Datafolha: Lula tem 38% e Flávio Bolsonaro, 33% no 1º turno

Nova pesquisa Datafolha traz Lula com 38% das intenções de voto contra 33% de Flávio Bolsonaro, reduzindo a diferença para apenas 5 pontos percentuais.

Datafolha: Lula tem 38% e Flávio Bolsonaro, 33% no 1º turno

BRASIL – Em nova pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3), Lula lidera com 38% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, que marca 33%.

Lula oscilou de 39% para 38%, o que reduziu a distância para Flávio Bolsonaro a apenas cinco pontos, a menor margem desde o mês de maio.

O escritor Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar, com 8%. Logo atrás, estão Ronaldo Caiado (4%), Renan Santos (3%) e Romeu Zema (2%). Samara Martins, Edmilson Costa e Rui Costa Pimenta registram 1% cada.

Completando a lista, Veterinário Wilson Grassi, Clariana Barão e Hertz Dias não pontuaram, enquanto 6% votam branco ou nulo e 3% seguem indecisos.

Cenário com Pablo Marçal

O Datafolha também apresentou uma simulação com Pablo Marçal (PRTB). Nesse cenário, Lula registra 39% e Flávio Bolsonaro, 32%.

Augusto Cury aparece com 7%, seguido por Ronaldo Caiado e Renan Santos, ambos com 4%. Romeu Zema e Pablo Marçal têm 2% cada, enquanto Samara Martins registra 1%.

Segundo a fonte, Marçal está inelegível em razão de uma condenação na Justiça Eleitoral, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda decidirá se ele poderá concorrer.

Simulações de segundo turno

Em uma eventual disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, o Datafolha aponta 46% para o petista e 44% para o candidato do PL. Outros 9% votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois, e 2% estão indecisos.

Contra Ronaldo Caiado, Lula aparece com 46%, ante 41% do adversário. Na simulação com Romeu Zema, o presidente tem 48% e o candidato do Novo, 39%.

Em um segundo turno contra Renan Santos, Lula registra 47%, enquanto o candidato do Missão aparece com 38%.

Dados da pesquisa

O Datafolha ouviu 2.002 eleitores entre 1º e 3 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais, sob registro no TSE BR-03669/2026, em levantamento encomendado pela Globo e pela Folha.

A pesquisa, encomendada pela Globo e pela Folha, ouviu 2.002 eleitores entre 1º e 3 de setembro. O registro no TSE é BR-03669/2026.

A pesquisa também aponta que 71% dos entrevistados estão totalmente decididos sobre o voto, enquanto 28% afirmam que ainda podem mudar de candidato.

Brasil convoca embaixador na Argentina após ofensas de Milei a Lula

Decisão representa um novo capítulo da tensão diplomática entre Brasil e Argentina.

Brasil convoca embaixador na Argentina após ofensas de Milei a Lula

BRASÍLIA - O Ministério das Relações Exteriores convocou para consultas o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, após declarações do presidente argentino, Javier Milei, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi anunciada neste domingo (26) e representa um novo episódio de tensão diplomática entre os dois países.

As declarações de Milei foram feitas no sábado (25), durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), em São Paulo. Na ocasião, o presidente argentino fez críticas a Lula e a integrantes do governo brasileiro.

A convocação de um embaixador para consultas é um procedimento diplomático utilizado quando um país considera necessário avaliar o relacionamento bilateral diante de fatos considerados relevantes. A medida não significa o rompimento das relações diplomáticas, mas demonstra o descontentamento do governo brasileiro com as declarações.

Governo brasileiro reage às declarações

Segundo o Itamaraty, a decisão foi tomada em resposta às falas de Javier Milei. O embaixador Julio Bitelli deverá retornar a Brasília para participar de reuniões no Ministério das Relações Exteriores sobre os próximos passos da relação entre Brasil e Argentina.

O episódio amplia o histórico de divergências entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Javier Milei, que mantêm posições políticas distintas e vêm trocando críticas públicas desde o início do governo argentino.

