A taxa de pobreza na Argentina caiu para 28,2% da população no segundo semestre de 2025, o menor patamar desde o primeiro semestre de 2018. Segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (INDEC), o índice abrange cerca de 8,5 milhões de pessoas e mostra uma redução expressiva em relação aos níveis registrados em 2024.

Os dados oficiais também apontam que a indigência recuou para 6,3% da população. O levantamento do INDEC cobre 31 aglomerados urbanos e indica que, após o pico de 52,9% no primeiro semestre de 2024, houve quedas consecutivas nos indicadores, movimento associado pelo governo de Javier Milei às medidas de austeridade adotadas no período.

Embora a queda tenha sido registrada oficialmente, o resultado continua cercado de debate. Especialistas e relatos reunidos por veículos de imprensa destacam que, mesmo com a melhora dos números, persistem dificuldades ligadas ao mercado de trabalho, à perda de poder de compra e ao fechamento de pequenas atividades econômicas.

Dessa forma, os dados do segundo semestre de 2025 consolidam um recuo importante da pobreza na Argentina, mas não encerram a discussão sobre o impacto social do ajuste econômico. Os números oficiais mostram melhora em relação ao auge da crise, enquanto a situação vivida por parte da população segue alimentando questionamentos sobre os efeitos concretos dessa recuperação.