Comércio do Maranhão deve abrir mais de 1000 vagas formais no fim de 2026

Estudo da Fecomércio-MA aponta estimativa de 888 contratações no varejo da capital no quarto trimestre, apesar da postura cautelosa dos empresários.

Comércio do Maranhão deve abrir mais de 1000 vagas formais no fim de 2026

SÃO LUÍS - A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA) divulgou pesquisa onde projeta a criação de aproximadamente 1.088 postos de trabalho formais no comércio varejista do estado no último trimestre de 2026. 

Desse total, estimam-se 888 vagas geradas em São Luís. O resultado vem após o setor acumular um saldo negativo de -386 empregos formais no Maranhão e de -1.210 na capital entre janeiro e agosto deste ano.

Retrospectiva do mercado de trabalho no varejo

A necessidade de contratação no final de ano surge em um contexto de encerramento de postos de trabalho ao longo de 2026. No quarto trimestre de 2025, de acordo com o Novo Caged, o comércio varejista havia registrado saldo positivo de 1.066 vagas no estado, das quais 870 foram abertas em São Luís.

No entanto, o primeiro trimestre de 2026 eliminou -2.282 empregos no Maranhão e -1.155 na capital. O saldo combinado desses dois períodos fechou negativo em -1.216 postos no estado e -285 em São Luís, demonstrando que a movimentação do fim de 2025 não se sustentou no início deste ano.

Confiança empresarial e intenção de investimento

A projeção de empregos para o fim de 2026 baseia-se também no Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) de São Luís, que alcançou 113,6 pontos em outubro, alta de 3,7% frente aos 109,5 pontos de outubro de 2025. O subíndice de contratações avançou 2,1%, passando de 131 para 133,7 pontos, com 61,3% dos entrevistados indicando intenção de aumentar discretamente o quadro de funcionários.

Apesar do otimismo com as vendas sazonais, 69,9% dos empresários avaliam que a economia brasileira piorou e 55,5% consideram que as condições do comércio se deterioraram. O indicador de condições atuais subiu para 84,8 pontos, mas permanece abaixo da margem de satisfação (100 pontos). Além disso, o indicador de investimentos caiu 2% (de 99,3 para 97,3 pontos), com 50,2% dos comerciantes relatando redução nos aportes.

Para o presidente da Fecomércio-MA, Maurício Feijó, o foco das empresas no último trimestre está na eficiência operacional e na rentabilidade.

"O grande desafio do comércio no fim de ano é atender ao aumento das vendas mantendo o equilíbrio financeiro. O empresário precisa reforçar a equipe com cautela, gerenciando custos operacionais, incertezas do mercado e as discussões sobre a adoção da escala 5x2. A contratação temporária ajudará a mitigar as perdas do ano, mas a expansão sustentável do emprego exige cautela", avalia.

GU notifica YouTube por vídeos com médicos falsos criados por inteligência artificial

Conteúdos usam personagens criados por inteligência artificial para simular especialistas, divulgar tratamentos sem comprovação e promover produtos pagos.

GU notifica YouTube por vídeos com médicos falsos criados por inteligência artificial

BRASIL - A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou o YouTube para que a plataforma remova ou sinalize vídeos que utilizam inteligência artificial para criar falsos médicos e outros profissionais de saúde com o objetivo de espalhar informações falsas sobre tratamentos e curas sem comprovação científica.

A medida foi tomada após uma análise do programa Saúde com Ciência, do Ministério da Saúde, que identificou 97 perfis com esse tipo de conteúdo entre 1º de janeiro e 10 de julho de 2026. As informações também foram encaminhadas à Polícia Federal e ao Conselho Federal de Medicina.

A notificação foi elaborada pela Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD) e faz parte de uma ação conjunta para combater a disseminação de desinformação na área da saúde.

Como funcionam os vídeos com médicos falsos criados por IA

Segundo o Ministério da Saúde, os conteúdos utilizam avatares com aparência humana apresentados como médicos ou especialistas, muitas vezes acompanhados de qualificações profissionais inventadas para transmitir autoridade e confiança aos usuários.

Os vídeos costumam utilizar uma linguagem alarmista e promessas de resultados rápidos, incluindo supostas curas e tratamentos alternativos sem respaldo científico.

