Comércio do Maranhão deve abrir mais de 1000 vagas formais no fim de 2026

Estudo da Fecomércio-MA aponta estimativa de 888 contratações no varejo da capital no quarto trimestre, apesar da postura cautelosa dos empresários.

Comércio do Maranhão deve abrir mais de 1000 vagas formais no fim de 2026

SÃO LUÍS - A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA) divulgou pesquisa onde projeta a criação de aproximadamente 1.088 postos de trabalho formais no comércio varejista do estado no último trimestre de 2026. 

Desse total, estimam-se 888 vagas geradas em São Luís. O resultado vem após o setor acumular um saldo negativo de -386 empregos formais no Maranhão e de -1.210 na capital entre janeiro e agosto deste ano.

Retrospectiva do mercado de trabalho no varejo

A necessidade de contratação no final de ano surge em um contexto de encerramento de postos de trabalho ao longo de 2026. No quarto trimestre de 2025, de acordo com o Novo Caged, o comércio varejista havia registrado saldo positivo de 1.066 vagas no estado, das quais 870 foram abertas em São Luís.

No entanto, o primeiro trimestre de 2026 eliminou -2.282 empregos no Maranhão e -1.155 na capital. O saldo combinado desses dois períodos fechou negativo em -1.216 postos no estado e -285 em São Luís, demonstrando que a movimentação do fim de 2025 não se sustentou no início deste ano.

Confiança empresarial e intenção de investimento

A projeção de empregos para o fim de 2026 baseia-se também no Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) de São Luís, que alcançou 113,6 pontos em outubro, alta de 3,7% frente aos 109,5 pontos de outubro de 2025. O subíndice de contratações avançou 2,1%, passando de 131 para 133,7 pontos, com 61,3% dos entrevistados indicando intenção de aumentar discretamente o quadro de funcionários.

Apesar do otimismo com as vendas sazonais, 69,9% dos empresários avaliam que a economia brasileira piorou e 55,5% consideram que as condições do comércio se deterioraram. O indicador de condições atuais subiu para 84,8 pontos, mas permanece abaixo da margem de satisfação (100 pontos). Além disso, o indicador de investimentos caiu 2% (de 99,3 para 97,3 pontos), com 50,2% dos comerciantes relatando redução nos aportes.

Para o presidente da Fecomércio-MA, Maurício Feijó, o foco das empresas no último trimestre está na eficiência operacional e na rentabilidade.

"O grande desafio do comércio no fim de ano é atender ao aumento das vendas mantendo o equilíbrio financeiro. O empresário precisa reforçar a equipe com cautela, gerenciando custos operacionais, incertezas do mercado e as discussões sobre a adoção da escala 5x2. A contratação temporária ajudará a mitigar as perdas do ano, mas a expansão sustentável do emprego exige cautela", avalia.

TST suspende julgamento de dissídio da greve dos Correios

Análise do caso será retomada na quinta-feira (24).

TST suspende julgamento de dissídio da greve dos Correios

BRASÍLIA - O Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspendeu nesta segunda-feira (21) o julgamento do dissídio coletivo da greve dos Correios. A análise do caso será retomada na próxima quinta-feira (24), às 15h30.

Os ministros acataram questão de ordem formulada pelo ministro Vieira de Mello Filho, presidente do TST, para que os sindicatos que representam os trabalhadores possam se manifestar, no prazo de 48 horas, sobre novos documentos que pedem o reconhecimento da abusividade da greve.

"Os documentos foram juntados na sexta à noite e no sábado. Não houve controvérsia sobre os documentos. Nós estaríamos em desapreço ao devido processo legal, porque estaríamos fundamentando uma decisão em documentos não examinados pela parte contrária", justificou.

Greve dos Correios

O movimento grevista teve início na última quinta-feira (10). Segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), a deflagração ocorreu após as negociações da campanha salarial deste ano terminarem sem acordo.