Relação entre Brasil e Argentina enfrenta novo momento de tensão

A convocação do embaixador ocorre em meio ao distanciamento diplomático entre Brasília e Buenos Aires. Desde que assumiu a Presidência da Argentina, Javier Milei e Lula não realizaram um encontro bilateral, e a relação entre os dois governos tem sido marcada por declarações públicas e divergências políticas.

PSD oficializa candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República

Ex-governador de Goiás representará o partido na disputa pelo Palácio do Planalto.

PSD oficializa candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República

SÃO PAULO - O PSD oficializou, neste domingo (26), a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão foi confirmada durante a convenção nacional da legenda, realizada na capital paulista, que reuniu dirigentes, parlamentares e lideranças do partido para homologar a chapa presidencial.

Durante o evento, Caiado defendeu propostas voltadas para áreas como segurança pública, desenvolvimento econômico e gestão pública. O político também afirmou que pretende apresentar uma alternativa ao atual cenário de polarização política no país.

A convenção marcou o encerramento do processo interno de definição do candidato do PSD para a disputa pelo Palácio do Planalto e oficializou o início da campanha eleitoral da legenda.

Convenção reúne lideranças do partido

A oficialização da candidatura ocorreu durante a convenção nacional do PSD, que reuniu representantes da sigla de diferentes estados.

Em seu discurso, Ronaldo Caiado destacou a importância da união do partido para a disputa eleitoral e defendeu a construção de um projeto nacional voltado ao crescimento econômico, ao fortalecimento da segurança pública e à melhoria da gestão do Estado.

PSD entra oficialmente na disputa presidencial

Com a homologação da candidatura, o PSD passa a integrar o grupo de partidos que já definiram seus candidatos à Presidência da República para as eleições de 2026.

A legenda agora dará início às agendas de campanha e às articulações políticas em todo o país, de olho na disputa pelo Palácio do Planalto.

Cachorro é submetido à eutanásia após ser baleado no MA; tutor acusa ex-PM de atirar no animal

Animal sofreu graves lesões na mandíbula e na língua após disparo. Tutor registrou ocorrência e pede responsabilização; Polícia Civil apura o caso.

Cachorro é submetido à eutanásia após ser baleado no MA; tutor acusa ex-PM de atirar no animal

TIMON – Um cachorro identificado como Bob morreu após ser baleado na zona rural de Timon, no leste do Maranhão. O disparo ocorreu no último dia 15 de julho e, diante da gravidade dos ferimentos, o animal foi submetido à eutanásia humanitária dois dias depois, em 17 de julho. O caso é investigado pela Polícia Civil do Maranhão.

Segundo o tutor do animal, Ageu Alves de Carvalho, estudante de Medicina Veterinária, o tiro teria sido efetuado por um ex-policial militar. A Polícia Civil informou que o caso é investigado por meio de inquérito instaurado no 2º Distrito Policial de Timon para apurar a autoria do crime.

Animal morreu após dois dias de internação

Após a morte de Bob, o tutor procurou a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, em Teresina (PI), para solicitar que o corpo fosse encaminhado para perícia. O resultado do exame deve contribuir para as investigações.

Cachorro voltou para casa gravemente ferido

De acordo com Ageu, moradores da região relataram ter ouvido um disparo e, em seguida, os gritos do cachorro. Após o tiro, Bob desapareceu e só retornou à residência da família no dia seguinte, já gravemente ferido.

O tutor informou que levou o animal para atendimento veterinário em Teresina e registrou um boletim de ocorrência no 2º Distrito Policial de Timon. Ele também afirma que um veículo ligado ao suspeito teria passado em frente à residência pouco tempo após o disparo.

Ferimentos inviabilizaram recuperação

O relatório veterinário apontou que o disparo provocou fraturas nos dois lados da mandíbula, laceração da língua, comprometimento do palato e de outros tecidos da cavidade oral. O projétil permaneceu alojado na região maxilomandibular.