Parte desses perfis tem como público-alvo pessoas idosas e, em alguns casos, utiliza os personagens criados por inteligência artificial para vender produtos, livros digitais, cursos ou serviços pagos.

Entre os principais riscos apontados pelas autoridades estão a automedicação, o uso de terapias sem eficácia comprovada, o atraso na procura por atendimento médico e até a interrupção de tratamentos indicados por profissionais de saúde.

YouTube terá prazo para avaliar conteúdos

Na notificação enviada na sexta-feira (4/9), a AGU solicitou que o YouTube adote medidas em até 72 horas para retirar do ar os conteúdos identificados pelo Ministério da Saúde ou, quando necessário, aplicar alertas e informações de contexto deixando claro que os personagens apresentados são artificiais.

A plataforma também deverá analisar outros canais e vídeos citados no relatório do Ministério da Saúde com base em suas próprias regras sobre desinformação em saúde e conteúdos gerados por inteligência artificial.

A iniciativa busca impedir que personagens digitais sejam usados para simular autoridade médica e dar credibilidade a informações que podem representar riscos à saúde da população.

Telegram também foi acionado por documentos falsificados

Além da atuação contra vídeos criados com inteligência artificial, a AGU já havia notificado o Telegram após o Ministério da Saúde identificar 18 grupos e canais que comercializavam ilegalmente comprovantes e passaportes vacinais falsificados.

Após a denúncia, a plataforma removeu os grupos e canais indicados e excluiu uma conta identificada durante a investigação. As evidências foram encaminhadas à Polícia Federal.

De acordo com o Ministério da Saúde, os responsáveis ofereciam documentos falsos e anunciavam a possibilidade de inserir informações adulteradas nos sistemas oficiais do Sistema Único de Saúde (SUS).

A prática, segundo o órgão, compromete a confiança nos dados de vacinação e prejudica estratégias de vigilância, controle e prevenção de doenças imunopreveníveis.

Responsabilidade das plataformas digitais

As notificações fazem parte de uma discussão mais ampla sobre a responsabilidade das plataformas digitais diante da circulação de conteúdos ilegais publicados por terceiros.

A AGU destacou que os casos identificados também violam os próprios termos de uso das plataformas, que proíbem conteúdos ilegais e estabelecem medidas como remoção de publicações e bloqueio de contas.

O Ministério da Saúde reforça que o combate à desinformação é uma medida de proteção da população e recomenda que os usuários procurem informações sobre prevenção, diagnóstico e tratamentos em fontes oficiais e confiáveis.

A orientação também é para que conteúdos suspeitos ou que possam colocar pessoas em risco sejam denunciados às plataformas responsáveis.

Sindicatos questionam desligamento de mais de 700 servidores da Prefeitura de Imperatriz

Sindicatos debatem o desligamento de servidores da Prefeitura de Imperatriz após medida da gestão municipal afetar 700 profissionais aposentados.

Sindicatos questionam desligamento de mais de 700 servidores da Prefeitura de Imperatriz

IMPERATRIZ – Representantes da Federação dos Trabalhadores no Ensino e no Serviço Público dos Municípios do Estado do Maranhão (FETESPUSULMA) e do Sindicato dos Professores e Professores Especialistas da Rede Municipal de Imperatriz (SINPESMI) questionaram, nesta última terça-feira (8), o desligamento de mais de 700 servidores efetivos que permaneciam em exercício após a aposentadoria no município.

O tema foi discutido durante a Tribuna Popular da Câmara Municipal de Imperatriz, onde representantes das entidades trataram do desligamento de professores da rede pública municipal e de outros servidores públicos.

A medida ocorre após manifestação do Ministério Público Estadual, que recomendou os desligamentos com base nas regras previstas na Emenda Constitucional nº 103/2019.

Defesa dos servidores desligados

Durante a sessão, a presidente da FETESPUSULMA, Eurami Reis, afirmou que a Constituição Federal garante, no artigo 5º, o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Segundo ela, parte dos servidores desligados é formada por concursados, enquanto outros foram efetivados por já exercerem suas funções há pelo menos cinco anos antes da promulgação da Constituição Federal de 1988.

Eurami afirmou que, considerando direitos adquiridos e aspectos constitucionais e legais, os servidores teriam sido desligados por meio de decreto sem prévia notificação. Segundo ela, a situação poderia configurar uma irregularidade.