Na semana passada, o TST determinou a manutenção de 80% do efetivo de trabalhadores dos Correios durante a greve da categoria. O presidente entendeu que o serviço prestado pelos Correios é essencial e que a greve pode impactar nas eleições.

Após a deflagração da greve, a estatal informou que acionou um plano de continuidade de negócios para garantir as entregas.

Locais de difícil acesso no MA terão transmissão de boletins de urna via satélite

Tecnologia via satélite nas eleições de 2026 enviará votos de 66 locais de difícil acesso no Maranhão direto ao TSE. Entenda como funcionará o processo.

Locais de difícil acesso no MA terão transmissão de boletins de urna via satélite

BALSAS - Nas eleições de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) vai utilizar transmissão via satélite para enviar os boletins de urna de 66 locais de votação considerados de difícil acesso.

A transmissão ocorrerá após o fim da votação em 4 de outubro, no primeiro turno das eleições, e em 25 de outubro, caso haja segundo turno.

Segundo o TRE-MA, esses pontos são chamados de Postos Avançados de Transmissão (PATs). Eles utilizam equipamentos da Justiça Eleitoral para enviar os dados com segurança e agilidade, contribuindo para o processo de totalização dos votos.

Em cada um desses locais, técnicos responsáveis pela operação levarão uma antena Starlink Mini e um notebook. Os equipamentos permitirão estabelecer a conexão necessária para a transmissão dos resultados.

Após a urna eletrônica emitir os resultados, técnicos enviarão as informações, via estrutura, diretamente ao TSE nas eleições.

A operação faz parte da estratégia de logística e tecnologia para as eleições no Maranhão, especialmente por causa das características geográficas do estado e da existência de comunidades localizadas em ilhas e aldeias indígenas, por exemplo, distantes dos grandes centros urbanos e de áreas com infraestrutura convencional de comunicação.

Além de contornar problemas de conectividade, a iniciativa nas eleições de 2026 agiliza a totalização dos votos em locais remotos.

Cidades que usarão a tecnologia

A relação divulgada reúne 66 locais de votação distribuídos pelos seguintes municípios:

  • Humberto de Campos — 32ª zona eleitoral — 4 locais;
  • Grajaú — 15ª zona eleitoral — 1 local;
  • Bom Jesus das Selvas — 95ª zona eleitoral — 2 locais;
  • Morros — 110ª zona eleitoral — 1 local;
  • Icatu — 31ª zona eleitoral — 1 local;
  • Tasso Fragoso — 11ª zona eleitoral — 1 local;
  • Alto Parnaíba — 11ª zona eleitoral — 2 locais;
  • Santa Quitéria do Maranhão — 24ª zona eleitoral — 1 local;
  • Turiaçu — 39ª zona eleitoral — 4 locais;
  • Anapurus — 24ª zona eleitoral — 2 locais;
  • Itinga do Maranhão — 98ª zona eleitoral — 1 local;
  • Araioses — 12ª zona eleitoral — 3 locais;
  • Santa Helena — 83ª zona eleitoral — 1 local;
  • Santa Luzia — 70ª zona eleitoral — 1 local;
  • Centro Novo do Maranhão — 100ª zona eleitoral — 1 local;
  • Conceição do Lago-Açu — 66ª zona eleitoral — 1 local;
  • Sítio Novo — 99ª zona eleitoral — 1 local;
  • Carolina — 26ª zona eleitoral — 3 locais;
  • Zé Doca — 96ª zona eleitoral — 1 local;
  • Alto Alegre do Pindaré — 70ª zona eleitoral — 1 local;
  • Bom Jardim — 78ª zona eleitoral — 7 locais;
  • Governador Newton Bello — 96ª zona eleitoral — 2 locais;
  • Cândido Mendes — 64ª zona eleitoral — 2 locais;
  • Balsas — 22ª zona eleitoral — 4 locais;
  • Alcântara — 52ª zona eleitoral — 1 local;
  • Serrano do Maranhão — 107ª zona eleitoral — 1 local;
  • Amarante do Maranhão — 99ª zona eleitoral — 3 locais;
  • Cururupu — 14ª zona eleitoral — 12 locais;
  • Lago Verde — 66ª zona eleitoral — 1 local.

