O impacto do cenário internacional e da superprodução no frete

Este artigo aborda as consequências diretas do conflito no Oriente Médio, sendo a principal delas a forte elevação nos custos dos combustíveis.

O impacto do cenário internacional e da superprodução no frete

Meus amigos, este artigo aborda as consequências diretas do conflito no Oriente Médio, sendo a principal delas a forte elevação nos custos dos combustíveis. Atualmente, o preço médio do barril de petróleo do tipo Brent que serve de referência para a política de preços da Petrobras, opera em patamares elevados, frequentemente superando a marca dos US$100,00.

O Brasil possui uma característica peculiar, a nossa matriz logística é fortemente dependente do modal rodoviário, no qual o uso do óleo diesel é vital para a produção e movimentação de produtos e serviços. Outro ponto que merece destaque é o déficit histórico na capacidade de refino de gasolina e diesel para atender plenamente ao mercado interno. De acordo com dados oficiais da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o país precisa importar cerca de 25% a 30% do diesel que consome. Sendo assim, ficamos altamente vulneráveis às flutuações de preços do mercado internacional.

Essa instabilidade nos preços dos combustíveis gera um efeito cascata de elevação nos custos de todo o setor produtivo. O impacto é sentido de forma ainda mais severa pelo agronegócio, motor econômico que responde por aproximadamente 1/4 (entre 25% e 27%) do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, conforme estimativas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A divulgação do recente Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sinaliza que o escoamento da safra 2025/26 já mantém os valores dos fretes sob forte pressão. Esse volume expressivo estabelece um novo e elevado patamar de custos para toda a cadeia produtiva. A expectativa é que a safra nacional movimente cerca de 356,3 milhões de toneladas de grãos, um recorde histórico que demanda estratégia e robustez na infraestrutura logística. No entanto, a nossa realidade prática expõe as fragilidades de um setor que opera no limite de sua capacidade e sob o peso de altos custos financeiros.

No cenário do Maranhão, o início do escoamento da soja no sul do estado direcionou um fluxo intenso de caminhões para o Porto do Itaqui, em São Luís. Contudo, o reajuste do diesel anulou qualquer possibilidade de alívio nos custos de transporte para o produtor agrícola, pelo contrário, algumas rotas maranhenses registraram saltos expressivos de até 23,3%. Ao analisarmos os fretes voltados a portos estratégicos do Arco Norte, como o próprio Itaqui e o de Barcarena, no Pará, nota-se que os valores subiram entre 8% e 9,5% em apenas trinta dias, atingindo patamares entre R$460 e R$520 por tonelada devido à entrada maciça da carga. Além disso, a escassez crônica de estruturas de armazenamento, tanto públicas quanto privadas, agrava significativamente os custos logísticos, gerando uma urgência desesperada para entregar a produção e evitar a perda de qualidade dos grãos por falta de locais adequados.

A Conab aponta que o quadro logístico brasileiro enfrenta o complexo fenômeno da sobreposição de safras, o que exige respostas ágeis na gestão de estoques. Com uma projeção de 179,2 milhões de toneladas apenas para a soja, os armazéns pelo interior do país operam em sua capacidade máxima. Esse cenário sinaliza a necessidade crítica de escoar o volume remanescente da oleaginosa com extrema rapidez para abrir espaço para o milho de segunda safra (safrinha), estimado em 109,1 milhões de toneladas. Diante disso, regiões produtoras pujantes como o MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e o estado do Mato Grosso mantêm uma demanda constante por transporte rodoviário, inviabilizando qualquer recuo nos valores dos fretes.

A conclusão, meus amigos, é que o agronegócio brasileiro continua a cumprir o seu papel de produzir com excelência e quebrar recordes, mas esbarra nas barreiras de uma logística vulnerável e sobrecarregada. Enquanto o preço do frete for refém da volatilidade geopolítica do petróleo e da falta de armazéns, a rentabilidade do produtor estará sob constante ameaça. Para que o Brasil consolide sua força no mercado global, é urgente que o crescimento da produção seja acompanhado por investimentos maciços em infraestrutura e na diversificação de modais. Afinal, a riqueza gerada no campo não pode continuar se perdendo pelo caminho.


