Comércio do Maranhão deve abrir mais de 1000 vagas formais no fim de 2026

Estudo da Fecomércio-MA aponta estimativa de 888 contratações no varejo da capital no quarto trimestre, apesar da postura cautelosa dos empresários.

Comércio do Maranhão deve abrir mais de 1000 vagas formais no fim de 2026

SÃO LUÍS - A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA) divulgou pesquisa onde projeta a criação de aproximadamente 1.088 postos de trabalho formais no comércio varejista do estado no último trimestre de 2026. 

Desse total, estimam-se 888 vagas geradas em São Luís. O resultado vem após o setor acumular um saldo negativo de -386 empregos formais no Maranhão e de -1.210 na capital entre janeiro e agosto deste ano.

Retrospectiva do mercado de trabalho no varejo

A necessidade de contratação no final de ano surge em um contexto de encerramento de postos de trabalho ao longo de 2026. No quarto trimestre de 2025, de acordo com o Novo Caged, o comércio varejista havia registrado saldo positivo de 1.066 vagas no estado, das quais 870 foram abertas em São Luís.

No entanto, o primeiro trimestre de 2026 eliminou -2.282 empregos no Maranhão e -1.155 na capital. O saldo combinado desses dois períodos fechou negativo em -1.216 postos no estado e -285 em São Luís, demonstrando que a movimentação do fim de 2025 não se sustentou no início deste ano.

Confiança empresarial e intenção de investimento

A projeção de empregos para o fim de 2026 baseia-se também no Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) de São Luís, que alcançou 113,6 pontos em outubro, alta de 3,7% frente aos 109,5 pontos de outubro de 2025. O subíndice de contratações avançou 2,1%, passando de 131 para 133,7 pontos, com 61,3% dos entrevistados indicando intenção de aumentar discretamente o quadro de funcionários.

Apesar do otimismo com as vendas sazonais, 69,9% dos empresários avaliam que a economia brasileira piorou e 55,5% consideram que as condições do comércio se deterioraram. O indicador de condições atuais subiu para 84,8 pontos, mas permanece abaixo da margem de satisfação (100 pontos). Além disso, o indicador de investimentos caiu 2% (de 99,3 para 97,3 pontos), com 50,2% dos comerciantes relatando redução nos aportes.

Para o presidente da Fecomércio-MA, Maurício Feijó, o foco das empresas no último trimestre está na eficiência operacional e na rentabilidade.

"O grande desafio do comércio no fim de ano é atender ao aumento das vendas mantendo o equilíbrio financeiro. O empresário precisa reforçar a equipe com cautela, gerenciando custos operacionais, incertezas do mercado e as discussões sobre a adoção da escala 5x2. A contratação temporária ajudará a mitigar as perdas do ano, mas a expansão sustentável do emprego exige cautela", avalia.

Brandão nomeia Rafael Borges para Secretaria de Assuntos Legislativos

Advogado assumiu a pasta após a exoneração de Raimundo Cutrim, afastado do cargo por decisão do STF.

Brandão nomeia Rafael Borges para Secretaria de Assuntos Legislativos

SÃO LUÍS – O governador Carlos Brandão (MDB) nomeou o advogado Rafael de Carvalho Borges para o cargo de secretário extraordinário de Estado de Assuntos Legislativos. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado da última segunda-feira (20), um dia após a exoneração de Raimundo Cutrim.

Cutrim deixou o cargo depois de uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou seu afastamento imediato da função pública como uma das medidas cautelares impostas no âmbito de uma investigação. No sábado (18), o ex-secretário passou a cumprir prisão domiciliar.

Raimundo Cutrim foi exonerado no domingo (19), após decisão do STF que determinou seu afastamento imediato da função pública.

Mudança no comando da pasta

O ato de nomeação foi assinado pelo governador Carlos Brandão e pela secretária-chefe da Casa Civil, Miriam Reis Ribeiro.

Rafael Borges assumiu a Secretaria Extraordinária de Assuntos Legislativos, ocupada por Raimundo Cutrim desde janeiro de 2025.

Quem é Rafael Borges

Natural de São Luís, Rafael de Carvalho Borges é graduado em Direito pela Universidade Ceuma, pós-graduado em Advocacia Cível pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduando em Direito Eleitoral pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).

