Comércio do Maranhão deve abrir mais de 1000 vagas formais no fim de 2026

Estudo da Fecomércio-MA aponta estimativa de 888 contratações no varejo da capital no quarto trimestre, apesar da postura cautelosa dos empresários.

Comércio do Maranhão deve abrir mais de 1000 vagas formais no fim de 2026

SÃO LUÍS - A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA) divulgou pesquisa onde projeta a criação de aproximadamente 1.088 postos de trabalho formais no comércio varejista do estado no último trimestre de 2026. 

Desse total, estimam-se 888 vagas geradas em São Luís. O resultado vem após o setor acumular um saldo negativo de -386 empregos formais no Maranhão e de -1.210 na capital entre janeiro e agosto deste ano.

Retrospectiva do mercado de trabalho no varejo

A necessidade de contratação no final de ano surge em um contexto de encerramento de postos de trabalho ao longo de 2026. No quarto trimestre de 2025, de acordo com o Novo Caged, o comércio varejista havia registrado saldo positivo de 1.066 vagas no estado, das quais 870 foram abertas em São Luís.

No entanto, o primeiro trimestre de 2026 eliminou -2.282 empregos no Maranhão e -1.155 na capital. O saldo combinado desses dois períodos fechou negativo em -1.216 postos no estado e -285 em São Luís, demonstrando que a movimentação do fim de 2025 não se sustentou no início deste ano.

Confiança empresarial e intenção de investimento

A projeção de empregos para o fim de 2026 baseia-se também no Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) de São Luís, que alcançou 113,6 pontos em outubro, alta de 3,7% frente aos 109,5 pontos de outubro de 2025. O subíndice de contratações avançou 2,1%, passando de 131 para 133,7 pontos, com 61,3% dos entrevistados indicando intenção de aumentar discretamente o quadro de funcionários.

Apesar do otimismo com as vendas sazonais, 69,9% dos empresários avaliam que a economia brasileira piorou e 55,5% consideram que as condições do comércio se deterioraram. O indicador de condições atuais subiu para 84,8 pontos, mas permanece abaixo da margem de satisfação (100 pontos). Além disso, o indicador de investimentos caiu 2% (de 99,3 para 97,3 pontos), com 50,2% dos comerciantes relatando redução nos aportes.

Para o presidente da Fecomércio-MA, Maurício Feijó, o foco das empresas no último trimestre está na eficiência operacional e na rentabilidade.

"O grande desafio do comércio no fim de ano é atender ao aumento das vendas mantendo o equilíbrio financeiro. O empresário precisa reforçar a equipe com cautela, gerenciando custos operacionais, incertezas do mercado e as discussões sobre a adoção da escala 5x2. A contratação temporária ajudará a mitigar as perdas do ano, mas a expansão sustentável do emprego exige cautela", avalia.

Presidente do STF defende democracia e livre escolha dos eleitores

Para Edson Fachin, direito ao voto deve ser exercido "em ambiente de paz".

Presidente do STF defende democracia e livre escolha dos eleitores

BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu nesta quinta-feira (1°) o respeito ao voto dos eleitores e a paz nas eleições do próximo domingo (4).

Em nota à imprensa, Fachin reafirmou compromisso com a democracia e a liberdade de escolha dos eleitores "em ambiente de paz".

"O voto é a expressão máxima da cidadania e a garantia de que a vontade popular define o futuro do Brasil", afirmou.

O presidente também defendeu o trabalho da Justiça Eleitoral e disse que a democracia deve ser fortalecida por todos.

"Convocamos os mais de 158 milhões de eleitoras e eleitores a exercer o direito ao voto com serenidade, consciência e confiança nas instituições", completou.

Interferência

Mais cedo, a Advocacia-Geral da União (AGU) acionou a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar a suposta atuação do governo dos Estados Unidos para interferir nas eleições brasileiras e deslegitimar o STF.

De acordo com reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian nesta quarta-feira (30), o governo dos EUA destinou US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhões) para promover campanha contra o Supremo.

Donald Trump diz acompanhar de perto eleição brasileira e não declara apoio

Declaração ocorre em meio a tensões entre Brasil e Estados Unidos.

Donald Trump diz acompanhar de perto eleição brasileira e não declara apoio

WASHINGTON D. C. (ESTADOS UNIDOS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1º) que acompanha "muito de perto" as eleições brasileiras, que ocorrerão daqui a três dias, em 1º turno. A declaração foi dada em resposta à pergunta de uma jornalista, na saída da Casa Branca, antes do presidente norte-americano embarcar em uma aeronave para o Texas.

"Estou acompanhando [as eleições] muito de perto. O Brasil é um país muito importante. É um grande país. As pessoas no Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante", disse Trump, sem citar nomes ou declaração de apoio a nenhum concorrente, como já fez recentemente em outras eleições presidenciais, como a da Colômbia. A fala do líder estadunidense ocorre em meio a tensões recentes entre os governos brasileiro e norte-americano e a preocupações no Brasil sobre possível interferência estrangeira no processo eleitoral.

Influência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras

Em setembro, relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) apontou risco de influência ou interferência dos Estados Unidos nas eleições de 2026. No documento, a inteligência brasileira classifica a possibilidade de interferência externa com um "nível de criticidade" e contextualiza o problema dizendo que "a reafirmação da hegemonia dos EUA na América Latina” é prioridade do segundo governo do presidente norte-americano Donald Trump. Segundo a Abin, o objetivo seria afastar ‘rivais dos EUA’, como a China, de ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestruturas na região.

A avaliação da Abin indica ainda que houve intensificação das ações dos Estados Unidos em relação ao Brasil ao longo dos últimos meses. Além da ingerência nas eleições, o Brasil vem sendo alvo de medidas econômicas e políticas prejudiciais aos interesses nacionais.

Em julho, o governo brasileiro negou visto a dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA que pretendiam conversar com autoridades eleitorais brasileira sobre liberdade de expressão relacionada às eleições. A visita ocorreria depois de eventos envolvendo políticos que questionaram as urnas eletrônicas.

WhatsApp lança regras para controle parental no Brasil; saiba como funcionam

Pais serão avisados com quem adolescente está conversando no app

WhatsApp lança regras para controle parental no Brasil; saiba como funcionam

BRASÍLIA - A empresa Meta, dona do WhatsApp, anunciou nesta quarta-feira (30) uma série de recursos para que pais, mães e responsáveis possam ter mais controle sobre como os adolescentes usam o aplicativo.