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Ministro da Fazenda rejeita indenização a empresas pelo fim da escala 6x1

Dario Durigan, ministro da Fazenda afirmou que governo é contra compensações financeiras por redução da jornada de trabalho

Ministro da Fazenda rejeita indenização a empresas pelo fim da escala 6x1

BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nessa terça-feira (12) ser “radicalmente contra” qualquer tipo de compensação financeira ou indenização a empresas em caso de aprovação de propostas que reduzam a jornada de trabalho e acabem com a escala 6x1 no Brasil.

A declaração foi dada durante audiência pública da comissão especial da Câmara dos Deputados que discute mudanças nas regras trabalhistas.

Segundo Durigan, a redução da jornada faz parte de uma transformação global nas relações de trabalho e não deve ser tratada como prejuízo ao setor produtivo.

“Muita gente fala em indenização, em compensação. Eu sou radicalmente contra isso”, afirmou o ministro.

Debate sobre a escala 6x1

A Câmara analisa atualmente duas propostas de emenda à Constituição (PECs) sobre o tema.

Uma delas, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), prevê jornada semanal de quatro dias de trabalho e prazo de 360 dias para implementação das novas regras.

A segunda proposta, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), reduz gradualmente a jornada para 36 horas semanais ao longo de dez anos.

Paralelamente, o governo federal enviou ao Congresso um projeto de lei propondo redução da carga horária semanal para 40 horas e diminuição da escala de seis para cinco dias trabalhados por semana.

Ministro defende mudanças sem compensação

Durante a audiência, Durigan afirmou que a hora trabalhada pertence ao trabalhador, e não ao empregador.

“A titularidade da hora do trabalho não é do empregador”, declarou.

Segundo o ministro, diversos países promoveram reduções de jornada ao longo da história sem conceder compensações financeiras às empresas.

Durigan argumentou ainda que jornadas menores podem estimular aumento de produtividade e eficiência.

“Se a gente tem hoje uma dinâmica de trabalho na empresa, é preciso otimizar essa dinâmica de trabalho. É preciso corrigir gargalos de eficiência”, afirmou.

Setor produtivo demonstra preocupação

Representantes do setor produtivo manifestam preocupação com possíveis impactos econômicos da redução da jornada de trabalho.

Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), citado durante o debate, estima que uma redução para 40 horas semanais poderia gerar impacto negativo de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a cerca de R$ 76,9 bilhões.

Apesar disso, Durigan afirmou que o governo pode discutir medidas de apoio para pequenas empresas durante eventual período de transição.

Segundo ele, podem ser avaliadas ações como ampliação de linhas de crédito, incentivo à digitalização de negócios e programas de capacitação voltados a micro e pequenos empreendedores.

Comissão deve votar parecer ainda em maio

O relator da proposta na comissão especial, o deputado Leo Prates, afirmou durante a audiência que o Brasil possui uma das maiores jornadas de trabalho do mundo, mas enfrenta baixa produtividade.

“Nós temos a quarta maior jornada do mundo, 44 horas semanais, e temos uma das piores produtividades do mundo”, declarou.

Segundo o cronograma da comissão, o parecer sobre as propostas deve ser apresentado ainda neste mês.

Justiça manda prefeitura regularizar quadro de servidores em São João do Sóter

Município tem cerca de 70% do quadro formado por contratados e comissionados, segundo o Ministério Público do Maranhão. Último concurso público foi realizado em 2015.

Justiça manda prefeitura regularizar quadro de servidores em São João do Sóter

SÃO JOÃO DO SÓTER – A Justiça determinou que a Prefeitura de São João do Sóter, no leste do Maranhão, regularize o quadro de servidores municipais no prazo de 60 dias. A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Maranhão (MPMA), que apontou desequilíbrio na composição do funcionalismo público do município.


Segundo o MPMA, apenas 30% dos servidores da prefeitura são efetivos. Atualmente, o município conta com 367 servidores concursados e 846 contratados ou comissionados, o que representa cerca de 70% do total de funcionários.

Município não realiza concurso desde 2015

De acordo com o Ministério Público, o último concurso público realizado pela Prefeitura de São João do Sóter ocorreu em 2015. Para o órgão, a alta quantidade de servidores temporários e comissionados em relação ao número de efetivos indica a necessidade de reorganização do quadro de pessoal.

A decisão foi assinada pelo juiz Jorge Antonio Sales Leite e atende a uma ação movida pela 1ª Promotoria de Justiça de Caxias. O MPMA informou que a prefeitura foi intimada, mas não apresentou resposta nem cumpriu determinações anteriores relacionadas à regularização dos servidores.