Atua há mais de dez anos na advocacia, com experiência nas áreas de direito cível, administrativo, trabalhista e constitucional.

Entre 2015 e 2025, foi sócio-administrador do escritório Borges & Vilar Advogados Associados. Também exerceu a vice-presidência da Comissão de Acompanhamento de Processos na Fazenda Pública da OAB-MA entre 2019 e 2021.

Antes de assumir a Secretaria de Assuntos Legislativos, presidiu a Maranhão Parcerias (Mapa) entre 2025 e 2026.

Anvisa aprova medicamentos pediátricos para lúpus e esclerose múltipla

Passam a ser liberados o belimumabe e o ocrelizumabe.

Anvisa aprova medicamentos pediátricos para lúpus e esclerose múltipla

BRASIL - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (20), a ampliação do tratamento de lúpus e esclerose múltipla para para crianças e adolescentes por meio de medicamentos. A medida foi publicada no Diário Oficial da União.

Para crianças a partir de 5 anos de idade com lúpus eritematoso sistêmico (LES) ativo, o Benlysta (belimumabe), da GSK Brasil, passa a ser indicado como tratamento complementar. O medicamento é destinado a pacientes que apresentam alto grau de atividade da doença, e que já estejam em tratamento padrão, com corticosteroides, antimaláricos, anti-inflamatórios não esteroides ou outros imunossupressores. 

A medida abrange as alternativas em caneta aplicadora/autoinjetora, visando reduzir a necessidade de deslocamentos a centros de infusão e o conforto dos pacientes. A formulação intravenosa do medicamento já estava aprovada para pacientes pediátricos 

Outro medicamento que teve ampliação de uso em pacientes a partir de 12 anos e 40 kgs é o Ocrevus (ocrelizumabe), da Roche, destinado ao tratamento da esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR). O produto é um anticorpo monoclonal recombinante, que contribui para a redução da atividade inflamatória associada à doença.   

“O reconhecimento da indicação pediátrica do ocrelizumabe é uma notícia muito positiva para neurologistas, pacientes e familiares. Contar com uma terapia de alta eficácia a partir dos 12 anos de idade permite um tratamento mais precoce e direcionado da esclerose múltipla, com potencial para melhorar o prognóstico em longo prazo” afirma o neurologista e neuroimunologista do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Caio Disserol.

Sobre o lúpus

O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença inflamatória autoimune, que pode afetar múltiplos órgãos e tecidos, como pele, articulações, rins e cérebro. Em casos mais graves, se não tratada adequadamente, pode levar ao óbito. Entre os principais sintomas estão febre, rigidez muscular e inchaços, lesões na pele que surgem ou pioram quando expostas ao sol, linfonodos aumentados e queda de cabelo.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a doença afeta entre 150 mil e 300 mil pessoas no Brasil, principalmente mulheres entre 20 e 45 anos. O diagnóstico é feito a partir de uma série de exames médicos, como hemograma, biópsia renal, exame de urina, entre outros. O tratamento é principalmente paliativo. 

Sobre a esclerose múltipla

Já a esclerose múltipla é uma doença inflamatória crônica e autoimune do sistema nervoso central. O sistema imunológico ataca a mielina que reveste e protege as fibras nervosas, prejudicando a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo. 

Na forma remitente-recorrente, a doença é caracterizada por episódios de novos sintomas neurológicos ou agravamento dos já existentes, seguidos por períodos de recuperação parcial ou completa. A manifestação dos sintomas antes dos 18 anos é considerada uma condição rara e mais grave da doença. 

Entre os sintomas mais comuns estão fadiga extrema, dormência, formigamento, alterações visuais (como visão turva ou dupla), fraqueza muscular, desequilíbrio e dificuldade de controle da bexiga. As causas envolvem predisposição genética e fatores ambientais que funcionam como gatilhos, como infecções virais, tabagismo e obesidade. O diagnóstico é feito por um neurologista junto a exames complementares. 

Lula chama ministros da Saúde de Bolsonaro de 'mequetrefes'

Presidente sancionou estratégia para fortalecer a produção nacional de medicamentos e vacinas e criticou a gestão anterior ao elogiar Alexandre Padilha.