A representante sindical também explicou que a reforma da Previdência de 2019 estabeleceu regras para servidores que já haviam se aposentado até outubro daquele ano, permitindo, em determinadas situações, a continuidade no serviço público.

Ela destacou ainda preocupação com os impactos do desligamento de um grande número de professores, considerando que a educação é um serviço essencial para a comunidade.

Segundo Eurami, levantamento realizado pelas entidades representativas aponta que os servidores atingidos possuem direitos que precisam ser analisados individualmente. Ela também questionou a forma como os desligamentos foram realizados e afirmou que os procedimentos deveriam seguir as normas previstas no regime jurídico dos servidores públicos.

Impactos dos desligamentos

A vice-presidente do SINPESMI, Apolônia Vieira, também utilizou a Tribuna Popular e destacou a preocupação dos sindicatos com os impactos físicos, emocionais e financeiros provocados pelos desligamentos.

Segundo ela, os servidores foram afastados de forma abrupta e perderam rendimentos considerados essenciais para o custeio das despesas básicas das famílias.

Argumentos apresentados pela defesa jurídica

O advogado da FETESPUSULMA, Vitor Diniz, defendeu que os servidores recebam tratamento digno e que sejam observados mecanismos previstos na legislação, como a vacância, o contraditório e a ampla defesa.

Segundo ele, municípios que enfrentam situações semelhantes estão adotando procedimentos que garantem maior segurança jurídica aos servidores envolvidos.

Vitor Diniz afirmou que muitos servidores aposentados permaneceram em atividade porque, antes da aposentadoria, recebiam salários superiores aos benefícios previdenciários posteriormente recebidos.

De acordo com o advogado, em alguns casos, os valores passaram a corresponder a aproximadamente um salário mínimo, o que teria levado os servidores a permanecerem ou retornarem ao exercício das funções.

O representante jurídico também apontou a existência, segundo ele, de casos de servidores com períodos de até 15 anos sem repasses previdenciários ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

“Como medida prática, a Lei nº 1.593, da mesma forma que prevê a vacância, prevê o direito ao contraditório e à ampla defesa. Nós queremos o contraditório e a ampla defesa, e queremos ainda mais o cumprimento do piso para os auxiliares de magistério, que vem após uma série de condenações e sentenças em inúmeros tribunais de Justiça”, afirmou.

O advogado reforçou a necessidade de que sejam assegurados os direitos dos servidores desligados e que os procedimentos adotados pelo município estejam de acordo com a legislação vigente.

Como alternativa, Vitor Diniz citou o município de Bequimão, na região metropolitana de São Luís, onde, segundo ele, uma decisão judicial determinou que os servidores que efetivamente deveriam ser desligados passassem por um regime de transição, observando as normas legais aplicáveis.

O debate na Câmara de Imperatriz concentrou-se nos argumentos apresentados pelas entidades sindicais e pela defesa jurídica dos servidores sobre a forma como os desligamentos foram realizados. As representações afirmam que os casos devem ser analisados individualmente e conforme as regras previstas na legislação.

Reconstrução da Ponte do Estreito dos Mosquitos começa nesta quinta-feira (10), segundo Ministério dos Transportes

DNIT inicia nova etapa da BR-135 após contratação emergencial de R$ 176,7 milhões para substituir estrutura antiga.

Reconstrução da Ponte do Estreito dos Mosquitos começa nesta quinta-feira (10), segundo Ministério dos Transportes

SÃO LUÍS – A reconstrução do lado esquerdo da Ponte do Estreito dos Mosquitos, na BR-135, começa nesta quinta-feira (10), segundo o Ministério dos Transportes. O início dos serviços ocorre após a conclusão da contratação emergencial realizada pela pasta federal e pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

O contrato tem valor de R$ 176,7 milhões e prevê a substituição da estrutura antiga, que será demolida de forma controlada ao longo dos próximos meses.

Nova etapa da obra

Segundo o DNIT, inspeções identificaram problemas na estrutura, como deslocamento do bloco de concreto, corrosão da camisa metálica, fissuração elevada, oxidação de armaduras e perda de rigidez estrutural.

Enquanto a nova ponte é construída, o lado direito da travessia seguirá em operação. O órgão informou que a estrutura permanece sendo monitorada 24 horas por dia e que não haverá operação de Pare e Siga durante os serviços.