Os responsáveis vão definir quem poderá ver a foto de perfil do adolescente e quem pode adicioná-lo a um grupo. Também receberá uma mensagem para avisar com quem o jovem está conversando, quando ele for adicionado ou sair de um grupo e quando um grupo do qual ele faz parte adicionar vários novos integrantes.

Os pais também poderão escolher qual o tipo de experiência de Inteligência Artificial da Meta os adolescentes terão acesso: a configuração padrão, para maiores de 13 anos, ou uma opção mais rigorosa, com conteúdo limitado.

Todas essas configurações só podem ser modificadas por meio de PIN, definido pelo responsável.

Apesar do controle, o conteúdo das conversas e ligações continuará privado e protegido por criptografia ponta a ponta. Ao anunciar a mudança, a Meta informou ainda que trabalha em novos controles parentais baseados em pedidos feitos pelas famílias.

Proteção de crianças e adolescentes em redes sociais

Criado há um ano, o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente estabeleceu uma série de normas para proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais como redes sociais, jogos e aplicativos.

Entre as regras, está o controle parental obrigatório como monitoramento das atividades pelos pais através de vinculação de contas.

As empresas ficam obrigadas a criar mecanismos de controle para averiguar a idade do usuário e bloquear conteúdos impróprios. A lei também proíbe as empresas de tecnologia de coletar dados excessivos de menores e rastrear comportamentos para sugerir produtos e serviços.

Como habilitar o controle parental no WhatsApp

A configuração precisa ser feita primeiro no celular do adolescente:

  • Baixe o WhatsApp, escolha o idioma, aperte “concordar e continuar” e depois em “mais opções”
  • Selecione a opção “criar uma conta gerenciada por pai, mãe ou responsável”
  • Cadastre o número de telefone, data de nascimento e idade
  • Clique em “continuar” para conectar com a conta do responsável

No celular do responsável:

  • Aponte a câmera do celular para o QR code exibido no aparelho do adolescente e toque no link que aparecer
  • Abra o WhatsApp, toque em “concordar e continuar” e confirme que você é um adulto
  • Crie um PIN de seis dígitos, confirme e toque em "avançar” e depois em “ok”
  • Agora conclua a configuração no celular do adolescente

TSE forma maioria para manter retirada de posts sobre Nossa Senhora Aparecida

O caso envolvendo as postagens sobre Nossa Senhora Aparecida começou no último final de semana.

TSE forma maioria para manter retirada de posts sobre Nossa Senhora Aparecida

BRASÍLIA - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou nesta quarta-feira (30) maioria de votos para manter a retirada das postagens nas redes sociais sobre Nossa Senhora Aparecida no âmbito das eleições.

Com isso, fica mantida a decisão do ministro André Mendonça, que acatou um pedido do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL).

Além de Mendonça, relator do caso, o presidente do TSE, Nunes Marques, e os ministros Dias Toffoli e Ricardo Villas Bôas Cueva também se manifestaram pela retirada das postagens. 

O julgamento virtual do caso começou na manhã de hoje e está previsto para ser encerrado às 23h59.

Restam votar os ministros Estela Aranha, Floriano de Azevedo Marques e Sebastião Reis Júnior. 

No mesmo julgamento, os ministros ainda vão decidir se o entendimento deve ser aplicado a postagens "notoriamente inverídicas" envolvendo o candidato ou se devem ser retiradas críticas, opiniões e sátiras sobre o caso.

Entenda o caso 

O caso envolvendo as postagens sobre Nossa Senhora começou no último final de semana. 

Na quinta-feira (24), o humorista Antonio Tabet publicou na rede social X: “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”

A pedido de Flávio Bolsonaro, André Mendonça, como membro do TSE, ordenou a retirada da postagem e de conteúdos semelhantes, sob a justificativa de que a publicação teria disseminado notícia falsa a respeito do candidato. 

Apesar de não ter sido citado na postagem, o candidato alegou que o texto foi inserido no contexto de mensagens falsas que atribuem a ele a apresentação de um projeto de lei para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, fato que ele nega. 

No domingo (27), o ministro Flávio Dino, do STF, atendeu ao recurso do humorista e derrubou a decisão do ministro André Mendonça, que havia determinado a retirada da postagem. Em seguida, o candidato recorreu ao ministro Luiz Fux, do STF, que derrubou a decisão de Dino. 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu não pautar para a sessão desta quarta-feira (30) o julgamento sobre as duas decisões.

Eleições 2026: confira a agenda dos candidatos ao Governo do Maranhão nesta quinta-feira (1º)

Os postulantes ao cargo de governador do Maranhão cumprem diversas agendas de campanha neste sábado, 29 de agosto. Veja o cronograma.

Eleições 2026: confira a agenda dos candidatos ao Governo do Maranhão nesta quinta-feira (1º)

SÃO LUÍS - Os candidatos ao Governo do Maranhão cumprem, nesta quinta-feira (1º), uma série de compromissos de campanha em São Luís, na Região Metropolitana e no interior do Estado. As agendas incluem reuniões com lideranças, visitas a comunidades, carreatas, motociatas, plenárias, comícios, panfletagens e gravações de conteúdos para as redes sociais. As atividades também envolvem a apresentação de propostas e o contato direto com eleitores em diferentes regiões do Maranhão.

Os cronogramas foram divulgados pelas assessorias dos partidos e coligações ao longo desta semana. O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro. Já o segundo turno, caso necessário, está marcado para 25 de outubro.

Confira agenda dos candidatos, em ordem alfabética:

Quinta-feira (1º)

André Luís (Missão)

O candidato André Luís (Missão) cumpriu agenda nesta quarta-feira (30) na Central de Abastecimento de São Luís (Ceasa), onde conversou com feirantes e pessoas que estavam no local para fazer compras. Durante a visita, ele ouviu demandas relacionadas à alimentação e apresentou propostas para ampliar a produção de alimentos no Maranhão.

André Luís afirmou que pretende fortalecer programas voltados à produção de alimentos e garantir o acesso da população a uma alimentação regular e com qualidade nutricional.

