Comércio do Maranhão deve abrir mais de 1000 vagas formais no fim de 2026

Estudo da Fecomércio-MA aponta estimativa de 888 contratações no varejo da capital no quarto trimestre, apesar da postura cautelosa dos empresários.

Comércio do Maranhão deve abrir mais de 1000 vagas formais no fim de 2026

SÃO LUÍS - A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA) divulgou pesquisa onde projeta a criação de aproximadamente 1.088 postos de trabalho formais no comércio varejista do estado no último trimestre de 2026. 

Desse total, estimam-se 888 vagas geradas em São Luís. O resultado vem após o setor acumular um saldo negativo de -386 empregos formais no Maranhão e de -1.210 na capital entre janeiro e agosto deste ano.

Retrospectiva do mercado de trabalho no varejo

A necessidade de contratação no final de ano surge em um contexto de encerramento de postos de trabalho ao longo de 2026. No quarto trimestre de 2025, de acordo com o Novo Caged, o comércio varejista havia registrado saldo positivo de 1.066 vagas no estado, das quais 870 foram abertas em São Luís.

No entanto, o primeiro trimestre de 2026 eliminou -2.282 empregos no Maranhão e -1.155 na capital. O saldo combinado desses dois períodos fechou negativo em -1.216 postos no estado e -285 em São Luís, demonstrando que a movimentação do fim de 2025 não se sustentou no início deste ano.

Confiança empresarial e intenção de investimento

A projeção de empregos para o fim de 2026 baseia-se também no Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) de São Luís, que alcançou 113,6 pontos em outubro, alta de 3,7% frente aos 109,5 pontos de outubro de 2025. O subíndice de contratações avançou 2,1%, passando de 131 para 133,7 pontos, com 61,3% dos entrevistados indicando intenção de aumentar discretamente o quadro de funcionários.

Apesar do otimismo com as vendas sazonais, 69,9% dos empresários avaliam que a economia brasileira piorou e 55,5% consideram que as condições do comércio se deterioraram. O indicador de condições atuais subiu para 84,8 pontos, mas permanece abaixo da margem de satisfação (100 pontos). Além disso, o indicador de investimentos caiu 2% (de 99,3 para 97,3 pontos), com 50,2% dos comerciantes relatando redução nos aportes.

Para o presidente da Fecomércio-MA, Maurício Feijó, o foco das empresas no último trimestre está na eficiência operacional e na rentabilidade.

"O grande desafio do comércio no fim de ano é atender ao aumento das vendas mantendo o equilíbrio financeiro. O empresário precisa reforçar a equipe com cautela, gerenciando custos operacionais, incertezas do mercado e as discussões sobre a adoção da escala 5x2. A contratação temporária ajudará a mitigar as perdas do ano, mas a expansão sustentável do emprego exige cautela", avalia.

Assinatura digital e lacração impedem alteração em sistemas eleitorais

Proteção dos programas é conferida em várias etapas, afirma TSE.

Assinatura digital e lacração impedem alteração em sistemas eleitorais

BRASÍLIA - A cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais impedem qualquer alteração nos programas que operam as urnas eletrônicas após sua conclusão. Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Júlio Valente, nem o próprio tribunal pode modificar os sistemas após essa etapa. Qualquer alteração só seria possível mediante a realização de uma nova cerimônia pública, com a participação das entidades responsáveis pela fiscalização de todo o processo eleitoral.

O secretário explicou que a cerimônia, realizada entre agosto e setembro, marca o encerramento do desenvolvimento dos sistemas utilizados nas eleições, com a participação de instituições fiscalizadoras e do presidente da Corte, que assinam digitalmente os programas. A partir desse momento, eles tornam-se definitivos. 

“Nesse momento, os sistemas estão encerrados, são finalizados, nada mais pode mudar. Depois dessa assinatura, mesmo que a Justiça Eleitoral deseje, mesmo que o TSE queira, não é mais possível mexer nos sistemas.”, afirmou. 

Segundo o secretário de TI, essa etapa busca garantir que os programas utilizados nas urnas permaneçam exatamente os mesmos até o dia da votação, explicando que não é possível nenhuma modificação, nem interna, nem externa, a não ser que todos sejam chamados novamente para uma nova cerimônia de assinatura digital e lacração. 

Verificação em diferentes etapas

O secretário Júlio Valente afirmou que a proteção dos sistemas é acompanhada por procedimentos de conferência ao longo de toda a preparação das eleições.

Na fase de geração das mídias e preparação das urnas, partidos políticos e demais entidades fiscalizadoras podem verificar se os programas instalados correspondem aos sistemas previamente lacrados. A conferência também ocorre nas seções eleitorais, antes do início da votação, quando o juiz eleitoral verifica a autenticidade do software instalado em cada equipamento.