A execução ficará sob responsabilidade do Consórcio Ponte Estreito Maranhão, formado pelas empresas Construtora A. Gaspar S/A e Arteleste Construções Ltda.

Sobre a estrutura

A Ponte Marcelino Machado, sobre o Estreito dos Mosquitos, é formada por duas estruturas paralelas. A ponte no sentido de entrada em São Luís, construída em 1960, será demolida para dar lugar à nova estrutura.

A travessia é considerada um ponto estratégico para o abastecimento da capital e para o acesso rodoviário ao complexo portuário de São Luís.

Mendonça determina afastamento de diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues

Ministro do STF determinou afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e Leandro Almada após apuração sobre produção de relatórios de inteligência.

Mendonça determina afastamento de diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues

BRASÍLIA – O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A decisão também afastou o diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa.

Além do afastamento dos dirigentes, Mendonça determinou a abertura imediata de procedimentos investigatórios criminais e administrativo-disciplinares na Corregedoria da PF para apurar as circunstâncias da produção de relatórios de inteligência que monitoravam autoridades.

O ministro também ordenou a suspensão de qualquer produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência destinados a analisar a atuação funcional de magistrados, da advocacia pública ou da atividade de polícia judiciária.

Mendonça solicitou ainda a convocação de uma sessão virtual extraordinária da Segunda Turma do STF para referendar a decisão nesta terça-feira.

Relatórios de inteligência da Polícia Federal

De acordo com a decisão de André Mendonça, Andrei Rodrigues encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do Inquérito das Fake News, ao menos seis relatórios de inteligência produzidos de forma sigilosa entre 3 e 31 de agosto de 2026.

O documento aponta que o próprio ministro André Mendonça teria sido submetido a monitoramento considerado ilícito e sistemático pela inteligência policial por mais de 30 dias.

Além de Mendonça, o Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, também teria sido alvo de monitoramento e coleta dirigida de informações.

Os relatórios analisavam a atuação de Messias em decisões relacionadas às operações "Sem Desconto" e "Compliance Zero", além de fazer avaliações sobre a relação política entre autoridades.

Críticas aos documentos produzidos

Na decisão, André Mendonça classificou como inadequadas análises que relacionavam a atuação de autoridades a uma suposta "matriz religiosa comum" e ao apoio de igrejas evangélicas em candidaturas ao STF.

O ministro também afirmou que os relatórios continham uma análise crítica sobre decisões judiciais do Supremo, atuação da AGU e procedimentos conduzidos por delegados e agentes da própria Polícia Federal.

Segundo Mendonça, os documentos apresentavam fragilidade técnica e eram apócrifos, sem timbre, brasão, assinatura ou numeração.

O ministro registrou ainda que os próprios autores indicaram que o material não tinha valor probatório e possuía "confiança agregada baixa".

Vazamento de informações sigilosas

Outro ponto considerado grave pelo ministro foi a divulgação de informações sigilosas relacionadas a investigações em andamento.

Segundo a decisão, os relatórios continham detalhes sobre apurações envolvendo os políticos Antonio Rueda e ACM Neto.

Mendonça afirmou que a divulgação antecipada revelou possíveis medidas cautelares contra alvos das investigações e poderia prejudicar a eficácia dos procedimentos.

Reação de entidades

A produção dos relatórios gerou manifestações de entidades ligadas à inteligência e à Polícia Federal.

A União dos Profissionais de Inteligência de Estado da Abin (Intelis) afirmou que a Inteligência de Estado não se confunde com investigação criminal nem com a elaboração de peças destinadas à formação de juízo acusatório.

A Associação de Delegados da Polícia Federal (ADPF) declarou que a circulação dos documentos fora da corporação era irregular e manifestou estranheza com a atuação de uma unidade de inteligência nesse tipo de análise.

Ex-integrantes do STF cobram apuração rigorosa em meio à crise na Corte

Treze ministros aposentados do Supremo pediram ao presidente Edson Fachin uma sessão pública para investigar fatos recentes que afetam a instituição.

Ex-integrantes do STF cobram apuração rigorosa em meio à crise na Corte

BRASÍLIA - Um grupo formado por treze magistrados aposentados do Supremo Tribunal Federal enviou uma manifestação formal ao presidente da Corte, Edson Fachin, exigindo a convocação urgente de uma sessão pública para debater e dar início a uma investigação rigorosa sobre os episódios recentes que abalam o tribunal.