Flávio evita ataques à oposição e mira custo de vida por “voto útil”

Com foco no Sudeste e promessas de reduzir o custo de vida, Flávio Bolsonaro busca o voto útil para vencer Lula e evitar um segundo turno na eleição.

Flávio evita ataques à oposição e mira custo de vida por “voto útil”

BRASIL – O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, vai reforçar o discurso sobre a redução do custo de vida e buscar o chamado “voto útil” de eleitores que hoje declaram apoio a outros candidatos de direita. A estratégia é tentar antecipar uma migração de votos que poderia ocorrer naturalmente em um eventual segundo turno.

A campanha pretende fazer esse movimento sem ataques diretos a Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo). A orientação é apresentar Flávio como o nome com melhores condições, segundo a própria campanha, de enfrentar Lula (PT).

Na quinta-feira (17), durante um ato em Vitória da Conquista (BA) e em uma live semanal, Flávio fez um apelo aos eleitores dos demais candidatos:

“Vocês que estão pensando em votar em outros candidatos, que são meus concorrentes, pensem na possibilidade de votar em Flávio Bolsonaro no primeiro turno, para a gente resolver logo.”

Custo de vida entra no centro da campanha

Para tentar conquistar eleitores que desaprovam o governo Lula, Flávio passou a dar mais espaço a temas como endividamento, inflação, juros e custo de vida.

Entre as propostas apresentadas pela campanha estão:

redução de impostos sobre energia e combustíveis;

revisão da reforma tributária para diminuir a alíquota do IVA;

investimentos em logística e armazenagem de safras;

estímulo à produção nacional de fertilizantes;

criação de um programa de renegociação de dívidas.

A coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, afirma que o programa de renegociação pretende alcançar mais de 100 milhões de brasileiros e utilizar ativos da União para ajudar na recuperação financeira de pessoas endividadas.

A equipe econômica também defende que a redução mais duradoura da inflação e dos juros depende de um ajuste das contas públicas. A campanha passou a trabalhar com uma meta de corte de despesas equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

O detalhamento sobre quais despesas seriam reduzidas, porém, ainda não foi apresentado. Segundo a campanha, o desenho técnico completo das medidas será divulgado após a eleição.

Disputa pelo eleitor endividado

O discurso sobre custo de vida e endividamento também mira eleitores de classe média e de renda mais baixa, segmentos disputados pela campanha de Lula.

O coordenador da candidatura de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), busca associar inflação, juros, endividamento e dificuldade de acesso ao crédito à atual gestão federal.

“O PT mente no Orçamento e afunda os brasileiros em dívidas. Voltaremos a ter responsabilidade fiscal, controle da inflação, juros baixos e crédito acessível para que as famílias brasileiras voltem a comprar móveis e eletrodomésticos, não apenas o básico”, afirmou Marinho.

Bolsa Família

O reajuste de 15% do Bolsa Família anunciado pelo governo também entrou na estratégia da campanha.

Flávio criticou o momento escolhido para o aumento e atribuiu à medida uma finalidade eleitoral, mas decidiu não recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar suspender o reajuste.

O deputado Zé Trovão (PL-SC) apresentou uma ação contra a medida, mas o movimento foi desautorizado publicamente por Flávio. O relator do caso, ministro André Mendonça, rejeitou o pedido.

A campanha afirma que sua estratégia é não recorrer contra o aumento do benefício. Nas redes sociais, aliados têm concentrado as críticas no momento do anúncio, sem atacar diretamente o reajuste.

Flávio chamou o aumento de “merreca” e questionou por que Lula não havia ampliado o benefício anteriormente. Depois, afirmou que o presidente tentava “comprar o voto dos pobres” com a medida.

Foco no Sudeste

A busca pelo voto útil será acompanhada por uma concentração das agendas de Flávio no Sudeste nas duas semanas que antecedem o primeiro turno.