Além dos traumas, Bob apresentava anemia, baixa contagem de plaquetas, aumento de células de defesa e sinais de dor intensa.

“Quebrou a mandíbula dos dois lados e lacerou a língua. O projétil ficou alojado na região da mandíbula. Quando fui ao ortopedista, ele explicou que seria uma cirurgia extremamente complexa e que o prognóstico era reservado a ruim”, contou Ageu.

Segundo a equipe veterinária, as possibilidades de tratamento envolviam procedimentos de alta complexidade, longo período de recuperação e poucas chances de sucesso. Diante do quadro, foi recomendada a eutanásia humanitária para evitar o sofrimento do animal.

Tutor relata outro episódio

O tutor afirmou que Bob já havia sido atingido por um disparo em 2025, mas sofreu apenas um ferimento superficial e conseguiu se recuperar.

Uma moradora da região, que preferiu não se identificar, também relatou à reportagem do g1 que o homem apontado pelo tutor já teria sido citado por moradores em outros casos de maus-tratos contra animais. As informações, no entanto, não foram confirmadas oficialmente pelas autoridades.

A Polícia Civil informou que o inquérito instaurado no 2º Distrito Policial de Timon segue em andamento para esclarecer a autoria e as circunstâncias do caso.

Justiça Federal condena ex-secretário de Saúde de Mata Roma por fraude em registros do SUS

Segundo a Justiça Federal, as irregularidades resultaram no recebimento indevido de recursos destinados à reabilitação de pacientes com sequelas da covid.

Justiça Federal condena ex-secretário de Saúde de Mata Roma por fraude em registros do SUS

MATA ROMA - A Justiça Federal condenou o ex-secretário de Saúde de Mata Roma (MA) por atos de improbidade administrativa após reconhecer sua participação em uma fraude envolvendo registros de procedimentos no Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS). 

As irregularidades resultaram no recebimento indevido de recursos federais destinados à reabilitação de pacientes com sequelas da covid-19.

Justiça Federal acatou pedido do MPF

A condenação foi obtida pelo Ministério Público Federal (MPF), que investigou o caso a partir de auditorias do Ministério da Saúde e de relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU). As apurações começaram em 2022, após a identificação de indícios de manipulação nos registros de atendimentos de reabilitação pós-covid lançados no sistema do SUS.

As auditorias apontaram uma concentração atípica de recursos destinados a esse tipo de atendimento no Maranhão. Do total de cerca de R$ 21 milhões repassados pelo governo federal a municípios de todo o país para ações de reabilitação pós-covid, aproximadamente R$ 19,7 milhões foram destinados a cidades maranhenses, o equivalente a 93,3% do total.

Durante a investigação, o MPF identificou que Mata Roma registrou no SIA/SUS o atendimento de 695 pacientes entre janeiro e abril de 2022. O número, porém, era superior ao total de moradores do município que haviam contraído covid-19 no mesmo período.

Somente em março daquele ano, foram informados ao sistema 16.020 procedimentos. Segundo cálculos da CGU, para que todos os atendimentos tivessem sido realizados, cada fisioterapeuta teria que atender cerca de 267 pacientes por dia, com média de apenas cinco minutos por sessão.

A fiscalização também encontrou divergências na documentação apresentada pela prefeitura. Foram localizadas apenas 117 fichas de atendimento, com registro de 465 procedimentos, enquanto o SIA/SUS apontava a realização de 34.280 atendimentos durante todo o ano. Para a CGU, os documentos não comprovavam a produção informada ao sistema.

Pacientes que apareciam nos registros do SUS também foram ouvidos pelo MPF. Alguns afirmaram nunca ter feito tratamento para sequelas da covid-19 e relataram que as sessões de fisioterapia realizadas tinham outros objetivos, como tratar dores na coluna e hérnia de disco. A investigação identificou ainda um paciente que morreu em janeiro de 2022, mas continuou listado como beneficiário de atendimentos até abril daquele ano.