“Nós sabemos que o arroz é a base da alimentação no Maranhão, é o produto base. Você sabia que o Maranhão já teve um programa forte para fortalecer a produção na região de Araiózes, chamados DICs de produção? Então nós, do Partido Missão, não queremos ficar o tempo todo criando novos programas. Mas nós precisamos fortalecer os que nós já tivemos e fazer com que dê continuidade nos projetos que deram certo nesse estado. E por meio desse programa, nós podemos criar bancos de alimento, bancos reguladores para controlar o preço e fazer com que essa produção continue acontecendo”, disse o candidato.

O candidato também afirmou que pretende incentivar a produção de alimentos de acordo com as características de cada município.

Eduardo Braide (PSD)

O candidato Eduardo Braide (PSD) cumpriu agenda nesta quarta-feira (30) com uma reunião com lideranças políticas pela manhã. À tarde, participou de uma carreata pelos bairros Parque Vitória, Alto Turu e Parque Jair. À noite, Braide participa de uma carreata em Paço do Lumiar.

Felipe Camarão (PT)

O candidato Felipe Camarão (PT) cumpriu agenda nesta quarta-feira (30) à tarde, quando participou de uma plenária sobre a pessoa com deficiência, no comitê de campanha. À noite, participa de um comício no bairro Sacavém, em São Luís.

Orleans Brandão (MDB)

O candidato Orleans Brandão (MDB) participou, nesta quarta-feira (30), pela manhã e à tarde, de motociatas em cinco cidades do Nordeste Maranhense: Santa Quitéria, São Bernardo, Magalhães de Almeida, Araioses e Água Doce.

Durante o percurso, o candidato esteve acompanhado de apoiadores e participou de atividades de campanha nos municípios.

Ao apresentar propostas para as áreas de alimentação e segurança alimentar, Orleans Brandão afirmou que pretende ampliar programas já existentes para atender um número maior de pessoas.

“Por isso, criamos o maior programa de transferência de renda da história do Maranhão, o Maranhão Livre da Fome, que foi atrás dessas pessoas, foi atrás das pessoas que estavam em situação de vulnerabilidade, ou seja, ganhavam menos de R$ 218 por mês, considerada situação de fome.”

Roberto Rocha (PRTB)

O candidato Roberto Rocha (PRTB) cumpriu agenda nesta quarta-feira (30) com reuniões com a equipe de campanha e gravação de conteúdos para as redes sociais.

Saulo Arcangeli (PSTU)

O candidato Saulo Arcangeli (PSTU) cumpriu agenda nesta quarta-feira (30) com uma reunião da coordenação de campanha pela manhã.

À tarde, visitou a comunidade do Taim, em São Luís. À noite, faz panfletagem no Instituto Federal do Maranhão (IFMA), no bairro Monte Castelo, e na Feirinha do Vinhais.

Acusações de 'candidatura laranja' e inexperiência marcam debate da TV Mirante

Candidatos ao Governo do Maranhão participaram do debate da TV Mirante e trocaram acusações durante blocos.

Acusações de 'candidatura laranja' e inexperiência marcam debate da TV Mirante

SÃO LUÍS - Os candidatos governador do Maranhão André Luís (Missão), Eduardo Braide (PSD), Felipe Camarão (PT), Orleans Brandão (MDB), Roberto Rocha (PRTB) e Saulo Arcangeli (PSTU) protagonizaram enfrentamento no debate da TV Mirante realizado na noite desta terça-feira (29).

O debate foi mediado pelo jornalista Hélter Duarte, da TV Globo, e teve 2 horas e 45 minutos de duração.

O programa - transmitido ao vivo pela emissora -, foi realizado em quatro blocos divididos por perguntas sobre temas livres e sobre temas determinados. O último bloco também contou com as considerações finais de cada um dos participantes.

O primeiro turno das eleições 2026 será realizado no próximo domingo (4), das 8h às 17h. 

O debate foi, portanto, um dos últimos compromissos de campanha dos candidatos que tentam alcançar o comando do Palácio dos Leões.

Abaixo, um resumo de como foi o encontro entre seis dos oito candidatos. 

Veja como foi o debate, bloco a bloco:

1º bloco - apresentação de candidatos e perguntas de temas livres

Felipe Camarão foi o primeiro candidato a formular pergunta e o escolhido foi Orleans Brandão. O candidato do PT questionou a experiência do adversário para governar o Maranhão e destacou sua trajetória como procurador federal, professor e gestor público.

“Eu sou procurador federal de carreira há 19 anos. Fui professor por 28 anos e dirigi diversos órgãos, tanto no município, quanto no Estado, quanto no governo federal”, afirmou Camarão.

O petista também citou ações realizadas quando esteve à frente da Secretaria de Educação e questionou Orleans sobre sua preparação para assumir o governo estadual.

“Eu queria que você apresentasse a sua experiência, a sua formação. O que você tem para apresentar para governar o Estado do Maranhão?”, perguntou.

Orleans defende ações do governo estadual

Em resposta, Orleans Brandão destacou sua atuação como secretário de Assuntos Municipalistas e apresentou programas do governo estadual como principais marcas de sua trajetória.

“Eu sou empresário, sou administrador de empresas, sou marido da Fernanda há 10 anos, sou pai de dois filhos e tive a missão de ser secretário de Assuntos Municipalistas, de andar o Estado do Maranhão inteiro, de conversar com as pessoas, de resolver muitos problemas”, declarou. 

Ele chamou Felipe Camarão de “candidato laranja” de Braide.

O emedebista também citou o programa Maranhão Livre da Fome.

“Criamos o maior programa de transferência de renda da história desse Estado, o Maranhão Livre da Fome, que tirou mais de 1 milhão e 300 mil maranhenses da fome e da extrema pobreza”, afirmou.

Durante a réplica, Felipe Camarão questionou a participação de Orleans na execução do programa e criticou sua atuação como secretário.

“O programa que ele se refere, inclusive com gratidão ao presidente Lula, não passou pela secretaria dele em hora nenhuma. Não teve uma assinatura, não teve um contrato, não teve uma licitação, não teve nada”, disse.

Braide leva debate para gestão em São Luís

Ao ser questionado por Orleans Brandão sobre políticas sociais, Eduardo Braide utilizou sua administração como prefeito de São Luís para defender sua candidatura.