A campanha pretende priorizar São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os três maiores colégios eleitorais do país. Juntos, os estados concentram cerca de 40% do eleitorado brasileiro.

A previsão é que Flávio passe por cada um deles pelo menos duas vezes até o fim da campanha e encerre as agendas do primeiro turno no Rio de Janeiro.

A estratégia também considera o desempenho registrado pela candidatura na região nas pesquisas. Segundo levantamento da Quaest citado pelo jornal, Flávio aparecia à frente de Lula no Sudeste em uma simulação de segundo turno.

STF continua entre os temas da campanha

A crise no Supremo Tribunal Federal (STF), que ganhou espaço no discurso de Flávio nas últimas semanas, continuará sendo abordada, mas deverá dividir espaço com a agenda econômica.

Na semana passada, o candidato dedicou parte de seu programa eleitoral a um pronunciamento de 4 minutos e 20 segundos. Na fala, mencionou um “desequilíbrio institucional” e associou Lula ao ministro Alexandre de Moraes.

A campanha também acompanha o desgaste provocado pela investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, relacionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

O deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), integrante da campanha, afirmou que o tema do STF pode ajudar na aproximação com eleitores de Caiado e Zema.

“Já vimos muitas pessoas pedindo que os eleitores do Zema e Caiado entendam esse momento. A questão do STF é favorável à direita, porque todo mundo sabe a relação entre Lula e STF”, afirmou.

Estratégia evita ataques aos adversários

Apesar de buscar eleitores de outros candidatos, a campanha de Flávio pretende evitar um confronto direto com os nomes da direita.

A estratégia é preservar as relações políticas para uma eventual segunda etapa da eleição e, ao mesmo tempo, tentar convencer os eleitores de Cury, Caiado, Renan e Zema a antecipar o voto em Flávio.

O movimento, porém, provocou reação entre os adversários.

Caiado classificou a estratégia de “desrespeitosa”.

Renan Santos, por sua vez, minimizou a possibilidade de perder apoio na reta final e afirmou que pretende continuar fazendo oposição a Flávio.

“Se tem algum efeito, é marginal. Ele está aproveitando que o momento agora é bom para ele para tentar fazer isso”, afirmou Renan.

PF entrega íntegra de celular de Vorcaro a Mendonça e Fux

Após pedido, PF entrega íntegra do celular de Daniel Vorcaro aos ministros André Mendonça e Luiz Fux em meio a disputas no STF sobre o Banco Master.

PF entrega íntegra de celular de Vorcaro a Mendonça e Fux

BRASIL – A Polícia Federal (PF) entregou nesta quinta-feira (17) aos gabinetes dos ministros André Mendonça e Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), a íntegra dos dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Os dois ministros haviam solicitado acesso ao material na quarta-feira (16).

A entrega ocorre em meio à disputa entre integrantes da Corte sobre a condução das investigações relacionadas ao Banco Master e amplia o número de ministros com acesso direto ao conteúdo do aparelho.

Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes já haviam recebido cópias dos dados diretamente da PF no início da semana.

Mendonça havia resistido ao compartilhamento

Relator das investigações relacionadas ao Banco Master, André Mendonça havia resistido, na semana passada, ao pedido de outros ministros para que a íntegra dos dados do celular fosse compartilhada antes da sessão que analisaria mensagens atribuídas a Vorcaro e Alexandre de Moraes.

Na ocasião, Mendonça afirmou que as informações necessárias para o julgamento já estavam disponíveis nos autos e argumentou que a abertura de todo o conteúdo poderia tumultuar a sessão.

O ministro também informou que havia recebido uma cópia de segurança da extração realizada pela PF, mas disse que o material permanecia lacrado em seu gabinete e que não havia acessado o conteúdo.

Ministros recorreram à Polícia Federal

A disputa levou Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes a recorrerem diretamente à Polícia Federal.