O que a Justiça determinou

Entre as medidas determinadas pela Justiça está a apresentação de um plano de gestão de pessoal. A prefeitura também deverá realizar concurso público, com publicação do edital em até 60 dias após a entrega desse plano.

A decisão ainda determina a suspensão de novas contratações temporárias para cargos permanentes. Além disso, os servidores contratados deverão ser substituídos gradualmente por candidatos aprovados no futuro concurso público.

Prefeita pode ser multada

Em caso de descumprimento da decisão, a prefeita Maria do Carmo Cavalcante Lacerda poderá ser multada em R$ 5 mil por dia.

A medida busca garantir que o município amplie o número de servidores efetivos e reduza a dependência de contratações temporárias e cargos comissionados em funções que devem ser ocupadas por meio de concurso público.

Lula assina MP e acaba com cobrança da “taxa das blusinhas”

Medida provisória zera imposto sobre compras internacionais de até US$ 50 e revoga cobrança criada em 2024

Lula assina MP e acaba com cobrança da “taxa das blusinhas”

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nessa terça-feira (12), uma Medida Provisória (MP) que acaba com a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”.

A cobrança entrou em vigor em agosto de 2024, dentro do programa Remessa Conforme, criado para regulamentar o comércio eletrônico internacional e aumentar a fiscalização sobre encomendas estrangeiras.

Governo cita combate ao contrabando

Durante o ato de assinatura da medida, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que a revogação do imposto foi possível após ações de combate ao contrabando e maior regularização do setor.

Segundo ele, o governo considera que houve avanço no controle das importações realizadas por plataformas internacionais.

“O contrabando, que era uma marca presente nesse setor, foi eliminado. Agora, o setor regularizado vai poder usufruir dessa isenção sobre esses produtos”, declarou.

Ceron afirmou ainda que a mudança deve beneficiar consumidores de baixa renda que utilizam plataformas digitais para compras de itens de menor valor.

Governo diz que compras vão além de roupas

A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que as compras internacionais de até US$ 50 não se restringem a roupas, apesar do apelido popular dado à cobrança.

“Não é só roupa. Há um conjunto de outros bens que são comprados, todos de valor pequeno”, afirmou.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, também defendeu a medida e afirmou que a retirada da cobrança melhora o perfil da tributação federal sobre consumo popular.

Como funcionava a cobrança

Na prática, a chamada “taxa das blusinhas” cobrava 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas em plataformas cadastradas no programa Remessa Conforme.

O tributo era aplicado no momento da compra e fazia parte das medidas adotadas pelo governo para ampliar a fiscalização sobre encomendas vindas do exterior e reduzir fraudes no setor de comércio eletrônico internacional.

Operação reúne forças estaduais e federais contra crimes ambientais na Amazônia Maranhense

Ação coordenada pela SSP-MA mobiliza cerca de 100 agentes em 181 municípios com foco no combate ao desmatamento ilegal, garimpo clandestino e atuação de facções criminosas

Operação reúne forças estaduais e federais contra crimes ambientais na Amazônia Maranhense

A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) iniciou, nesta segunda-feira (11), a Operação AMAS, ação integrada de enfrentamento aos crimes ambientais e ao crime organizado na Amazônia Legal Maranhense.

A operação reúne cerca de 100 agentes das forças estaduais e federais em ações de inteligência, fiscalização e repressão em 181 municípios da região amazônica do estado.

Participam da força-tarefa equipes da Polícia Militar do Maranhão (PMMA), Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), Perícia Oficial, Centro Tático Aéreo (CTA), Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), além de outros órgãos ligados à fiscalização ambiental e segurança pública.

Segundo a SSP-MA, a operação tem como foco o combate ao desmatamento ilegal, queimadas criminosas, garimpo clandestino, grilagem e ocupações irregulares em áreas protegidas, além da atuação de organizações criminosas envolvidas na exploração ilegal de recursos naturais.

Nesta primeira etapa, as equipes atuarão no cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão, fiscalização ambiental e repressão a ilícitos ambientais considerados prioritários pelas forças de segurança.

As ações utilizam monitoramento em tempo real, análise geoespacial de áreas consideradas críticas, apoio aéreo e sistemas integrados de inteligência. Entre os alvos estão regiões com histórico de desmatamento ilegal, rotas usadas por grupos criminosos e áreas vulneráveis de preservação ambiental.