Fisioterapeutas do município também prestaram depoimento e informaram ter atendido poucos pacientes com sequelas da covid-19. Alguns disseram, inclusive, nunca ter realizado esse tipo de procedimento.

Uma sindicância aberta pelo próprio município de Mata Roma concluiu que os arquivos eletrônicos com os registros dos procedimentos eram enviados por e-mail pela Secretaria Municipal de Saúde ao responsável pelo processamento do SIA/SUS. A função do servidor era apenas importar os dados para o sistema, sem fazer alterações nas informações.

Segundo a investigação municipal, os arquivos eram encaminhados pelo então secretário de Saúde. A Justiça Federal considerou esse fato uma das principais provas da participação direta do ex-gestor nas irregularidades.

Bloqueio de verbas

Em novembro de 2022, a Justiça Federal do Maranhão, a pedido do MPF, já havia determinado o bloqueio de R$ 688 mil do Fundo Municipal de Saúde (FMS) de Mata Roma

A verba foi bloqueada pela Justiça devido a inserção dos dados falsos no SIA.

Mata Roma é um dos 46 municípios maranhenses investigados pelo MPF com indícios de recebimento de maneira fraudulenta de repasses federais oriundos de emendas parlamentares, o que resultou, até o momento, na requisição de instauração de 28 inquéritos policiais. 

Em outubro de 2022, a Justiça Federal já tinha determinado o bloqueio de R$ 78 milhões das contas dos Fundos de Saúde de 20 municípios do Maranhão

Estados Unidos isentam 471 produtos de nova tarifa de 12,5%

Entre os itens poupados da nova tarifa estão café, petróleo, gás natural, fertilizantes, madeira, suco de laranja e derivados de açaí.

Estados Unidos isentam 471 produtos de nova tarifa de 12,5%

BRASIL - Os Estados Unidos divulgaram uma lista com 471 produtos brasileiros que ficarão isentos da nova sobretaxa de 12,5% imposta sob a alegação de falhas no combate ao trabalho forçado. Entre os itens poupados da tarifa estão café, petróleo, gás natural, fertilizantes, madeira, suco de laranja e derivados de açaí.

A relação foi publicada nesta quinta-feira (23) pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e reúne exceções distribuídas em 20 grandes categorias de produtos.

A nova tarifa entra em vigor na madrugada desta sexta-feira (24) e, para os produtos que não foram incluídos na lista de exceções, será somada à sobretaxa de 25% aplicada pelos EUA desde quarta-feira (22), elevando a tributação total para 37,5% em parte das exportações brasileiras.

O que ficou de fora da tarifa

A lista de exceções contempla produtos considerados estratégicos para o comércio entre Brasil e Estados Unidos e também insumos utilizados pela indústria americana.

Entre os principais itens isentos estão:

  • café;
  • petróleo e derivados;
  • gás natural;
  • fertilizantes;
  • madeira e produtos de madeira;
  • suco de laranja;
  • derivados de açaí;
  • defensivos agrícolas;
  • couros e peles;
  • ferro-gusa;
  • resíduos e sucata de alumínio;
  • equipamentos para fabricação de semicondutores;
  • determinados medicamentos e ingredientes farmacêuticos;
  • obras de arte, antiguidades e itens de coleção.

Também ficaram de fora diversos insumos industriais, minerais, resíduos metálicos e produtos utilizados pelas cadeias de tecnologia e farmacêutica.

Como funciona a tarifa

A nova sobretaxa foi anunciada após uma investigação conduzida pelo governo estadunidense com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

Segundo o USTR, o Brasil integra o grupo de países que, na avaliação americana, não adotam mecanismos suficientes para impedir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.

Apesar disso, o governo dos EUA decidiu excluir centenas de produtos da medida.

Segundo o órgão, as isenções consideram fatores como a importância de determinados insumos para a economia americana, compromissos comerciais já existentes e características específicas de alguns mercados.