“Como prefeito de São Luís, nós fizemos mais de 2 mil obras que transformaram a vida das pessoas”, afirmou.

Braide citou ações em áreas como educação, saúde e infraestrutura e afirmou que pretende levar o modelo adotado na capital para o Estado.

“Foi trabalhando assim, com dignidade, para mudar as pessoas de verdade, e é assim que a gente vai fazer no Maranhão”, declarou.

Orleans Brandão, na réplica, voltou a criticar a gestão municipal e afirmou que Braide não teria realizado políticas sociais suficientes.

“Você não fez um programa social. Você desmontou a Secretaria de Assistência Social do município”, disse.

O prefeito rebateu as críticas e destacou obras realizadas em São Luís.

“Não existe programa social melhor do que ter uma escola, uma creche de tempo integral. Uma escola que entrega kit de material escolar onde a mãe não precisa gastar dinheiro”, afirmou.

Transporte público e mobilidade geram confronto

O candidato Saulo Arcangeli questionou Braide sobre infraestrutura e transporte público.

“Você deixou uma cidade sem mobilidade, com um problema seríssimo de transporte. A população não consegue chegar ao seu local de trabalho, ao seu local de estudo”, afirmou Saulo.

Braide respondeu defendendo as ações realizadas na capital e citou o programa Trânsito Livre.

“São Luís é reconhecida nacionalmente pelo programa Trânsito Livre, um programa que ajudou a acabar com o engarrafamento em vários pontos da cidade”, declarou.

Na réplica, Saulo criticou o modelo de mobilidade adotado.

“Você privilegia os carros. Primeiro tem que pensar no pedestre, nas pessoas com deficiência, no ciclista e no transporte público”, afirmou.

Meio ambiente e agronegócio entram no debate

Saulo Arcangeli também questionou Roberto Rocha sobre o avanço do agronegócio e os impactos ambientais no Maranhão.

Roberto Rocha afirmou que não há necessidade de conflito entre produção agrícola e preservação ambiental.

“O meio ambiente não precisa estar de um lado e a produção agrícola estar do outro. O desafio é compatibilizar a produção com a proteção”, disse.

O candidato defendeu o fortalecimento da agricultura e afirmou que o Maranhão precisa agregar valor à produção.

“O desafio não é produzir vegetal. O desafio é transformar o vegetal em proteína animal”, declarou.

Saulo, por outro lado, criticou o modelo econômico baseado na expansão agrícola.

“A gente não pode transformar o Maranhão em um deserto. A gente tem que ampliar a agricultura familiar e também toda essa estrutura do agronegócio”, afirmou.

Lula vira tema de disputa entre candidatos

Roberto Rocha questionou Felipe Camarão sobre a ausência do presidente Lula na campanha eleitoral no Maranhão.

“O Lula não vem ao Maranhão e nem vem mesmo tendo candidato a governador e senador. Qual é a razão disso?”, perguntou.

Camarão respondeu defendendo a relação com o presidente e afirmou que Lula continua apoiando sua candidatura.

“Ele vai ganhar desta vez mais votos do que teve em 2022. Lula lá e Camarão cá, nós vamos trabalhar muito juntos pelo Maranhão”, declarou.

Roberto Rocha voltou a questionar a ausência do presidente e afirmou que candidatos precisam assumir posições políticas.

“Quando o candidato esconde suas posições, quando ele se omite, ele também vai omitir o direito de reclamar depois”, afirmou.

André Luís apresenta discurso de mudança

O candidato André Luís adotou críticas aos grupos políticos tradicionais e apresentou propostas de ajuste fiscal.

Durante o questionamento a Orleans Brandão, afirmou que o adversário representaria a continuidade do atual grupo político.

“O Estado do Maranhão está cooptado por organizações criminosas, por uma casta política, por oligarquias que não querem desenvolver o Maranhão”, declarou.

Orleans respondeu defendendo sua trajetória e afirmando que realizou uma campanha baseada em propostas.

“Eu fiz essa campanha inteira falando sobre Maranhão. Uma campanha limpa, propositiva”, afirmou.

André Luís também apresentou propostas administrativas, como redução de cargos comissionados e reorganização da estrutura do governo.

“Sou o único desses candidatos que apresentou uma proposta buscando fazer essa redução, cortando na carne, reduzindo 25% dos cargos comissionados”, disse.

2º bloco - candidatos fazem perguntas sobre temas definidos

O segundo bloco foi marcado pela discussão de temas sorteados, com destaque para saúde, segurança pública, habitação, educação, transporte, mobilidade e geração de emprego e renda. Os candidatos apresentaram propostas para diferentes áreas e também trocaram críticas sobre gestões anteriores e modelos de administração.

Saúde e regionalização abrem o bloco

O primeiro tema sorteado foi saúde. Orleans Brandão questionou Roberto Rocha sobre propostas para melhorar o atendimento no Maranhão e destacou a necessidade de ampliar a regionalização dos serviços.

“Eu acredito que o principal problema da saúde do Estado continua sendo a regionalização. Nós temos que levar mais equipamentos”, afirmou Orleans. O candidato também citou a ampliação de policlínicas e centros de hemodiálise durante a atual gestão estadual.

Roberto Rocha respondeu que o principal problema da saúde pública no Estado está relacionado à falta de resolutividade das unidades existentes.

“As unidades que têm no interior do Maranhão não conseguem resolver o problema do cidadão e eles são obrigados a continuar com essa procissão de ambulâncias até São Luís”, declarou.

O candidato também questionou a aplicação de recursos destinados à saúde e afirmou que o Maranhão recebeu valores significativos por meio de emendas parlamentares.

“Nos últimos cinco anos, só de emendas parlamentares para a saúde, o Maranhão recebeu 5 bilhões de reais. E onde é que está esse dinheiro?”, questionou.

Orleans Brandão rebateu afirmando que os recursos foram utilizados em obras e serviços de saúde, citando investimentos em hospitais e equipamentos. Eduardo Braide também entrou no debate ao defender ações realizadas pela Prefeitura de São Luís e apresentar propostas para ampliar o atendimento estadual.

Segurança pública entra em discussão

O tema segurança pública colocou em confronto Saulo Arcangeli e Roberto Rocha. Saulo criticou a política de segurança adotada pelo governo estadual e afirmou que é necessário investir em prevenção e investigação.

