Vacinas contra covid-19 serão atualizadas contra novas variantes

Medida prevê melhorar respostas imunológicas contra a doença no país.

Vacinas contra covid-19 serão atualizadas contra novas variantes

BRASIL - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou um conjunto de atualizações para as vacinas contra a covid-19. A medida prevê melhorar a resposta contra variantes novas em circulação no país. 

A Instrução Normativa que trata do assunto foi publicada nesta quinta-feira (9) no Diário Oficial da União.

A norma aprovada diz que as vacinas precisam ser monovalentes, ou seja, ter resposta imunológica contra uma linhagem específica do vírus SARS-CoV-2 em circulação. Também devem conter a variante LP8.1 como antígeno preferencial. Derivados da cepa JN.1, como XFG ou NB.1.8.1, são permitidos “desde que demonstrem respostas de anticorpos neutralizantes amplas e robustas”.

Vacinas registradas e produzidas antes desta norma, e as que já foram distribuídas no país poderão ser utilizadas em até nove meses. Depois desse prazo, estão proibidas.

As novas regras foram estabelecidas na 12ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada da Anvisa. A justificativa apresentada no encontro é de que registros recentes apontam dezenas de casos de síndrome gripal associados à doença, o que reforça a necessidade de manutenção de estratégias de vacinação atualizada no país.

Peixe, Semana Santa e a velha conta política de sempre

Em ano eleitoral, ação social ajuda quem recebe, mas também alimenta a esperança de quem quer voto lá na frente

Peixe, Semana Santa e a velha conta política de sempre

A entrega de peixes na Semana Santa em Codó cumpre um papel social importante, mas ninguém na política costuma fazer de conta que vê só solidariedade. Em ano eleitoral, esse tipo de ação também vira vitrine, foto, discurso e, claro, um investimento na memória do eleitor.

Na cabeça dos políticos, a lógica é quase sagrada: se o peixe chega na mesa, o agradecimento pode muito bem chegar na urna. A conta é simples, ou pelo menos eles acham que é. Quanto maior a divulgação, maior a chance de transformar assistência em capital político.

Em cidades onde tudo repercute rápido, ações assim servem para reforçar a imagem de gestão presente, humana e “preocupada com o povo”. No fim, o peixe alimenta as famílias, mas também engorda a expectativa de muito grupo político que já começa a sonhar com os dividendos eleitorais de outubro.

Pobreza na Argentina cai para 28,2% e atinge menor nível desde 2018

Dados oficiais do INDEC apontam queda no segundo semestre de 2025, após pico registrado em 2024, mas cenário social ainda alimenta debate sobre emprego e renda no país.

Pobreza na Argentina cai para 28,2% e atinge menor nível desde 2018

A taxa de pobreza na Argentina caiu para 28,2% da população no segundo semestre de 2025, o menor patamar desde o primeiro semestre de 2018. Segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (INDEC), o índice abrange cerca de 8,5 milhões de pessoas e mostra uma redução expressiva em relação aos níveis registrados em 2024.

Os dados oficiais também apontam que a indigência recuou para 6,3% da população. O levantamento do INDEC cobre 31 aglomerados urbanos e indica que, após o pico de 52,9% no primeiro semestre de 2024, houve quedas consecutivas nos indicadores, movimento associado pelo governo de Javier Milei às medidas de austeridade adotadas no período.

Embora a queda tenha sido registrada oficialmente, o resultado continua cercado de debate. Especialistas e relatos reunidos por veículos de imprensa destacam que, mesmo com a melhora dos números, persistem dificuldades ligadas ao mercado de trabalho, à perda de poder de compra e ao fechamento de pequenas atividades econômicas.

Dessa forma, os dados do segundo semestre de 2025 consolidam um recuo importante da pobreza na Argentina, mas não encerram a discussão sobre o impacto social do ajuste econômico. Os números oficiais mostram melhora em relação ao auge da crise, enquanto a situação vivida por parte da população segue alimentando questionamentos sobre os efeitos concretos dessa recuperação. 

TJMA determina retomada do transporte em São Luís e bloqueia R$ 3,2 milhões

A decisão foi tomada durante audiência de conciliação realizada na última terça-feira (31)

TJMA determina retomada do transporte em São Luís e bloqueia R$ 3,2 milhões
Foto Reprodução

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) determinou a retomada imediata do transporte público em São Luís nas áreas afetadas pela paralisação de linhas e autorizou o bloqueio de cerca de R$ 3,2 milhões das contas da Prefeitura para garantir o funcionamento do sistema.