A corporação informou ao presidente do STF, Edson Fachin, que mantinha sob sua custódia o material original e poderia produzir cópias idênticas da extração sem comprometer a cadeia de custódia.

Os dados foram, então, encaminhados aos gabinetes dos ministros que solicitaram acesso.

Com a entrega da íntegra do aparelho, outros conteúdos das conversas de Vorcaro passaram a ser conhecidos pelos integrantes da Corte.

Conversas envolvem filho de Fux e Nunes Marques

Após os dados chegarem aos ministros, vieram a público conversas de Daniel Vorcaro com o advogado Rodrigo Fux, filho de Luiz Fux.

Também foram identificadas mensagens com referências ao ministro Kassio Nunes Marques.

Durante a sessão de terça-feira (15), André Mendonça afirmou que só havia tomado conhecimento naquele momento da existência de referências a outros integrantes do STF no material apreendido.

O relator reiterou que não havia aberto a cópia de segurança mantida em seu gabinete.

Julgamento foi interrompido

O conteúdo do celular de Daniel Vorcaro se tornou um dos principais pontos de discussão entre os ministros sobre a condução do caso Banco Master.

A sessão realizada na terça-feira (15), convocada inicialmente para analisar os desdobramentos das mensagens atribuídas a Vorcaro e Alexandre de Moraes, foi interrompida após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.

A análise do material ocorre em meio às divergências entre os integrantes do STF sobre a investigação e sobre a atuação de Mendonça como relator do caso.

Pesquisa Datafolha, 1° turno: Lula, 39%; Flávio Bolsonaro, 36%; Cury, 6%; Caiado, 4%; Renan, 3%; Zema, 2%

Pesquisa Datafolha mostra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 36%; demais candidatos registram entre 6% e 0% na disputa presidencial.

Pesquisa Datafolha, 1° turno: Lula, 39%; Flávio Bolsonaro, 36%; Cury, 6%; Caiado, 4%; Renan, 3%; Zema, 2%

BRASIL – Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17) aponta Lula (PT) com 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro (PL) com 36% na disputa pela Presidência da República.

O levantamento, encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, indica estabilidade em relação à pesquisa anterior, divulgada no dia 11.

Na rodada anterior, Lula também registrava 39%, enquanto Flávio Bolsonaro tinha 35%. O escritor Augusto Cury (Avante) permanece com 6%.

Números da pesquisa Datafolha no primeiro turno

No levantamento estimulado, os resultados são:

  • Lula (PT): 39% (eram 39%);
  • Flávio Bolsonaro (PL): 36% (eram 35%);
  • Augusto Cury (Avante): 6% (eram 6%);
  • Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 4%);
  • Renan Santos (Missão): 3% (eram 3%);
  • Romeu Zema (Novo): 2% (eram 2%);
  • Samara Martins (UP): 1% (era 1%);
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 1% (era 1%);
  • Edmilson Costa (PCB): 0% (era 1%);
  • Clariana Barão (DC): 0% (era 1%);
  • Hertz Dias (PSTU): 0% (era 0%);
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0% (era 0%).

Os eleitores que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos nomes somam 6%, mesmo percentual da pesquisa anterior. Os indecisos passaram de 4% para 3%.

Dados do levantamento

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 15 e 16 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04029/2026.

Pesquisa Datafolha, 2º turno: Lula, 46%; Flávio Bolsonaro, 44%

Pesquisa Datafolha mostra Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico no 2º turno; presidente também é testado contra outros quatro nomes.

Pesquisa Datafolha, 2º turno: Lula, 46%; Flávio Bolsonaro, 44%

BRASIL – Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17) mostra Lula (PT) com 46% das intenções de voto contra 44% de Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência da República. O resultado configura empate técnico dentro da margem de erro.

Os percentuais são os mesmos do levantamento anterior, divulgado em 11 de setembro. A pesquisa foi encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.

O Datafolha também simulou confrontos de Lula com Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo). Cury é o único que aparece numericamente empatado com Lula, com 44% para cada. Caiado está em empate técnico com o presidente, com 42% contra 46%.