“Você tem uma polícia apenas repressora. E isso levou o Maranhão a ser a maior taxa de letalidade policial”, afirmou Saulo.

O candidato também defendeu mudanças na estrutura da Polícia Civil e citou problemas relacionados ao número de delegados e ao funcionamento das unidades.

“Faltam 160 delegados da Polícia Civil do Estado do Maranhão. E não vai ser assim que vai resolver o problema da segurança”, declarou.

Roberto Rocha respondeu que o principal desafio está no sistema prisional e defendeu investimentos associados ao desenvolvimento econômico.

“O problema da segurança pública, ele não é o maior gargalo no sistema policial, é no sistema prisional”, afirmou.

Habitação e conflitos no campo

O tema habitação foi debatido por Saulo Arcangeli e Felipe Camarão. Saulo questionou as políticas habitacionais do governo estadual e destacou o déficit de moradias no Maranhão.

Felipe Camarão afirmou que pretende ampliar programas habitacionais em parceria com o governo federal e apresentou uma proposta de complementação estadual ao Minha Casa Minha Vida.

“No meu plano de governo, Saulo, eu tenho um projeto Minha Casa Digna. A cada casa que o presidente Lula destinar para o Maranhão, nós iremos fazer outra com recurso do governo do Estado”, declarou.

O candidato também abordou conflitos agrários e afirmou que o Maranhão precisa de políticas voltadas às populações do campo.

Saulo Arcangeli criticou o modelo de desenvolvimento baseado no avanço do agronegócio e citou conflitos envolvendo comunidades tradicionais.

“Saulo questionou os impactos ambientais do Matopiba, região agrícola que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.”, afirmou.

Educação gera novo confronto entre Felipe Camarão e Orleans Brandão

O debate sobre educação retomou a disputa entre Felipe Camarão e Orleans Brandão. O candidato do PT destacou sua passagem pela Secretaria de Educação e citou resultados obtidos durante sua gestão.

“Eu deixei o Maranhão em terceiro lugar do IDEB no Nordeste, deixei em décimo terceiro do IDEB do Brasil, alfabetizei mais de 500 mil pessoas e fiz o programa Escola Digna”, afirmou Camarão.

Orleans Brandão respondeu defendendo ações do governo estadual e citou programas como Educação de Verdade, além de investimentos na rede de ensino.

“Eu concordo que o programa Educação de Verdade foi uma invenção nossa. No seu tempo era suco com bolacha, agora tem comida em todas as escolas”, declarou.

Na réplica, Camarão voltou a criticar a gestão estadual e apresentou propostas para a área, como ampliação do ensino integral e valorização dos professores.

Orleans, por sua vez, apresentou metas para um eventual governo, incluindo a ampliação de escolas em tempo integral e ensino técnico.

“Eu vou colocar 50% das escolas do Estado do Maranhão em tempo integral nos primeiros quatro anos de governo”, afirmou.

Transporte e mobilidade colocam André Luís e Braide frente a frente

O confronto entre André Luís e Eduardo Braide teve como tema transporte e mobilidade. André Luís questionou a atuação do prefeito de São Luís no sistema de transporte coletivo.

“Por que, Eduardo Braide, você não rompeu com as empresas que não cumpriram com os contratos junto à Prefeitura da cidade de São Luís?”, perguntou.

Braide respondeu afirmando que o adversário desconhecia decisões judiciais relacionadas ao sistema e defendeu medidas adotadas durante sua gestão.

“A lei que foi aprovada pela Câmara, que permitia fazer a nova licitação e romper com os contratos, foi declarada inconstitucional pelo Supremo”, afirmou.

O prefeito também apresentou propostas para ampliar ações de mobilidade no Maranhão, citando a expansão do programa Trânsito Livre para municípios do interior.

Emprego e renda encerram o bloco

O último tema sorteado foi emprego e renda, com confronto entre Eduardo Braide e André Luís. Braide questionou propostas para geração de oportunidades e criticou o aumento da carga tributária estadual.

André Luís respondeu apresentando sua proposta de industrialização e ajuste fiscal.

“Eu tenho um planejamento para fazer o interior do nosso Estado dar certo, por meio da industrialização, olhando a vocação de cada município”, afirmou.

O candidato defendeu a redução de impostos como medida para estimular investimentos.

“Meu primeiro ato como governador será baixar o imposto estadual do Maranhão para que as vendas aumentem, porque o produto vai baixar de preço e os empregos vão começar a ser gerados no Maranhão”, declarou.

Braide rebateu as críticas e afirmou que André Luís desconhecia ações realizadas pela prefeitura, enquanto defendeu sua atuação administrativa.

O segundo bloco terminou com os candidatos concentrando seus discursos em propostas para áreas consideradas prioritárias e mantendo a disputa sobre modelos de gestão, investimentos públicos e capacidade administrativa.

3º bloco - candidatos respondem a perguntas de temas livres

O terceiro bloco do debate entre os candidatos ao Governo do Maranhão foi marcado por perguntas de tema livre e concentrou os principais confrontos em áreas como saúde, regularização fundiária, trabalho, desenvolvimento econômico e assistência social.

Os candidatos utilizaram o espaço para reforçar propostas de governo e retomar críticas feitas ao longo do debate. Eduardo Braide, Orleans Brandão, Saulo Arcangeli, Felipe Camarão, Roberto Rocha e André Luís voltaram a discutir modelos de gestão e apresentaram diferentes visões para o futuro do Estado.

Saúde abre confronto entre Braide e Orleans Brandão

O primeiro embate do bloco ocorreu entre Eduardo Braide e Orleans Brandão, com a saúde como tema principal. Braide questionou o candidato do MDB sobre uma declaração do governador Carlos Brandão a respeito dos Socorrões de São Luís.

Orleans Brandão afirmou que a população evita buscar atendimento nos hospitais municipais e defendeu a ampliação da regionalização da saúde no Maranhão.

“Quero levar para o Estado do Maranhão a regionalização. Quero cuidar de quem mais precisa. Essa foi a bandeira do Brandão e é essa bandeira que eu quero seguir”, declarou.

Braide rebateu as críticas e afirmou que os problemas da saúde municipal estão relacionados à falta de atenção básica e defendeu ações realizadas durante sua gestão em São Luís.