O planejamento operacional prevê atuação em quatro frentes: preparação, prevenção, combate e responsabilização. A operação também inclui monitoramento por satélite, apreensão de equipamentos usados em crimes ambientais, aplicação de multas administrativas e investigações voltadas à desarticulação financeira de grupos criminosos.

Durante o lançamento da operação, a secretária de Segurança Pública do Maranhão, Augusta Andrade, afirmou que a integração entre as forças amplia a capacidade de resposta do Estado nas áreas mais vulneráveis.

“Nosso objetivo é combater os crimes ambientais, combater garimpos clandestinos e combater o crime organizado. Queremos prender o maior número possível de criminosos para garantir mais segurança à população das localidades mais vulneráveis”, declarou.

O delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Augusto Barros, destacou que a atuação conjunta fortalece as investigações sobre organizações criminosas ligadas aos crimes ambientais.

A secretária adjunta de Licenciamento Ambiental e Recursos Hídricos da SEMA, Paula Lima, afirmou que o monitoramento ambiental permite respostas mais rápidas das equipes de fiscalização e segurança.

Já o delegado da PRF, Marcos Cavalcante, disse que a operação reforça a política de tolerância zero contra o desmatamento ilegal e o avanço do crime organizado na Amazônia Legal.

A Operação AMAS ocorre simultaneamente nos nove estados da Amazônia Legal e integra o Plano Estratégico de Atuação Integrada da Operação Protetor dos Biomas – Brasil Contra o Crime Organizado, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Mercado financeiro eleva previsão da inflação para 4,91% este ano

Meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Mercado financeiro eleva previsão da inflação para 4,91% este ano

BRASÍLIA - A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,89% para 4,91% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (11), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela nona semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para 2027, a projeção da inflação permaneceu em 4%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,64% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, na semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom.

Em ata, o colegiado não deu pistas sobre a evolução dos juros. No documento o BC informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação.

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 16 e 17 de junho.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 13% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11,25% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 10% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) variou de 1,75% para 1,76%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30.

Brandão mantém Danilo de Castro no comando do MP

Governador afirmou que seguirá tradição de nomear o candidato mais votado da lista tríplice do Ministério Público do Maranhão.

Brandão mantém Danilo de Castro no comando do MP

SÃO LUÍS – O governador Carlos Brandão (sem partido) anunciou nesta segunda-feira (11) que irá nomear o procurador Danilo José de Castro Ferreira para comandar o Ministério Público do Maranhão (MPMA) no biênio 2026–2028. A escolha ocorreu após eleição realizada na manhã de hoje para composição da lista tríplice, encaminhada ao Palácio dos Leões logo após o término do pleito.

Em publicação nas redes sociais, Brandão afirmou que seguirá a tradição de nomear o candidato mais votado da lista tríplice encaminhada pela instituição, repetindo o que fez em 2024, na primeira condução de Castro à PGJ. Nos biênios 2016-2018 e 2020-2022, o então governador Flávio Dino não escolheu o primeiro colocado da lista tríplice do Ministério Público.

Respeitando a tradição de nomear o mais votado na lista tríplice do Ministério Público do Estado do Maranhão, nomearei Danilo José de Castro Ferreira para chefiar a instituição no biênio 2026–2028. Saúdo o procurador-geral de Justiça reeleito”, declarou o governador.

Danilo de Castro liderou eleição da lista tríplice do MP

Danilo de Castro foi o mais votado na eleição realizada pelo Ministério Público do Maranhão nesta segunda-feira (11), recebendo 201 votos.

Em segundo lugar ficou o procurador Eduardo Nicolau, com 133 votos. Já Carlos Henrique Vieira apareceu na terceira posição, com 121 votos.

Os demais candidatos tiveram o seguinte desempenho:

  • Luiz Muniz Rocha Filho: 110 votos;
  • Marco Aurélio Ramos Fonseca: 74 votos;
  • Wlademir Soares de Oliveira: 31 votos.

Do total de 311 membros do MPMA, 307 participaram da votação. Cada eleitor podia votar em até três candidatos para composição da lista tríplice.