No documento protocolado, os signatários classificam o atual cenário institucional como a fase mais delicada e aguda da história do Supremo, apontando que as revelações trazidas a público provocam desgaste na imagem da autoridade judicial e geram desconfiança na sociedade.

Apelo por transparência e debate colegiado

Entre os nomes que assinam o pedido estão figuras históricas do tribunal, como Celso de Mello, Rosa Weber, Joaquim Barbosa e Nelson Jobim. A manifestação reforça o apoio à condução de Fachin, mas ressalta a necessidade imperativa de submeter os fatos ao plenário sob as garantias do devido processo legal.

Apesar da gravidade do tom adotado na carta, o texto evita citar nomes específicos de integrantes ou apontar episódios isolados. O ex-ministro Celso de Mello reforçou publicamente que a medida busca preservar a independência e a imparcialidade do Poder Judiciário diante da opinião pública.

Lula viaja ao Piauí para atos políticos e busca repetir votação histórica

Presidente Lula cumpre agenda oficial e partidária em Teresina para fortalecer candidaturas da base e relembrar votação expressiva de 2022.

Lula viaja ao Piauí para atos políticos e busca repetir votação histórica

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca nesta semana em Teresina, capital do Piauí, com o objetivo de participar de reuniões e atos políticos ao lado do governador e candidato à reeleição Rafael Fonteles, além de outros aliados estratégicos da base governista na região nordestina.

Conhecido nacionalmente por registrar índices expressivos de apoio ao atual chefe do Executivo federal nas urnas, o território piauiense foi o local onde o mandatário alcançou os seus maiores percentuais de sufrágio tanto no primeiro quanto no segundo turno do pleito realizado no ano de 2022.

Obras e compromissos oficiais

Além dos encontros voltados para a campanha eleitoral, a agenda oficial do presidente na capital piauiense prevê vistorias técnicas a projetos de infraestrutura de grande relevância local, como as intervenções de duplicação executadas na BR-316 e as melhorias voltadas para a expansão do sistema de VLT.

Levantamentos estatísticos recentes divulgados por institutos de pesquisa apontam que a chapa governista local mantém ampla vantagem na preferência do eleitorado, alimentando expectativas de que o grupo político consiga assegurar a vitória logo na primeira etapa da votação oficial.

Datafolha: Lula tem 38% e Flávio Bolsonaro, 33% no 1º turno

Nova pesquisa Datafolha traz Lula com 38% das intenções de voto contra 33% de Flávio Bolsonaro, reduzindo a diferença para apenas 5 pontos percentuais.

Datafolha: Lula tem 38% e Flávio Bolsonaro, 33% no 1º turno

BRASIL – Em nova pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3), Lula lidera com 38% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, que marca 33%.

Lula oscilou de 39% para 38%, o que reduziu a distância para Flávio Bolsonaro a apenas cinco pontos, a menor margem desde o mês de maio.

O escritor Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar, com 8%. Logo atrás, estão Ronaldo Caiado (4%), Renan Santos (3%) e Romeu Zema (2%). Samara Martins, Edmilson Costa e Rui Costa Pimenta registram 1% cada.

Completando a lista, Veterinário Wilson Grassi, Clariana Barão e Hertz Dias não pontuaram, enquanto 6% votam branco ou nulo e 3% seguem indecisos.

Cenário com Pablo Marçal

O Datafolha também apresentou uma simulação com Pablo Marçal (PRTB). Nesse cenário, Lula registra 39% e Flávio Bolsonaro, 32%.

Augusto Cury aparece com 7%, seguido por Ronaldo Caiado e Renan Santos, ambos com 4%. Romeu Zema e Pablo Marçal têm 2% cada, enquanto Samara Martins registra 1%.

Segundo a fonte, Marçal está inelegível em razão de uma condenação na Justiça Eleitoral, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda decidirá se ele poderá concorrer.

Simulações de segundo turno

Em uma eventual disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, o Datafolha aponta 46% para o petista e 44% para o candidato do PL. Outros 9% votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois, e 2% estão indecisos.

Contra Ronaldo Caiado, Lula aparece com 46%, ante 41% do adversário. Na simulação com Romeu Zema, o presidente tem 48% e o candidato do Novo, 39%.