Orleans, por sua vez, criticou a administração municipal e afirmou que pacientes de outras cidades precisam recorrer à capital por falta de atendimento adequado no interior.

“A partir de janeiro do ano que vem, eu vou tirar os políticos de dentro dos hospitais do Estado do Maranhão”, afirmou Orleans, ao defender mudanças na gestão da saúde estadual.

O candidato também apresentou propostas de ampliação da rede hospitalar, citando maternidades e unidades regionais.

Regularização fundiária e agronegócio entram no debate

O segundo confronto envolveu Orleans Brandão e Saulo Arcangeli, com foco em regularização fundiária, conflitos no campo e desenvolvimento rural.

Orleans destacou ações do governo estadual relacionadas à entrega de títulos de propriedade.

“Desde a criação da Fundação do Interno, tinham sido distribuídos 30 mil títulos. E só na gestão do governador Carlos Brandão foi distribuído mais de 35 mil títulos”, afirmou.

Saulo Arcangeli contestou a avaliação de Orleans e afirmou que o Maranhão ainda enfrenta problemas relacionados a conflitos agrários e avanço do agronegócio.

“O Estado do Maranhão é o maior exportador de trabalho escravo. Seu tio fez a lei de terras para legalizar a grilagem”, declarou Saulo.

O candidato do PSTU defendeu mudanças na política agrícola e afirmou que pretende restringir o uso de agrotóxicos e ampliar políticas voltadas à agricultura familiar.

“Você tem que desenvolver a agricultura familiar, garantir assistência técnica, produção e escoamento da produção”, afirmou.

Orleans respondeu defendendo a regularização fundiária, o apoio aos pequenos produtores e a continuidade de programas voltados ao setor rural.

Trabalho e ajuste fiscal são discutidos entre Saulo e André Luís

O tema trabalho colocou Saulo Arcangeli e André Luís frente a frente. Saulo questionou a proposta de ajuste fiscal defendida pelo candidato do Missão e perguntou como ela poderia impactar a geração de emprego e renda.

André Luís afirmou que o ajuste fiscal seria necessário para reorganizar as contas públicas e ampliar a capacidade de investimento do Estado.

“O meu projeto de ajuste fiscal já foi protocolado na Assembleia Legislativa. E só eu tenho um projeto protocolado porque eu estudei o Estado”, declarou.

O candidato afirmou que a proposta também prevê realização de concursos públicos.

“O ajuste fiscal passa principalmente pelo compromisso de concursos públicos, porque é o não concurso público que transforma o nosso povo em refém dessa politicagem”, disse.

Saulo respondeu defendendo a ampliação de concursos e criticando a terceirização de serviços públicos.

“90% dos trabalhadores da saúde do Maranhão são terceirizados. A gente vai acabar com isso”, afirmou.

André Luís e Roberto Rocha divergem sobre gestão pública

André Luís também questionou Roberto Rocha sobre uma proposta de responsabilidade gerencial para municípios maranhenses.

O candidato do Missão defendeu a criação de metas de desempenho para gestores municipais e afirmou que os resultados poderiam influenciar repasses de recursos.

“A Lei de Responsabilidade Gerencial é uma pressão que nós vamos colocar em cima dos prefeitos por meio da cota-parte do ICMS”, afirmou André Luís.

Roberto Rocha criticou a proposta e afirmou que o candidato desconhecia as limitações constitucionais dos municípios.

“Governar é cumprir a lei e respeitar o povo. Você não pode achar que governar é descumprir a lei”, declarou.

O senador também criticou propostas de redução de impostos e afirmou que mudanças na arrecadação precisam considerar a manutenção dos serviços públicos.

Desenvolvimento econômico

Roberto Rocha questionou Felipe Camarão sobre como promover crescimento econômico com melhoria na qualidade de vida da população.

O candidato do PT afirmou que o principal desafio do Maranhão é reduzir desigualdades e distribuir oportunidades.

“O Maranhão é um Estado rico de fato. O problema do Maranhão é a desigualdade”, afirmou Camarão.

Ele defendeu investimentos na agricultura familiar, qualificação profissional e geração de emprego e renda.

Roberto Rocha respondeu defendendo maior industrialização do Estado e agregação de valor à produção.

“O problema do Maranhão é que a produção do Maranhão, a riqueza do Maranhão, passa pelo Maranhão, chega no Porto Itaqui e vai embora”, afirmou.

O candidato destacou a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) como alternativa para estimular a industrialização.

Felipe Camarão rebateu afirmando que sua visão de desenvolvimento deve priorizar a população mais vulnerável.

“Antes de falar do Matopiba ou de trazer mais soja para o Maranhão, eu quero falar é com você, ser humano”, declarou.

Assistência social encerra o bloco

O último confronto do bloco envolveu Felipe Camarão e Eduardo Braide, com foco em assistência social e políticas para pessoas em situação de vulnerabilidade.

Camarão questionou Braide sobre propostas para primeira infância, idosos e beneficiários de programas sociais.

Braide respondeu citando ações realizadas em São Luís e apresentou propostas para um eventual governo estadual.

“Na primeira infância, nós temos o compromisso de construir creches de tempo integral, em parceria com os municípios”, afirmou.

O candidato também citou ações voltadas para idosos, segurança alimentar e acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade.

Na réplica, Felipe Camarão destacou parcerias com o governo federal e afirmou que pretende ampliar políticas sociais em conjunto com o presidente Lula.

Braide encerrou o bloco defendendo uma postura administrativa sem divisão ideológica.

“Enquanto eles vão discutindo ideologia, se é a direita, se é a esquerda, eu estou pensando em resolver os problemas do Maranhão”, declarou.

4º bloco - perguntas de temas definidos e considerações finais

O quarto e último bloco do debate entre os candidatos ao Governo do Maranhão, realizado pela TV Mirante, foi marcado pela discussão de temas definidos por sorteio e pelas considerações finais dos participantes. Gestão pública, equilíbrio fiscal, meio ambiente, agricultura, desenvolvimento econômico, combate à pobreza e saneamento básico foram os assuntos abordados nesta etapa final do confronto.

Gestão pública e equilíbrio fiscal abrem o bloco

O primeiro tema sorteado foi gestão pública e equilíbrio fiscal. Saulo Arcangeli questionou Orleans Brandão sobre a política de incentivos fiscais adotada pelo governo estadual, empréstimos e investimentos em áreas como saneamento, trabalho e renda.