Lula chama ministros da Saúde de Bolsonaro de 'mequetrefes'

BRASIL – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou os ex-ministros da Saúde do governo Jair Bolsonaro de "mequetrefes" nesta segunda-feira (20), durante a cerimônia de sanção da lei que cria a Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. Ao elogiar o atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Lula comparou a atual gestão com a anterior e afirmou que o país passou por uma "revolução".

"Se fizer uma comparação, vendo você (Padilha) falar e vendo os três ministros mequetrefes que o governo passado teve, eu vou dizer que esse país fez uma revolução", declarou o presidente.

A cerimônia foi realizada no Palácio do Planalto e contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e de ministros de diferentes áreas do governo.

Lei busca fortalecer a produção nacional na saúde

A nova legislação estabelece diretrizes para ampliar a capacidade brasileira de produzir medicamentos, vacinas, equipamentos e outros insumos utilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O projeto foi aprovado pelo Congresso Nacional em junho e tem como objetivo reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros e fortalecer a indústria nacional da saúde.

Entre as principais diretrizes da estratégia estão:

  • fortalecimento do SUS;
  • ampliação do acesso a tecnologias em saúde;
  • incentivo à produção nacional de medicamentos e dispositivos médicos;
  • capacitação de recursos humanos;
  • prevenção e combate a epidemias;
  • estímulo à inserção internacional de empresas brasileiras;
  • uso do poder de compra do Estado para fortalecer a produção nacional.

Objetivos da estratégia

A legislação também estabelece metas para o setor, entre elas:

  • reduzir a dependência produtiva e tecnológica do SUS;
  • ampliar o acesso universal à saúde;
  • incentivar pesquisa, desenvolvimento e inovação;
  • modernizar o parque industrial da saúde;
  • fortalecer a capacidade produtiva nacional;
  • estimular investimentos;
  • preparar o sistema para emergências de saúde pública.

Empresas terão prioridade em programas públicos

A lei cria a figura da Empresa Estratégica de Saúde (EES), destinada a companhias que atuem na produção, pesquisa e desenvolvimento de produtos considerados estratégicos para o setor.

Para obter a qualificação, as empresas deverão atender critérios como possuir instalações industriais no Brasil, desenvolver atividades de inovação e comprovar capacidade de manter e ampliar a produção nacional.

As empresas habilitadas terão prioridade em processos regulatórios, chamamentos públicos e projetos de pesquisa e inovação, além de acesso facilitado a linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Campanha de Flávio Bolsonaro pede ao TSE investigação sobre perfis falsos

Equipe do pré-candidato afirma que páginas anônimas impulsionaram ataques nas redes sociais e solicita identificação dos responsáveis.

Campanha de Flávio Bolsonaro pede ao TSE investigação sobre perfis falsos

BRASIL – A campanha do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a abertura de uma investigação sobre uma suposta rede de perfis falsos utilizada para impulsionar ataques contra políticos de direita nas redes sociais. O pedido foi apresentado nesta segunda-feira (20) durante reunião entre integrantes da campanha e o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques.

Segundo a equipe do PL, a ação busca a concessão de uma liminar para preservar provas, identificar os responsáveis pelos perfis e apurar quem financiou os impulsionamentos.

Campanha pede rapidez na investigação

Participaram da reunião o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), além dos advogados Marcelo Bessa e Maria Claudia Bucchianeri, integrante da equipe jurídica responsável pela representação protocolada na última sexta-feira (17).

De acordo com Marinho, o objetivo foi solicitar celeridade na análise do pedido, diante da facilidade com que os perfis são criados e posteriormente apagados.

Segundo ele, a campanha pretende identificar os responsáveis pelos pagamentos dos impulsionamentos e esclarecer quem estaria por trás da suposta estrutura.

Páginas teriam impulsionado ataques

De acordo com a representação, sete páginas no Facebook e no Instagram, sem identificação de seus administradores e com menos de 400 seguidores cada, teriam investido mais de R$ 1,1 milhão, em cerca de dois meses, para impulsionar publicações contra Flávio Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Ainda conforme a campanha, modelo semelhante também teria sido utilizado em publicações contra o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), por meio de três páginas que investiram aproximadamente R$ 487 mil em impulsionamentos.