A decisão foi tomada durante audiência de conciliação realizada na última terça-feira (31), no âmbito de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado do Maranhão (MPE), que trata da crise estrutural do transporte coletivo da capital.

Segundo o juiz Douglas de Melo Martins, o problema vai além da paralisação de linhas, envolvendo um desequilíbrio econômico-financeiro das empresas, falhas na prestação do serviço e omissões do poder público na regulação. Ele ressaltou que o transporte público é um serviço essencial e não pode ser interrompido.

Durante a audiência, foi confirmado que o Consórcio Via SL suspendeu serviços que atendiam 16 bairros da capital. A empresa informou que consegue retomar apenas parte das operações, o que levou a Justiça a adotar medidas emergenciais para evitar prejuízos à população.

Para viabilizar a retomada, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 3,2 milhões das contas do município, referentes a repasses e subsídios que haviam sido retidos pela Prefeitura. De acordo com o magistrado, essa retenção agravou a crise ao comprometer o pagamento de despesas essenciais, como combustível e salários.

Os valores bloqueados serão destinados ao sindicato das empresas de transporte, mas só serão liberados mediante comprovação da retomada efetiva dos serviços, com prioridade para pagamento de trabalhadores e custeio operacional.

Como medida emergencial, a decisão também determina que outras empresas do sistema assumam temporariamente as linhas paralisadas, sob coordenação da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), até o dia 27 de abril. Caso necessário, a Justiça autorizou o uso dos ônibus da própria concessionária e até a requisição administrativa dos veículos.

Além disso, a Prefeitura deverá apresentar, em até 15 dias úteis, um plano emergencial para reorganizar o sistema de transporte, incluindo diagnóstico da situação, definição de frota mínima e estratégias para horários de maior demanda.

A decisão também suspende eventuais sanções contra as empresas até a normalização do serviço. Uma nova audiência foi marcada para o dia 27 de abril, quando será avaliado o cumprimento das medidas e a situação do transporte público em São Luís.

Prazo de desincompatibilização mantém indefinição e reorganiza disputa política no Maranhão

Sem confirmações oficiais até esta segunda-feira (30), sinais de bastidores apontam permanência de Carlos Brandão no governo e possível saída de Eduardo Braide da Prefeitura de São Luís para a eleição de 2026

Prazo de desincompatibilização mantém indefinição e reorganiza disputa política no Maranhão

A poucos dias do prazo final de desincompatibilização, o cenário político do Maranhão segue indefinido. Até esta segunda-feira (30), não há confirmação oficial sobre a saída de gestores, mas os sinais apontam rumos distintos para o governador Carlos Brandão (sem partido) e o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD). Pela legislação eleitoral, o prazo para renúncia termina em 4 de abril. Quem permanecer no cargo até essa data não poderá disputar eleição em 2026.

No governo estadual, a tendência é de permanência. Brandão tem dito publicamente que pretende cumprir o mandato até 31 de dezembro de 2026. Nos bastidores, a decisão é vista como forma de evitar que o vice-governador Felipe Camarão (PT) assuma o comando do Estado em condições de disputar a reeleição, cenário considerado arriscado para o grupo de Brandão, que já lançou Orleans Brandão (MDB) como pré-candidato ao governo.

Na capital, o movimento é oposto. Há fortes indicativos de que Braide renuncie até 2 de abril para disputar o Governo do Estado. Reeleito em 2024 com quase 70% dos votos, ele lidera pesquisas com índices entre 35% e 47%, mas deixaria sua principal base política e administrativa, transferindo a Prefeitura de São Luís para a vice-prefeita Esmênia Miranda até 2028. Se perder a eleição, poderá ficar sem mandato até pelo menos 2030.

A decisão dos dois afeta diretamente a disputa de 2026 e a reconfiguração do poder no estado. Se ambos saírem, Felipe Camarão assumirá o governo e Esmênia Miranda comandará São Luís. Se permanecerem, Brandão abre mão do Senado e Braide adia seus planos para 2030, o que pode fragmentar a disputa pelo governo e deixar mais aberta a corrida senatorial, hoje favorável a nomes como Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PSD).