Lula x Flávio Bolsonaro

Lula registra 46%, mesmo percentual da pesquisa anterior, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 44%, também sem alteração. Brancos, nulos ou nenhum somam 8%, e os indecisos, 1%.

Lula x Ronaldo Caiado

Contra Ronaldo Caiado, Lula aparece com 46%, ante 42% do candidato do PSD. No levantamento anterior, os percentuais eram de 46% e 41%, respectivamente.

Brancos, nulos ou nenhum representam 10%, enquanto 2% estão indecisos.

Lula x Romeu Zema

Na simulação contra Romeu Zema, Lula tem 49% e o candidato do Novo, 39%. Na pesquisa anterior, Lula registrava 48%, enquanto Zema tinha os mesmos 39%.

Brancos, nulos ou nenhum somam 11%, e os indecisos representam 2%.

Lula x Renan Santos

Lula aparece com 47% contra 38% de Renan Santos. No levantamento anterior, os percentuais eram de 48% para Lula e 37% para o candidato do Missão.

Brancos, nulos ou nenhum chegam a 13%, enquanto 2% dos entrevistados estão indecisos.

Lula x Augusto Cury

No cenário com Augusto Cury, os dois aparecem numericamente empatados, com 44% das intenções de voto para cada. Na pesquisa anterior, Lula tinha 45% e Cury, 43%.

Brancos, nulos ou nenhum somam 10%, enquanto os indecisos representam 1%.

Dados da pesquisa Datafolha

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 15 e 16 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04029/2026.

Donald Trump cita PCC e CV e diz que Brasil não conseguiu enfrentar facções

Documento de presidente dos Estados Unidos foi enviado ao Congresso americano.

Donald Trump cita PCC e CV e diz que Brasil não conseguiu enfrentar facções

WASHINGTON D.C. (ESTADOS UNIDOS) - O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, criticou o governo brasileiro por, na sua visão, ter falhado no enfrentamento às facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). A declaração consta em documento anual enviado ao Congresso norte-americano, datado de terça-feira (15). Nele, o presidente identifica países considerados importantes no trânsito ou produção de drogas ilícitas para o ano fiscal de 2027, além de apresentar avaliações individuais sobre diferentes governos.

De acordo com Trump, enquanto "muitos governos do Hemisfério Ocidental" adotaram "medidas corajosas" para reduzir os fluxos de drogas e erradicar os cartéis, "o governo do Brasil não conseguiu enfrentar as organizações terroristas estrangeiras designadas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, que transformaram o Brasil em um centro para os fluxos globais de cocaína".

"Essas organizações terroristas brasileiras constituem uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo brasileiro precisa urgentemente adotar medidas agressivas para enfrentá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam", acrescentou o mandatário norte-americano.

O governo dos EUA já havia designado o PCC e o CV como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês). O anúncio foi feito pelo Departamento de Estado em 28 de maio, e a medida entrou oficialmente em vigor em 5 de junho. A decisão foi tomada com base na seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade dos Estados Unidos e em uma ordem executiva do presidente Donald Trump.

Na ocasião, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que PCC e CV estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil e que suas redes ultrapassariam as fronteiras brasileiras. A designação como organizações terroristas amplia os instrumentos disponíveis às autoridades norte-americanas para aplicar sanções e adotar medidas contra pessoas e entidades associadas a esses grupos.

Na época, o governo brasileiro contestou a classificação e defendeu que o combate às organizações criminosas seja realizado pelo Brasil, com cooperação internacional e respeito à soberania nacional.

Apesar da crítica, o Brasil não é designado no documento de Trump como um país que tenha "falhado de maneira demonstrável" em cumprir suas obrigações internacionais de combate às drogas com base nas leis norte-americanas. Essa classificação foi aplicada a Afeganistão, Bolívia, Birmânia, Colômbia e Venezuela.

