Uma coletânea literária escrita por estudantes e atividades de Matemática com objetos do cotidiano são algumas das estratégias usadas por professores da Grande São Luís para aproximar os alunos do conhecimento. As iniciativas buscam estimular a participação dos jovens e mostrar como os conteúdos aprendidos em sala de aula podem ganhar sentido na prática.

No Centro de Ensino Paulo Freire, em São Luís, estudantes do Ensino Médio participaram de um projeto de leitura e escrita que resultou na publicação de uma coletânea com 22 autores. Já no Centro de Ensino Professor Robson Campos Martins, no Maiobão, em Paço do Lumiar, o professor Vanderlândio Pontes utiliza jogos, sólidos geométricos e outros materiais para ensinar conceitos matemáticos.

As duas experiências mostram como atividades que envolvem os próprios alunos podem contribuir para o processo de aprendizagem. A iniciativa ganha destaque no Dia dos Professores, celebrado em 15 de outubro.

Projeto transforma estudantes em autores

No Centro de Ensino Paulo Freire, a professora Antocléia Santos queria incentivar os estudantes a se aproximarem dos livros. Formada em Filosofia e Sociologia, ela decidiu desenvolver um projeto de leitura e escrita em parceria com professoras de Língua Portuguesa.

A proposta era que cada aluno escolhesse uma obra disponível na biblioteca, fizesse a leitura e produzisse uma narrativa a partir da própria interpretação.

Ao longo de seus 21 anos de atuação na área escolar, Antocléia observou dificuldades dos estudantes com a leitura e a escrita. Para ela, porém, esses obstáculos não determinam a capacidade de aprendizagem dos jovens.

“Os obstáculos não definem a capacidade dos jovens. O que faltava era encontrar uma proposta que os convidasse a participar. Nossa ideia foi pedir que cada estudante escolhesse uma obra da biblioteca, lesse e produzisse uma narrativa a partir de sua interpretação”, conta.

O projeto envolveu profissionais de diferentes áreas. Antocléia ajudou os estudantes a estruturar as narrativas, enquanto as professoras de Língua Portuguesa contribuíram com a revisão ortográfica e a organização dos textos, incluindo aspectos de coesão e coerência.

A professora de Arte também participou da iniciativa ao indicar quatro estudantes ligados ao grafite para produzir ilustrações inspiradas nas histórias.

O trabalho resultou na coletânea Recontos Literários: Jovens que Escrevem, Mundos que Nascem, com 22 autores e quatro ilustradores.

“Quando iniciamos o projeto, a intenção era aproximar os estudantes dos livros. Mas, no percurso, aconteceu algo ainda maior. Eles deixaram de se perceber apenas como leitores e passaram a se reconhecer como autores”, afirma Antocléia.

A professora também utiliza ferramentas de inteligência artificial em pesquisas e atividades de formação. Para ela, o desafio é incorporar os recursos tecnológicos sem abrir mão da autoria dos estudantes e do desenvolvimento do pensamento crítico.

“O desafio da educação contemporânea é justamente ensinar nossos alunos a utilizar esses dispositivos, sem abrir mão da autoria, da reflexão e do pensamento crítico”, diz.

Objetos do cotidiano ajudam a ensinar Matemática

No Centro de Ensino Professor Robson Campos Martins, no Maiobão, em Paço do Lumiar, o professor de Matemática Vanderlândio Pontes utiliza materiais concretos para aproximar os estudantes dos conceitos da disciplina.

Embalagens, caixas, recipientes e sólidos geométricos são usados para trabalhar formas, medidas, áreas e volumes. O próprio ambiente escolar também serve de referência para as atividades, com elementos como pisos, janelas e paredes.

Atualmente, o professor desenvolve o trabalho com seis turmas do 3º ano do Ensino Médio. Para isso, reúne jogos e materiais construídos por ele, que são levados às salas de acordo com o conteúdo estudado.

“O que procuro mostrar aos estudantes é que Matemática não é apenas um conjunto de fórmulas que precisam ser memorizadas. Quando eles podem tocar, experimentar, investigar, levantar hipóteses e visualizar aquilo que estão estudando, a relação com a disciplina muda”, explica.

A experiência começou por volta de 2003, quando Vanderlândio trabalhava na rede municipal de São Luís. Na época, em busca de novas formas de despertar o interesse dos alunos, ele levou para a sala de aula uma Torre de Hanói, jogo de raciocínio em que os participantes precisam mover discos entre hastes seguindo regras específicas.

Enquanto um estudante tentava resolver o desafio, os colegas acompanhavam a atividade. A experiência ajudou o professor a perceber como materiais concretos poderiam contribuir para o ensino.

Anos depois, ele aprofundou o tema durante o mestrado, ao estudar o uso desses recursos no ensino de Geometria.

Nas aulas, os estudantes trabalham em grupo, montam sólidos, identificam faces, vértices e arestas e discutem os resultados das atividades. A proposta é relacionar cada material ao conceito matemático que está sendo estudado.

Com formação inicial em Engenharia e 28 anos de docência, Vanderlândio também incorpora recursos digitais às aulas. A lanterna do celular, por exemplo, pode ser usada para projetar a sombra de um poliedro. Ao mudar a posição do objeto, os alunos observam como a projeção se transforma.

O aparelho também pode servir para pesquisas e registros das experiências realizadas em sala.

Tecnologia também chega à sala de aula

O uso de ferramentas digitais e da inteligência artificial na educação tem ampliado o debate sobre como incorporar a tecnologia ao ensino sem substituir a mediação dos professores.

No Maranhão, o Grupo Eureka atua em parceria com a rede estadual de ensino em iniciativas relacionadas à recomposição das aprendizagens. O professor Marco Saliba, ligado à empresa, avalia que ferramentas de inteligência artificial podem auxiliar os educadores no planejamento de atividades e na adaptação de conteúdos às necessidades das turmas.

O uso desses recursos, no entanto, exige intencionalidade pedagógica e atenção ao desenvolvimento da autonomia dos estudantes, para que a tecnologia complemente o trabalho docente.

Desafios da aprendizagem

O desenvolvimento da leitura, da escrita e do raciocínio matemático continua sendo um desafio para os sistemas de ensino. Avaliações educacionais internacionais, como o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), ajudam a acompanhar o desempenho dos alunos e a identificar dificuldades nessas áreas.

Nesse contexto, experiências como as desenvolvidas pelos professores maranhenses apostam na participação dos estudantes para tornar o aprendizado mais próximo de suas realidades.

Na leitura, a escolha dos livros e a produção de narrativas permitem que os alunos exercitem a interpretação e a escrita. Na Matemática, o uso de objetos e jogos ajuda a visualizar conceitos que, apresentados apenas por fórmulas, podem parecer abstratos.

As duas iniciativas têm propostas diferentes, mas compartilham a busca por formas de envolver os estudantes na construção do conhecimento.