Advogada deixa defesa de empresária presa por agredir doméstica grávida no MA

Nathaly Moraes afirma que sofreu ataques e ameaças contra familiares após assumir o caso de Carolina Sthela

Advogada deixa defesa de empresária presa por agredir doméstica grávida no MA

A advogada Nathaly Moraes anunciou oficialmente que não representa mais a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, detida sob a suspeita de agredir uma empregada doméstica grávida no Maranhão. Em nota publicada nas redes sociais, a profissional justificou a renúncia relatando ter passado a sofrer perseguições, ataques pessoais e ameaças direcionadas a ela e aos seus familiares desde que assumiu a defesa da investigada.

Moraes repudiou os excessos praticados contra sua integridade e informou que já acionou os meios legais para responsabilizar os autores das ameaças.

Enquanto isso, Carolina Sthela permanece custodiada em uma unidade prisional feminina em São Luís após ter a prisão mantida em audiência de custódia realizada na 2ª Central de Garantias na última quinta-feira.

A investigação sobre as agressões contra a jovem de 19 anos ocorre sob segredo de justiça, conforme informado pelo Tribunal de Justiça do Maranhão, o que restringe o acesso público a detalhes específicos do inquérito.

O caso gerou ampla repercussão no estado e as autoridades continuam com as diligências, incluindo a análise de bens apreendidos que podem estar relacionados ao episódio.

Faturamento da indústria tem recuperação e sobe 3,8% em março

Setor reage, mas ainda sente juros altos e demanda fraca.

Faturamento da indústria tem recuperação e sobe 3,8% em março

BRASÍLIA - O faturamento da indústria de transformação brasileira cresceu em março, indicando uma recuperação parcial da atividade industrial. Segundo a pesquisa Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor ainda acumula perdas na comparação com o ano passado, apesar da melhora mensal, reflexo dos juros elevados e da desaceleração da demanda.

O faturamento industrial avançou em março na comparação com fevereiro, mas continua abaixo do desempenho registrado no ano passado.

Principais números:

•    Alta de 3,8% do faturamento em março em relação a fevereiro;

•    Nível ficou 9,8% acima de dezembro de 2025;

•    Queda acumulada de 4,8% na comparação com o primeiro trimestre de 2025.

Em nota, o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, afirma que os juros elevados continuam afetando o setor.

“De lá para cá [desde o primeiro trimestre do ano passado], a demanda por bens industriais começou a perder força por causa da elevação da taxa de juros, que teve início no fim de 2024 e persistiu em 2025, contribuindo para a queda do faturamento na comparação interanual”, explicou.

Ele ressalta que juros altos encarecem o crédito e reduzem o consumo e os investimentos, diminuindo as encomendas para as fábricas.

Produção avança

As horas trabalhadas na produção cresceram pelo terceiro mês seguido, sinalizando aumento gradual do ritmo de atividade nas fábricas.

•    Alta de 1,4% em março;

•    Queda acumulada de 1,5% no trimestre frente a 2025.

O indicador mede o tempo efetivamente dedicado à produção industrial. Quando sobe, costuma indicar aumento da atividade nas linhas de produção.

Ociosidade persiste

A indústria também aumentou levemente o uso de sua capacidade produtiva, mas ainda opera abaixo do nível observado no ano passado.

•    Utilização da Capacidade Instalada (UCI) passou de 77,5% para 77,8%;

•    Alta de 0,3 ponto percentual entre fevereiro e março.

O indicador mede quanto do parque industrial está efetivamente em uso. Segundo Marcelo Azevedo, o dado mostra que ainda existe espaço para elevar a produção sem necessidade de grandes investimentos.

“Há maquinário e pessoal, mas a indústria vem produzindo menos do que pode por causa de uma demanda mais fraca”, afirmou.

Emprego cai

O mercado de trabalho industrial segue pressionado, com redução nas contratações.

•    Emprego industrial caiu 0,3% em março;

•    Quinta queda em sete meses;

•    Recuo acumulado de 0,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025.

O resultado mostra que as empresas continuam cautelosas diante do cenário econômico mais fraco.

Salários recuam

Os salários pagos aos trabalhadores da indústria caíram em março, embora os indicadores ainda permaneçam acima dos níveis do ano passado.

•    Massa salarial caiu 2,4% em março;

•    Rendimento médio real recuou 1,8%;

•    Massa salarial acumula alta de 0,8% no trimestre;

•    Rendimento médio sobe 1,5% ante primeiro trimestre de 2025.

A massa salarial representa o total pago pelas empresas aos trabalhadores do setor. O rendimento médio real considera os salários descontada a inflação.