Em um segundo turno contra Renan Santos, Lula registra 47%, enquanto o candidato do Missão aparece com 38%.

Dados da pesquisa

O Datafolha ouviu 2.002 eleitores entre 1º e 3 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais, sob registro no TSE BR-03669/2026, em levantamento encomendado pela Globo e pela Folha.

A pesquisa, encomendada pela Globo e pela Folha, ouviu 2.002 eleitores entre 1º e 3 de setembro. O registro no TSE é BR-03669/2026.

A pesquisa também aponta que 71% dos entrevistados estão totalmente decididos sobre o voto, enquanto 28% afirmam que ainda podem mudar de candidato.

Caso Bruna Loiola: Polícia Civil apreende punhal e investiga histórico de suspeito

Avanço nas investigações sobre o crime em Água Doce do Maranhão traz perícia de arma do crime e transferência de adolescente suspeito para unidade em São Luís.

Caso Bruna Loiola: Polícia Civil apreende punhal e investiga histórico de suspeito

ÁGUA DOCE DO MARANHÃO - A Polícia Civil do Maranhão localizou, nesta quinta-feira (3), o punhal que teria sido utilizado no brutal assassinato da estudante Bruna da Silva Loiola, de 17 anos. O crime, que chocou o povoado Canabrava, na zona rural de Água Doce do Maranhão, ocorreu na última segunda-feira (31). A localização da arma representa um passo importante na elucidação do caso Bruna Loiola, cuja motivação ainda segue sob investigação.

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Segundo as autoridades policiais, a arma do crime foi encontrada em uma área de matagal situada entre a casa dos pais do suspeito e o salão de beleza onde a vítima foi atacada. Bruna chegava ao estabelecimento, na Rua dos Carecas, por volta das 13h10, quando foi surpreendida pelo adolescente de 16 anos.

O suspeito, que usava chapéu e uma touca ninja para esconder o rosto, portava um punhal e uma balestra. Ao notar a aproximação dele, a jovem tentou se refugiar no interior do salão, mas foi perseguida e atacada em um imóvel anexo. A perícia apontou que a estudante sofreu cerca de 20 perfurações, concentradas na região abdominal e nos braços, evidenciando tentativas desesperadas de defesa.

Apreensão e transferência no caso Bruna Loiola

Após o ataque violento, o menor fugiu a pé e se escondeu na residência dos pais. A motocicleta de seu pai, utilizada por ele na ação, foi abandonada devido a falhas mecânicas. Contudo, a rápida resposta do 2º Batalhão de Polícia Militar de Turismo (BPTur) resultou na apreensão do jovem minutos depois. Com ele, foram apreendidos a balestra com dez dardos, uma faca, quatro coquetéis molotov e um artefato semelhante a uma dinamite caseira.

O suspeito foi inicialmente encaminhado à Delegacia Regional de Barreirinhas, onde optou por permanecer em silêncio. Diante dos fatos, a Justiça determinou a internação provisória do menor, que foi transferido nesta quinta-feira (3) para uma unidade socioeducativa na capital, São Luís. Esse desdobramento é acompanhado de perto pela equipe responsável pela apuração do caso.

Histórico escolar violento e símbolos extremistas

A Polícia Civil do Maranhão busca agora traçar o perfil psicológico do agressor para compreender a dinâmica do crime. Investigadores revelaram que o adolescente possuía um histórico escolar alarmante, marcado por condutas violentas e misóginas. Ele já havia sido expulso de outro turno escolar após agredir fisicamente um colega e proferir ameaças de morte. Além disso, em ocasiões anteriores, foi flagrado portando arma branca e tesoura cirúrgica no colégio.

Durante as buscas em seus materiais didáticos, os agentes de segurança encontraram um caderno contendo desenhos de armas, bombas e anotações com referências à suástica, símbolo ligado ao nazismo. Professores e funcionários relataram que ele era um jovem extremamente isolado e de pouca interação social. Até o momento, a investigação em Água Doce do Maranhão descarta que o adolescente tenha sofrido episódios de bullying na escola.

A Polícia Civil do Maranhão seguirá realizando oitivas com testemunhas, incluindo o porteiro da escola onde Bruna estudava e familiares da vítima, para detalhar o relacionamento entre os jovens e elucidar definitivamente o caso Bruna Loiola.