Orleans Brandão respondeu defendendo a situação fiscal do Maranhão e afirmou que o Estado avançou nos últimos anos.

“O Maranhão hoje é o segundo estado em solidez fiscal do país. O Maranhão hoje é capacidade de pagamento letra A”, declarou.

O candidato do MDB também defendeu a política de incentivos fiscais como instrumento para atrair empresas e gerar empregos.

“Fizemos isenções fiscais para várias indústrias e empresas em todo o Estado do Maranhão”, afirmou.

Na réplica, Saulo Arcangeli criticou o modelo adotado pelo governo estadual e afirmou que os benefícios fiscais favorecem grandes empreendimentos em detrimento de investimentos sociais.

“O candidato Orleans foge de todas as perguntas. Perguntei por que o seu tio não passa os 5% para a UEMA e para a UEMA-Sul”, afirmou.

Orleans rebateu destacando ações em infraestrutura, geração de emprego e renda e apresentou propostas para ampliar investimentos no Maranhão.

Meio ambiente e mudanças climáticas entram em debate

O tema meio ambiente colocou Orleans Brandão e Roberto Rocha frente a frente. O candidato do MDB citou programas ambientais desenvolvidos pelo governo estadual e questionou Roberto Rocha sobre propostas para conciliar preservação ambiental e desenvolvimento econômico.

Orleans destacou iniciativas como o Maranhão Sem Queimadas e o programa Floresta Viva.

“O Floresta Viva é um programa de reflorestamento, mas ao mesmo tempo gera emprego em parceria com as cooperativas”, afirmou.

Roberto Rocha respondeu defendendo uma relação entre produção e preservação ambiental e afirmou que os dois temas não devem ser tratados como opostos.

“O meio ambiente não precisa estar de um lado e a produção agrícola estar do outro. O desafio é compatibilizar a produção com a proteção”, declarou.

O candidato também destacou projetos de infraestrutura e regularização fundiária relacionados ao desenvolvimento econômico do Estado.

Orleans Brandão, na sequência, voltou a defender ações ambientais da atual gestão e afirmou que pretende ampliar programas de preservação com geração de renda.

Agricultura e agronegócio são discutidos

Roberto Rocha questionou Eduardo Braide sobre propostas para transformar a produção agrícola do Maranhão em uma cadeia de maior valor agregado.

O senador afirmou que o Estado ainda exporta principalmente produtos primários e defendeu a ampliação da agroindústria.

Braide respondeu destacando a necessidade de fortalecer a assistência técnica aos produtores rurais e criticou a atuação da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (Agerp).

“Estou falando de falta de assistência técnica. Nós temos a Agerp no governo do Estado e, por onde eu passei conversando com os agricultores familiares, nenhum me disse que a Agerp tinha chegado até o seu município”, afirmou.

O candidato do PSD defendeu a reestruturação do órgão e investimentos para aumentar a produtividade dos agricultores.

Na resposta, Roberto Rocha afirmou que o desenvolvimento econômico depende de projetos de longo prazo e criticou propostas que, segundo ele, não consideram a complexidade da gestão pública.

Desenvolvimento econômico e geração de empregos

Eduardo Braide questionou Saulo Arcangeli sobre como conciliar crescimento econômico e desenvolvimento social no Maranhão.

Saulo afirmou que o modelo econômico do Estado precisa mudar e defendeu a industrialização, a agricultura familiar e a distribuição da riqueza gerada.

“O modelo de desenvolvimento do Estado do Maranhão há 50 anos é um modelo de commodities, exportador, principalmente o agronegócio”, declarou.

O candidato do PSTU afirmou que o Maranhão precisa transformar sua produção em cadeias produtivas capazes de gerar empregos no próprio Estado.

“Nós temos que atrair mais indústrias para o Maranhão, atrair mais empresas, para que o emprego fique aqui”, afirmou.

Combate à pobreza e programas sociais geram confronto entre André Luís e Felipe Camarão

O tema combate à pobreza colocou André Luís e Felipe Camarão em confronto direto.

André Luís questionou a dependência de programas sociais e perguntou quais seriam as propostas para criar oportunidades econômicas para a população.

“O Maranhão é um Estado onde o assistencialismo virou o caminho de perpetuação dessa casta política no poder. Qual é o plano que vocês têm para dar o próximo passo?”, questionou.

Felipe Camarão respondeu reforçando sua ligação com o presidente Lula e defendeu programas sociais como instrumentos de redução da pobreza.

“Se não fosse o presidente Lula, muita gente já estaria passando fome. Você não imagina como as pessoas passam fome ainda nesse Estado”, afirmou.

O petista também apresentou propostas complementares aos programas federais, citando iniciativas como Minha Casa Digna, ampliação de serviços de saúde e apoio à educação.

André Luís criticou a estratégia do PT e afirmou que o Maranhão precisa avançar para um modelo baseado em desenvolvimento econômico.

“Eles não conseguem sonhar com o Maranhão rico e desenvolvido. Qual é o próximo passo?”, declarou.

Saneamento básico encerra confronto entre André Luís e Felipe Camarão

O último tema sorteado foi saneamento básico. Felipe Camarão questionou André Luís sobre propostas para o setor e perguntou sua posição sobre a privatização da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema).

André Luís afirmou que possui um programa para ampliar o saneamento e questionou a ausência de metas para os municípios.

Felipe Camarão respondeu defendendo a manutenção da Caema como empresa pública.

“Meu compromisso com você da Caema é não privatizar a Caema, é fortalecer, fazer investimento de recursos públicos”, afirmou.

O candidato do PT também defendeu concursos públicos e ampliação da atuação da companhia no interior do Maranhão.

André Luís rebateu afirmando que seu plano prevê metas de desempenho e cobrança dos municípios para melhorar os indicadores de saneamento.

Considerações finais destacam principais bandeiras

Nas considerações finais, os candidatos reforçaram as mensagens centrais de suas campanhas.

Saulo Arcangeli afirmou representar os trabalhadores e criticou desigualdades sociais no Maranhão.

Eduardo Braide destacou sua experiência como prefeito de São Luís e prometeu levar ações realizadas na capital para o interior.