Além disso, o Brasil também não figura na lista dos principais países de trânsito ou produção de drogas ilícitas. São eles: Afeganistão, Bahamas, Belize, Bolívia, Birmânia, China, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Índia, Jamaica, Laos, México, Nicarágua, Paquistão, Panamá, Peru e Venezuela.

Reação do Brasil

Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) refutou alegações de que existam falhas ou omissões no enfrentamento ao crime organizado transnacional.

"A posição estampada na referida nota desconsideraria, se acolhida em todos os seus termos, os esforços do Governo Federal no enfrentamento ao crime organizado, como a Lei Antifacção, sancionada em março de 2026, que prevê penas mais severas para líderes de facções e cria mecanismos que asfixiam suas operações", diz o texto. 

A pasta argumenta que a manifestação do presidente dos EUA também não leva em consideração "as dezenas de milhares de operações" de combate ao crime por forças federais, "com bilhões de reais de prejuízo aos criminosos, bem como as múltiplas ações implementadas em 2026 no âmbito do Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio último, que sufoca economicamente as facções, fortalece o sistema prisional, qualifica a investigação de homicídios e enfrenta o tráfico de armas".

Ainda de acordo com a nota do governo brasileiro, a manifestação norte-americana desconsidera a "robusta cooperação já existente" entre Brasil e EUA no combate ao crime organizado transnacional. 

"Além disso, convém frisar a proposta entregue pessoalmente pelo presidente Lula no dia 7/5/2026, em Washington, com detalhamento de medidas conjuntas de enfrentamento à lavagem de dinheiro, compartilhamento de inteligência e combate ao tráfico de armas. Até o momento, o país aguarda possível resposta do governo dos EUA".

Elogio a governos aliados

Na mensagem, Donald Trump faz elogios a países com governantes considerados mais próximos aos EUA, como Argentina, Equador e El Salvador.

O presidente dos EUA também faz menções positivas sobre Venezuela, Bolívia, Colômbia e Peru, citando especificamente as mudanças recentes de governo nesses países como fator de alteração da percepção no enfrentamento ao narcotráfico. O tratamento dado a esses governos contrasta justamente com as críticas dirigidas ao Brasil e à Nicarágua no mesmo documento, bem como a outros países com governos menos alinhados.

No caso da Colômbia, por exemplo, Trump elogia a eleição recente de Abelardo de la Espriella e afirma que o novo presidente assumiu o compromisso de promover uma campanha agressiva contra o cultivo de coca e a produção de cocaína.

Trump também manifesta apoio ao novo governo boliviano, sob o presidente Rodrigo Paz, eleito em 2025. O presidente norte-americano afirma, no documento, que a eleição abriu "um novo capítulo" nas relações entre os dois países e destaca a expansão da cooperação entre EUA e Bolívia na área de segurança e combate às drogas.

Em relação ao Peru, Trump elogia o compromisso da nova presidente, Keiko Fujimori, de trabalhar com os estadunidenses e "outros países aliados" para combater organizações criminosas e reduzir o fluxo de cocaína destinado aos EUA.

Apesar das menções elogiosas, Peru, Colômbia, Equador e Venezuela permanecem na relação de países considerados importantes no trânsito ou na produção de drogas ilícitas. Essa classificação, ressalva o próprio documento, não significa necessariamente que o governo do país não coopere ou não adote medidas de combate às drogas.

Países criticados

Apesar do documento de Trump reconhecer alguns esforços dos vizinhos México e Canadá, o tom em relação a esses países é mais crítico do que sobre os governos alinhados da América do Sul.

"Embora meu governo tenha protegido com sucesso nossas fronteiras contra a invasão, Canadá e México precisam fazer muito mais para interromper os fluxos de drogas mortais para nosso país. O fentanil continua sendo produzido ilegalmente em laboratórios clandestinos no Canadá, e produtos químicos precursores e drogas sintéticas continuam entrando nos Estados Unidos através do Canadá", apontou.