Tarifa acumulada

Os produtos brasileiros que não aparecem na lista de exceções passarão a enfrentar uma sobretaxa adicional de 12,5%.

Como a medida será aplicada de forma cumulativa à tarifa de 25% que entrou em vigor nesta semana, parte das exportações brasileiras poderá pagar 37,5% para entrar no mercado estadunidense.

A nova alíquota, na prática, substitui a tarifa global temporária de 10% aplicada desde fevereiro deste ano.

Exceções internacionais

Além das isenções por produto, os Estados Unidos também criaram regras diferenciadas para alguns parceiros comerciais.

Países e blocos como Argentina, Bangladesh, Camboja, Equador, El Salvador, União Europeia, Guatemala, Indonésia, Jordânia, Malásia, Suíça, Taiwan e Reino Unido tiveram tratamento específico em razão de acordos comerciais ou de mecanismos considerados mais robustos de combate ao trabalho forçado.

Para parte das importações de vestuário e têxteis provenientes de Bangladesh, Camboja, Indonésia e Malásia, por exemplo, foi criado um sistema de cotas que permite a entrada sem a tarifa da Seção 301, desde que as empresas utilizem algodão e outros insumos produzidos nos Estados Unidos.

Motivação

Segundo o governo estadunidense, o Brasil integra o grupo de 54 países que não proíbem nem fiscalizam de forma efetiva a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado em seus mercados internos.

Na avaliação do USTR, essa falha cria uma vantagem competitiva indevida, ao permitir a circulação de mercadorias produzidas a custos menores.

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que a prática prejudica empresas e trabalhadores estadunidenses.

"A falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável. Isso força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual", destacou Greer em comunicado.

Produtos 

O relatório afirma que, entre 2021 e 2025, o Brasil importou produtos associados ao trabalho forçado em cinco segmentos:

  1. alumínio;
  2. algodão;
  3. eletrônicos;
  4. baterias de lítio;
  5. tabaco.

 

Segundo o USTR, esses produtos poderiam entrar no mercado brasileiro com preços artificialmente reduzidos e, posteriormente, influenciar a competitividade das exportações nacionais.

O documento também menciona que, embora o Brasil participe de acordos internacionais de combate ao trabalho escravo e mantenha a chamada Lista Suja do Trabalho Escravo, o país não detém, na avaliação dos Estados Unidos, mecanismos considerados suficientes para impedir a importação desses bens.

Países

A investigação alcançou 60 parceiros comerciais dos Estados Unidos.

Além do Brasil, outros 53 países receberam a sobretaxa de 12,5%, entre eles China, Argentina, Austrália, Japão, Índia, Reino Unido e África do Sul.

Canadá, México, Equador, Indonésia, Paquistão e a União Europeia foram enquadrados em outra categoria e terão tarifa adicional de 10%, por já manterem mecanismos legais de controle, embora considerados insuficientes pelos EUA.

Tarifa 

A nova medida se soma à tarifa de 25% aplicada nesta semana sobre parte das exportações brasileiras, resultado de outra investigação conduzida pelo USTR.

Nesse processo, o governo estadunidense acusou o Brasil de adotar práticas comerciais consideradas desleais, citando questões como acesso ao mercado de etanol, propriedade intelectual, combate à corrupção, desmatamento ilegal e políticas comerciais preferenciais.

Com a nova decisão, empresas brasileiras poderão enfrentar uma carga tarifária total de até 37,5% em parte das exportações destinadas aos Estados Unidos.

As novas tarifas anunciadas nesta quinta substituem a taxa global de 10% anunciada por Trump em fevereiro deste ano. Na ocasião, a Suprema Corte dos Estados Unidos havia derrubado as "tarifas recíprocas" impostas pelo presidente estadunidense no ano passado.