Representação não aponta responsáveis

A advogada Maria Claudia Bucchianeri afirmou que a equipe identificou características semelhantes entre os perfis, como repetição de códigos de área telefônica e utilização de diferentes moedas para pagamentos dos anúncios.

Segundo a defesa, a ação foi apresentada como uma representação eleitoral, e não como uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), porque os registros de candidatura ainda não foram formalizados.

A campanha informou que, neste momento, não atribui responsabilidade a partidos, candidatos ou pessoas específicas, e pede apenas a apuração dos fatos e a identificação dos responsáveis pela suposta estrutura de perfis falsos.

Flávio Dino envia à PF explicações de partidos sobre emendas

Flávio Dino encaminhou à Polícia Federal manifestações do PL e do PSD sobre a atuação de dirigentes na indicação de emendas

Flávio Dino envia à PF explicações de partidos sobre emendas

BRASÍLIA – Flávio Dino determinou nesta segunda-feira (20) o envio à Polícia Federal (PF) das explicações apresentadas pelos presidentes do PL e do PSD sobre a influência de dirigentes partidários na indicação de emendas parlamentares.

Na decisão, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou que as manifestações de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e de Gilberto Kassab, presidente do PSD, deverão subsidiar as providências investigativas cabíveis pela PF.

Segundo Flávio Dino, as informações podem contribuir para a análise das práticas relacionadas à gestão das emendas parlamentares.

Explicações dos partidos

Na semana passada, Flávio Dino determinou que 21 partidos apresentassem ao STF esclarecimentos sobre a gestão de emendas parlamentares.

A medida foi tomada após o ministro determinar o bloqueio de R$ 119 milhões em bens atribuídos a Valdemar Costa Neto, em decisão decorrente da Operação Transparência, que investiga supostos desvios de recursos de emendas.

Na ocasião, Dino apontou a suspeita de que o presidente do PL teria feito indicações irregulares de emendas mesmo sem exercer mandato parlamentar.

Manifestações de PL e PSD

Valdemar Costa Neto e Gilberto Kassab foram os primeiros dirigentes partidários a encaminhar suas manifestações ao Supremo.

Kassab afirmou que nunca exerceu influência sobre a destinação de emendas parlamentares durante sua atuação à frente do PSD.

Já Valdemar declarou que o presidente nacional do PL não possui cota de emendas nem realiza indicações formais ou determina a execução de despesas relacionadas aos recursos parlamentares.

Investigação

Na decisão que determinou o bloqueio dos bens de Valdemar Costa Neto, Flávio Dino ressaltou que o ex-deputado federal não possui prerrogativa para indicar emendas parlamentares.

Com o encaminhamento das explicações à Polícia Federal, caberá à corporação avaliar as informações e adotar as medidas investigativas que considerar necessárias.

Raimundo Cutrim se apresenta à PF e passa a cumprir prisão domiciliar

Ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão compareceu à Superintendência da Polícia Federal, em São Luís, onde foi submetido aos procedimentos para cumprimento da decisão do STF.

Raimundo Cutrim se apresenta à PF e passa a cumprir prisão domiciliar

SÃO LUÍS – O secretário de Estado de Assuntos Legislativos e ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, Raimundo Cutrim, passou a cumprir prisão domiciliar após se apresentar à Superintendência da Polícia Federal, em São Luís, no fim da tarde deste sábado (18).

O mandado de prisão domiciliar, que tramita sob sigilo, foi expedido na noite de sexta-feira (17) e encaminhado à Polícia Federal para cumprimento.

A medida foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que também autorizou o cumprimento de mandado de busca e apreensão contra o investigado. O STF não divulgou o conteúdo das decisões nem os fundamentos que levaram à decretação da medida.

Informações obtidas pelo Imirante apontam que Cutrim chegou à sede da Polícia Federal por volta das 18h e entrou pelos fundos do prédio. Após os procedimentos, ele deixou a unidade usando tornozeleira eletrônica e foi conduzido à residência onde passou a cumprir prisão domiciliar.

Além da prisão domiciliar, a decisão determinou o afastamento imediato de Raimundo Cutrim do cargo de secretário de Estado de Assuntos Legislativos e impôs uma série de medidas cautelares.

