A entrega de peixes na Semana Santa em Codó cumpre um papel social importante, mas ninguém na política costuma fazer de conta que vê só solidariedade. Em ano eleitoral, esse tipo de ação também vira vitrine, foto, discurso e, claro, um investimento na memória do eleitor.
Na cabeça dos políticos, a lógica é quase sagrada: se o peixe chega na mesa, o agradecimento pode muito bem chegar na urna. A conta é simples, ou pelo menos eles acham que é. Quanto maior a divulgação, maior a chance de transformar assistência em capital político.
Em cidades onde tudo repercute rápido, ações assim servem para reforçar a imagem de gestão presente, humana e “preocupada com o povo”. No fim, o peixe alimenta as famílias, mas também engorda a expectativa de muito grupo político que já começa a sonhar com os dividendos eleitorais de outubro.
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