Reação brasileira

Em nota, o governo brasileiro criticou a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos e classificou a medida como "arbitrária" e "injustificada". Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), o Brasil apresentou ao governo norte-americano informações sobre sua legislação e os mecanismos de fiscalização para impedir a importação de produtos associados ao trabalho forçado, além de destacar o reconhecimento internacional do país no combate ao trabalho escravo.

O texto também informa que o governo pretende recorrer aos mecanismos previstos na Lei de Reciprocidade e levar o caso ao sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O governo brasileiro já havia contestado as conclusões da investigação. Em manifestação anterior, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que eventuais sanções seriam desproporcionais e defendeu que o país mantém legislação e acordos internacionais voltados ao combate ao trabalho forçado.

Segundo o chanceler, o Brasil dispõe de mecanismos de fiscalização e cooperação internacional para impedir a circulação de produtos produzidos em condições análogas à escravidão.

Enquanto avalia uma resposta diplomática, o governo mantém medidas de apoio às empresas exportadoras afetadas pelas tarifas americanas por meio do Plano Brasil Soberano, que prevê linhas de crédito e incentivo à abertura de novos mercados.

PF investiga débito previdenciário de R$ 503,6 milhões da Prefeitura de Imperatriz

Inquérito apura possível apropriação indébita previdenciária após representação da Receita Federal; prefeito Rildo Amaral e secretário municipal deverão ser ouvidos.

PF investiga débito previdenciário de R$ 503,6 milhões da Prefeitura de Imperatriz

IMPERATRIZ – A Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar um débito previdenciário da Prefeitura de Imperatriz, no valor de R$ 503.668.255,31, e apurar a possível prática do crime de apropriação indébita previdenciária. A investigação foi aberta em 21 de maio de 2026, após representação da Receita Federal.

A apuração tramita no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em razão do foro do prefeito Rildo Amaral (PP). O gestor e o secretário municipal responsável pelas áreas de Administração e Finanças deverão ser ouvidos como investigados.

A apropriação indébita previdenciária pode ocorrer quando valores descontados dos trabalhadores deixam de ser repassados à Previdência Social.

Como começou a investigação

Segundo a portaria da Polícia Federal, a investigação teve origem em uma fiscalização realizada pela Receita Federal nas contas da Prefeitura de Imperatriz.

A auditoria identificou um débito previdenciário de R$ 503.668.255,31, formalizado em julho de 2025. As informações foram encaminhadas à Polícia Federal para apuração criminal.

De acordo com o documento, até a instauração do inquérito não havia registro de pagamento ou parcelamento da dívida. A PF também determinou que a Receita Federal atualize as informações sobre o débito e informe se houve cobrança judicial ou celebração de acordo para parcelamento.

O delegado responsável pelo caso solicitou ao TRF-1 a prorrogação das investigações por mais 120 dias.

O que diz a Prefeitura de Imperatriz

Em nota, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) informou que o débito é referente ao exercício de 2024, antes da posse do prefeito Rildo Amaral, ocorrida em janeiro de 2025.

Segundo a PGM, a atual administração foi notificada sobre a dívida em outubro de 2025 e adotou medidas para responsabilizar a gestão anterior.

A prefeitura afirmou ainda que instaurou uma tomada de contas especial no Tribunal de Contas para apurar o caso, apresentou representação criminal ao Ministério Público Federal (MPF) e ajuizou uma ação por improbidade administrativa na Justiça Federal para investigar o destino dos recursos.

Ex-prefeitos

O ex-prefeito Assis Ramos afirmou que não é citado nas investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal.

Segundo ele, durante os dois mandatos à frente da Prefeitura de Imperatriz, o município negociou o parcelamento de débitos previdenciários acumulados em administrações anteriores.

O Grupo Mirante tentou contato com o ex-prefeito Sebastião Madeira, mas não recebeu resposta até a última atualização desta matéria.