O ministro também autorizou a Polícia Federal a cumprir mandado de busca e apreensão em um endereço do investigado em São Luís.

Prisão domiciliar e medidas cautelares

Na decisão, Flávio Dino converteu a prisão preventiva em prisão domiciliar mediante monitoramento eletrônico.

O ministro também determinou:

  • afastamento imediato de Raimundo Cutrim do cargo de secretário de Estado de Assuntos Legislativos;
  • uso obrigatório de tornozeleira eletrônica;
  • proibição de conceder entrevistas, direta ou indiretamente;
  • proibição de acessar redes sociais;
  • proibição de prestar declarações públicas, gravar áudios e realizar ligações telefônicas, observando restrições semelhantes às impostas no sistema penitenciário;
  • apreensão de armas de fogo que estivessem em seu poder;
  • contato restrito aos familiares mais próximos e aos advogados constituídos.

A decisão prevê que o descumprimento de qualquer das medidas cautelares poderá resultar na revogação da prisão domiciliar e no cumprimento da prisão preventiva em um presídio federal.

Busca e apreensão

Em decisão complementar, obtida pelo Imirante, o ministro também autorizou a Polícia Federal a cumprir mandado de busca e apreensão em um endereço ligado à Cutrim em São Luís.

A medida autorizou a apreensão de documentos, computadores, notebooks, tablets, celulares, HDs, pen drives e outros dispositivos de armazenamento de dados considerados relevantes para a investigação.

Também foi autorizada a extração, impressão e perícia das informações encontradas nos equipamentos eletrônicos, observando a cadeia de custódia prevista na legislação.

O mandado ainda permitiu:

  • busca pessoal quando houvesse suspeita de ocultação de documentos ou valores relacionados à investigação;
  • apreensão de dinheiro em espécie superior a R$ 10 mil, em moeda nacional ou estrangeira;
  • recolhimento de joias, obras de arte, veículos e outros bens de luxo eventualmente encontrados durante a diligência.

A decisão também estabeleceu que a Polícia Federal deveria utilizar a força apenas em situações excepcionais, preservar a honra e a intimidade do investigado e de terceiros, evitar a exposição audiovisual durante o cumprimento dos mandados e impedir o acesso da imprensa aos locais das diligências.

Quem é Raimundo Cutrim

Natural de São João Batista, na Baixada Maranhense, Raimundo Soares Cutrim é graduado em Direito. Iniciou o curso na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e concluiu a formação em 1982, pela Universidade Federal do Pará (UFPA).

Ingressou na Polícia Federal em 1981 como agente. Em 1985, após aprovação em concurso público, foi nomeado delegado da Polícia Federal, cargo que exerceu em diferentes estados do país.

No Maranhão, comandou a Secretaria de Estado da Segurança Pública em dois períodos: de 1997 a janeiro de 2006 e entre abril de 2009 e março de 2010.

Na política, foi deputado estadual por três mandatos consecutivos, exercidos entre 2007 e 2018. Em 2008, disputou a Prefeitura de São Luís, mas não foi eleito. Também concorreu à reeleição para a Assembleia Legislativa em 2018 e 2022, sem sucesso.

Em janeiro de 2025, foi nomeado pelo governador Carlos Brandão para o cargo de secretário de Estado de Assuntos Legislativos. Com a decisão do STF, foi afastado da função.

Convenções partidárias para as eleições de 2026 começam nesta segunda-feira (20)

Partidos terão até 5 de agosto para oficializar candidaturas aos cargos de presidente, governador, senador e deputados.

Convenções partidárias para as eleições de 2026 começam nesta segunda-feira (20)

BRASÍLIA – As convenções partidárias de 2026 começam na próxima segunda-feira (20) e seguem até 5 de agosto. Nesse período, partidos políticos e federações definirão os candidatos que disputarão as eleições de outubro, além de deliberarem sobre coligações e outros aspectos da organização da campanha eleitoral.

A escolha nas convenções é uma etapa obrigatória para quem pretende concorrer nas eleições. Somente os nomes aprovados pelos partidos poderão solicitar registro de candidatura à Justiça Eleitoral.