Sobre o México, Trump disse que o país deve adotar medidas adicionais "contra as organizações narcoterroristas que dominam vastas áreas de seu território e continuam ameaçando o povo americano".

"O México precisa reforçar a integridade de sua cadeia de fornecimento, buscando maior participação do setor privado e aumentando significativamente as inspeções em seus pontos de entrada".

Já sobre a China, maior rival econômico dos EUA, o documento citou que o gigante asiático continua sendo o maior produtor mundial de muitos dos produtos químicos precursores utilizados na produção ilícita de fentanil, metanfetamina e outras drogas sintéticas.

"Tratei diretamente desse assunto com o presidente do Estado, Xi Jinping, e, no ano passado, a pedido do meu governo, a China implementou novas exigências para que suas empresas obtenham licenças antes de exportar determinados produtos químicos precursores para a América do Norte. No entanto, criminosos continuam encontrando maneiras de contornar esses controles por meio do uso de produtos químicos precursores não regulamentados", disse na manifestação.

Trump cobrou da China medidas "mais agressivas" para reduzir efetivamente o fluxo dessas substâncias, "incluindo a classificação de produtos químicos precursores e substâncias adicionais solicitados pelos Estados Unidos", acrescentou o presidente norte-americano.

TSE vai enviar alertas no e-Título com orientações para eleições

Aplicativo permite consultar local de votação e justificar ausência.

TSE vai enviar alertas no e-Título com orientações para eleições

BRASÍLIA - A duas semanas do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começou a enviar, nesta quinta-feira (17), notificações oficiais aos eleitores pelo aplicativo e-Título.

Os alertas trazem orientações sobre serviços eleitorais, consulta ao local de votação e combate à desinformação. O envio continuará durante todo o período eleitoral, inclusive entre o primeiro e o segundo turnos.

“Queremos incentivar eleitoras e eleitores a manterem o e-Título atualizado e facilitar o acesso a informações importantes para o exercício do voto, como a consulta ao local de votação. É um canal direto de comunicação da Justiça Eleitoral com a cidadania”, destaca a assessora-chefe de Gestão da Identificação do TSE, Marília Loyola.

O TSE recomenda que os eleitores consultem antecipadamente o local de votação. A informação está disponível na opção “Onde Votar”, que indica a zona e a seção eleitoral.

Serviços

Além de apresentar a via digital do título eleitoral, o e-Título reúne diferentes serviços da Justiça Eleitoral. Entre eles estão:

  • Consulta ao local de votação: permite verificar zona e seção eleitoral.
  • Acompanhamento do Título Net: mostra o andamento de requerimentos feitos pelo sistema.
  • Certidão de filiação partidária: permite emitir documentos sobre filiação atual e histórico de vínculos.
  • Justificativa de ausência: possibilita justificar a ausência no dia da eleição, por geolocalização, ou posteriormente, com documentos comprobatórios.
  • Pagamento de multas eleitorais: débitos podem ser quitados por Pix ou cartão de crédito, por meio do PagTesouro.
  • Validação de documentos: permite conferir a autenticidade de certidões da Justiça Eleitoral por meio de QR Code.
  • Boletim na Mão: a ferramenta passou a integrar o e-Título e permite consultar e compartilhar Boletins de Urna.
  • Descadastramento de mesário voluntário: permite solicitar pelo celular o cancelamento da inscrição para trabalhar nas eleições.

O aplicativo também oferece recursos de segurança, como a geração de código temporário para autenticação em sistemas parceiros da Justiça Eleitoral, mediante reconhecimento facial.

Identificação

O e-Título substitui o título eleitoral em papel. Para eleitores com biometria cadastrada e fotografia disponível no aplicativo, o documento digital também pode ser utilizado como identificação no momento da votação.

Como baixar

O e-Título é gratuito e está disponível nas lojas oficiais de aplicativos para celulares Android e iOS. Também é possível baixar no site do TSE.

O Tribunal recomenda instalar ou atualizar o aplicativo com antecedência, fazer o primeiro acesso e conferir os dados antes do dia da votação.