“Eu fui o único que já administrei uma cidade. E a capital, com mais de um milhão de habitantes, a 15ª maior cidade do país”, afirmou.

Roberto Rocha defendeu sua atuação parlamentar e afirmou ter contribuído com projetos para o Maranhão.

Felipe Camarão reforçou sua ligação com Lula e apresentou sua trajetória como gestor público.

“Eu sou candidato do presidente Lula, procurador federal de carreira, professor universitário”, declarou.

André Luís encerrou sua participação defendendo uma mudança no modelo político e econômico do Estado.

“Eu quero que o Maranhão tenha como exemplo um Estado rico, desenvolvido, com a sua família sendo criada ao seu redor”, afirmou.

Orleans Brandão finalizou destacando sua atuação como secretário, programas do governo estadual e propostas para áreas como saúde, educação e geração de emprego.

TST determina reajuste de plano de saúde e fim da greve da Caixa

O TST julgou a greve da Caixa não abusiva, determinando o retorno imediato ao trabalho e reajuste salarial de 100% do INPC mais 0,6% para a categoria

TST determina reajuste de plano de saúde e fim da greve da Caixa

BRASIL - O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu nesta terça-feira (29) que a greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal não é abusiva. Os ministros julgaram o dissídio coletivo dos trabalhadores, em greve desde 10 de setembro, e decidiram fixar reajuste salarial de 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais 0,6% para a categoria. A decisão terá validade de dois anos.

O mesmo índice de reajuste deverá ser aplicado aos benefícios de auxílio-refeição/alimentação, auxílio-cesta alimentação, auxílio-creche, auxílio-babá e indenização por assalto ou sinistro.

Além disso, o tribunal determinou o retorno imediato dos trabalhadores ao serviço. Os dias de paralisação não serão descontados, mas devem ser compensados em até 180 dias.  

O principal ponto de impasse entre a categoria e o banco é qual deve ser o modelo de custeio do plano de saúde, o Saúde Caixa.

Os sindicatos pediam a exclusão do teto de 6,5% da folha de pagamento, o retorno à proporção de custeio 70/30 (empresa/empregados) e reajuste zero. Já a Caixa queria mudanças no plano, apontando dificuldades para manter a sustentabilidade financeira no atual formato.

Diante do impasse, os ministros do TST decidiram manter as regras que constavam do acordo coletivo anterior, de 2024 a 2026. Com isso, os valores previstos no plano deverão ser atualizados pelo INPC mais 0,6%, mesmo índice aplicado para o reajuste salarial. Também foram mantidas todas as demais regras, inclusive a mensalidade do titular no valor de 3,5% da remuneração. 

Entre os benefícios englobados estão mensalidades adicionais de dependentes, teto de renda dos beneficiários indiretos, coparticipação para consulta em pronto-socorro e teto de coparticipação.

A decisão também incorporou diversas cláusulas econômicas e sociais previstas no acordo coletivo anterior, que dizem respeito a jornada, horas extras, licença-paternidade e adoção, estabilidade, saúde do trabalhador, diversidade, teletrabalho, prevenção e combate à violência e ao assédio, igualdade salarial, inclusão e negociação permanente.

Entenda

Em decisão no último dia 25, o ministro Mauricio Godinho Delgado, do TST, determinou a manutenção do percentual mínimo de 60% dos empregados da Caixa em serviço por agência, de forma presencial ou remota, sob pena de multa diária de R$ 100 mil para a entidade sindical que descumprir a ordem.

A decisão atendeu parcialmente ao pedido do banco, que solicitava a manutenção de 80% do pessoal em atividade durante a greve, alegando impacto direto em serviços essenciais como compensação bancária e pagamento de benefícios sociais.

No último sábado (26), os trabalhadores apresentaram uma contestação ao TST afirmando que a greve é legítima e não pode ser considerada abusiva, que a responsabilidade pelo impasse nas negociações não pode ser atribuída aos empregados e que questões centrais, como o futuro do Saúde Caixa, não podem ser definidas de forma unilateral pelo banco.

Segundo os empregados, foram realizadas 13 rodadas de negociação, além de mediação com o Ministério Público do Trabalho (MPT), assembleias em todo o país e comunicação prévia à Caixa e à sociedade.

O ministro, no entanto, negou o pedido da Caixa para proibir os trabalhadores de qualquer atividade que dificultasse o livre acesso às agências, salientando que a lei já exige que a greve deve ser pacífica e que não há indícios de que o movimento esteja sendo conduzido com desvios ou excessos.

Previsão: Nordeste terá tempo quente nesta terça-feira (29)

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Previsão: Nordeste terá tempo quente nesta terça-feira (29)

SÃO LUÍS - A Região Nordeste terá uma terça-feira de tempo quente, variação de nebulosidade e possibilidade de chuva isolada, principalmente nas áreas litorâneas. No interior, o destaque fica para as temperaturas elevadas, que podem chegar a 39°C. As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Previsão do tempo em São Luís nesta terça-feira (29)

São Luís terá mínima de 26°C e máxima de 33°C, com possibilidade de chuva isolada durante todo o dia.

Previsão do tempo no Nordeste nesta terça-feira (29)

Em Teresina, os termômetros variam entre 26°C e 39°C. A previsão indica muitas nuvens pela manhã, possibilidade de chuva isolada à tarde e novamente muitas nuvens durante a noite. Fortaleza terá mínima de 25°C e máxima de 33°C, com muitas nuvens pela manhã e à noite e possibilidade de chuva isolada à tarde.

No litoral leste, João Pessoa terá temperaturas entre 23°C e 31°C, com possibilidade de chuva isolada pela manhã e à noite. Recife fica entre 22°C e 31°C, também com possibilidade de chuva isolada em diferentes períodos.

Em Natal, a temperatura varia de 24°C a 31°C, com possibilidade de chuva isolada pela manhã e à noite. Maceió terá mínima de 20°C e máxima de 30°C, com possibilidade de chuva isolada nos períodos da manhã e da noite.

Em Salvador, os termômetros ficam entre 21°C e 28°C, com muitas nuvens pela manhã e possibilidade de chuva isolada durante a noite. Já Aracaju terá temperaturas entre 26°C e 29°C, com muitas nuvens ao longo do dia, mas sem previsão de chuva significativa.