O que será definido nas convenções

Durante os encontros, os partidos escolherão os candidatos aos seguintes cargos:

  • presidente da República;
  • governador;
  • senador (duas vagas por estado);
  • deputado federal;
  • deputado estadual e deputado distrital, no caso do Distrito Federal.

Também será definida a numeração dos candidatos na urna eletrônica e, quando houver, a composição de coligações e a organização das federações partidárias.

Calendário eleitoral

Após o encerramento das convenções, os partidos deverão registrar os candidatos na Justiça Eleitoral até 16 de agosto.

A campanha eleitoral terá início oficialmente em 17 de agosto, quando passam a ser permitidas propagandas eleitorais e a realização de atos de campanha nas ruas e na internet.

Principais convenções da disputa presidencial

Os principais pré-candidatos à Presidência da República já definiram as datas de suas convenções nacionais:

  • 25 de julho: Flávio Bolsonaro (PL), em São Paulo;
  • 26 de julho: Ronaldo Caiado (PSD), em São Paulo;
  • 27 de julho: Romeu Zema (Novo), em Brasília;
  • 1º de agosto: Renan Santos (Missão), em São Paulo;
  • 2 de agosto: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em São Paulo.

Cada partido tem autonomia para definir o formato da convenção, que pode ser presencial, virtual ou híbrido.

Regras das convenções partidárias

As convenções seguem normas estabelecidas pela Justiça Eleitoral. Entre as principais exigências estão:

  • elaboração de uma ata com os nomes dos candidatos escolhidos e os cargos que disputarão;
  • envio da ata à Justiça Eleitoral até o dia seguinte à convenção, com posterior publicação no sistema DivulgaCandContas;
  • publicação da lista de presença dos participantes;
  • manutenção da regularidade jurídica do partido ou da federação perante a Justiça Eleitoral;
  • possibilidade de utilização gratuita de prédios públicos, desde que haja comunicação prévia ao responsável pelo espaço e ressarcimento de eventuais danos.

Além disso, os partidos devem respeitar a regra que determina o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidaturas de cada sexo nas disputas proporcionais, como as de deputado federal e deputado estadual.

Propaganda interna é permitida antes das convenções

Nos 15 dias que antecedem as convenções, os filiados que pretendem disputar uma vaga podem realizar propaganda intrapartidária destinada exclusivamente aos integrantes do partido. O objetivo é buscar apoio interno para serem escolhidos como candidatos oficiais da legenda.

Secretarias de Educação têm até quarta para participar de diagnóstico do MEC

Levantamento reúne informações sobre a implementação do ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena nas escolas.

Secretarias de Educação têm até quarta para participar de diagnóstico do MEC

BRASIL - As redes estaduais e municipais de ensino têm até a próxima quarta-feira (22) para enviar ao Ministério da Educação (MEC) as informações do Diagnóstico Equidade 2026. O levantamento reúne dados sobre os avanços e os desafios na implementação da Lei nº 10.639/2003, posteriormente ampliada pela Lei nº 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira, africana e indígena nas escolas.

Segundo o MEC, 96% dos questionários já foram enviados, o que corresponde a 5.324 municípios, além dos 26 estados e do Distrito Federal. Outros 1% dos formulários estão em preenchimento e 3% ainda não foram iniciados. O prazo havia sido encerrado anteriormente, mas foi prorrogado pelo ministério.

Informações devem ser enviadas pelo Simec

O envio das informações deve ser feito pelas secretarias estaduais e municipais de educação por meio do módulo da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), disponível no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec).

O diagnóstico reúne dados sobre diferentes aspectos da política educacional, incluindo formação de gestores e professores, currículo, materiais didáticos, financiamento, gestão educacional, avaliação, educação escolar indígena e educação escolar quilombola.

Levantamento subsidiará políticas públicas

De acordo com o Ministério da Educação, o objetivo do levantamento é produzir um panorama nacional que ajude na formulação e no aperfeiçoamento de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades étnico-raciais na educação e ao enfrentamento do racismo nas escolas.

Os dados também servirão para acompanhar a implementação das políticas de educação para as relações étnico-raciais, da educação escolar quilombola e da educação escolar indígena nas redes públicas de ensino em todo o país.