PT aciona TSE contra Flávio Bolsonaro por falas sobre urnas eletrônicas

Federação Brasil da Esperança pede multa e remoção de postagens após Flávio Bolsonaro divulgar informação já desmentida pelo TSE

PT aciona TSE contra Flávio Bolsonaro por falas sobre urnas eletrônicas

BRASÍLIA – A Federação Brasil da Esperança (Fé Brasil), formada por PT, PV e PCdoB, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (22) contra o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por divulgar informações falsas sobre as urnas eletrônicas.

A representação foi protocolada um dia após Flávio afirmar que as urnas eletrônicas utilizadas no Brasil foram produzidas pela empresa venezuelana Smartmatic, informação já desmentida pelo TSE.

Na ação, a federação pede a aplicação de multa de R$ 30 mil ao senador e a remoção de publicações que associem a empresa ao sistema eletrônico de votação brasileiro.

Pedido ao TSE

Além de Flávio Bolsonaro, a ação também cita o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), a deputada federal Júlia Zanata (PL-SC) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Segundo a Federação Brasil da Esperança, os aliados do senador divulgaram postagens que propagam desinformação sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro.

Documento dos Estados Unidos

De acordo com a representação, os parlamentares utilizaram um documento divulgado pelo governo dos Estados Unidos em 10 de julho para sugerir que teria havido manipulação nas eleições da Venezuela entre 2004 e 2020.

Os partidos afirmam, porém, que o relatório não faz qualquer referência ao processo eleitoral brasileiro nem às urnas eletrônicas, e que essa informação foi retirada de contexto para sustentar as publicações.

Alegações da federação

Na ação, a Federação Brasil da Esperança afirma que não existe qualquer relação entre as conclusões do documento norte-americano e o sistema eletrônico de votação do Brasil.

Segundo os partidos, a ausência dessa informação nas manifestações públicas dos representados caracteriza a divulgação de desinformação sobre o processo eleitoral.

A assessoria de Flávio Bolsonaro foi procurada para comentar a representação, mas até então não se manifestou.

Justiça do DF manda Virginia apagar publicidade irregular de bets

Influenciadora está proibida de fazer postagens que sugiram lucro fixo.

Justiça do DF manda Virginia apagar publicidade irregular de bets

DISTRITO FEDERAL - A Justiça do Distrito Federal determinou que a influenciadora digital Virginia Fonseca retire de suas redes sociais postagens de propaganda de apostas eletrônicas (bets) que não estão acordo com as regras da legislação.

A decisão foi proferida nessa terça-feira (21) pelo desembargador Renato Rodovalho Scussel, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, e atendeu ao pedido liminar feito pelo Ministério Público (MP).

Pela decisão, Virginia terá prazo de 48 horas para retirar postagens feitas em parceria com a plataforma de apostas Blaze, que também foi acionada pelo MP.

O magistrado determinou que Virginia está proibida de fazer postagens que sugiram lucros fixos, renda extra, fonte de renda, investimento ou forma alternativa de emprego.

Segundo o desembargador, a legislação que autorizou o funcionamento das plataformas de bets impede a realização de publicidade com sugestões de ganho fácil com as apostas eletrônicas.

"A remoção de conteúdo deve limitar-se às publicações concretas que permaneçam acessíveis e que contrariem os comandos objetivos ora estabelecidos. Não se justifica, em cognição sumária, determinar a retirada indistinta de todo conteúdo relacionado a apostas, pois a atividade publicitária, dentro dos limites legais, não é proibida", afirmou.

A Agência Brasil entrou em contato com a defesa de Virginia e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestação.

Pagamento solidário de R$ 120 milhões

No início deste mês, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) protocolou uma ação civil pública contra a influenciadora digital e a plataforma de apostas Blaze.

O órgão pede a condenação de ambos ao pagamento solidário de R$ 120 milhões em danos morais coletivos pela divulgação abusiva do site de apostas.

Na ação, o MP também solicitou uma liminar para proibir a influenciadora de divulgar publicidade irregular de bets, mas o pedido foi rejeitado pela primeira instância da Justiça do Distrito Federal. Em seguida, o MP recorreu à segunda instância.