Segundo o secretário, procedimentos semelhantes são realizados nos equipamentos responsáveis pela transmissão dos boletins de urna e nos sistemas instalados no próprio Tribunal Superior Eleitoral.

Teste de integridade

Outro mecanismo de auditoria destacado pelo secretário é o Teste de Integridade das urnas eletrônicas, realizado desde 2002.

Na véspera da eleição, centenas de urnas são sorteadas em evento público e retiradas das seções eleitorais para participação no teste. No dia da votação, esses equipamentos recebem votos simulados em ambiente controlado, enquanto uma empresa de auditoria acompanha todo o procedimento.

Ao final da simulação, o resultado produzido pelas urnas é comparado com os votos previamente registrados pela equipe responsável pelo teste.

Segundo Valente, em mais de duas décadas de realização desse procedimento, nunca foi identificada divergência entre os votos inseridos e os resultados apresentados pelas urnas.

"O teste confirma a higidez do processo eleitoral informatizado brasileiro", afirmou.

Produção da indústria brasileira cai 1,8% de maio para junho

É a segunda queda seguida do indicador, segundo IBGE

Produção da indústria brasileira cai 1,8% de maio para junho

RASÍLIA - A produção industrial recuou 1,8% em junho deste ano, na comparação com o mês anterior. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a segunda queda do indicador, que já havia caído 0,9% de abril para maio.

“A perda acumulada de 2,7% registrada nesses dois meses consecutivos de queda na produção eliminou parte do ganho de 4,4% verificados nos quatro primeiros meses de 2026”, destaca o gerente da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-BR), André Macedo.

Na média móvel trimestral, houve uma queda de 0,5%. Na comparação com junho do ano passado, no entanto, a indústria apresentou crescimento de 1,7%. Com o resultado de junho, a produção industrial acumula altas de 1,5% neste ano e de 0,7% em 12 meses.

Pesquisa sobre a indústria brasileira

Os dados da Pesquisa Industrial Mensal foram divulgados nesta terça-feira (4) pelo instituto. Na passagem de maio para junho deste ano, 16 dos 25 ramos industriais pesquisados apresentaram queda na produção, com destaque para a atividade de coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (-5,9%).

Também apresentaram resultados negativos relevantes os segmentos de produtos químicos (-4,3%), produtos alimentícios (-1,9%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-11%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-11%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-8,9%), outros equipamentos de transporte (-8,6%), produtos de borracha e de material plástico (-2,8%) e indústrias extrativas (-0,6%).

Das nove atividades industriais com alta na produção, destacam-se celulose, papel e produtos de papel (5,4%), impressão e reprodução de gravações (20,2%) e metalurgia (1,4%).

As quatro grandes categorias econômicas da indústria apresentaram queda, com destaque para os bens de consumo semi e não duráveis, com recuo de 4,1% no período. Bens de consumo duráveis caíram 3,2%.

As outras categorias apresentaram as quedas de 1,1%: bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo; e bens intermediários, ou seja, os insumos industrializados usados no setor produtivo.

Impacto das telas na saúde mental já é debatido em 80% das escolas

Dados são de pesquisa com mais de 2 mil gestores escolares.

Impacto das telas na saúde mental já é debatido em 80% das escolas

BRASÍLIA - O debate sobre os impactos das tecnologias digitais na saúde mental dos estudantes já faz parte da agenda de oito em cada dez escolas brasileiras. A proporção de instituições de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, que discutiram o tema em 2025, cresceu 18 pontos percentuais na comparação com 2024, passando de 62% para 80%.

Os resultados constam na pesquisa TIC Educação 2025, lançada nesta terça-feira (4) e realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade ligada ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). 

A coleta de dados foi feita por telefone em escolas públicas e particulares, de áreas urbanas e rurais, totalizando 2.404 entrevistas com gestores.

Segundo o Cetic.br, a pesquisa mostra que os debates sobre questões relacionadas aos efeitos das tecnologias digitais no desenvolvimento dos alunos e à adoção crítica desses recursos estão mais presentes nas escolas do país.

Em 2025, 75% dos gestores se reuniram com pais, mães e responsáveis para tratar do uso de tecnologias digitais no ambiente escolar, ante 60% no ano anterior. E 86% conversaram com professores e outros profissionais da instituição sobre o mesmo assunto, em 2024 a proporção era 68%. 

Outros temas que passaram a ocupar mais espaço nas pautas das reuniões são o uso seguro, crítico e responsável das tecnologias digitais - de 56% em 2024 para 75% em 2025 - e a inclusão da educação midiática no currículo escolar, de 46% para 67%.

Obstáculos

Segundo o levantamento, 65% das instituições de ensino desenvolvem alguma ação voltada aos estudantes nessa área. No entanto, a presença dessas ações é desigual, ocorrendo com maior prevalência nas escolas urbanas (72%) e entre aquelas que disponibilizam computadores e acesso à internet para uso dos alunos em atividades educacionais (75%).

Entre as que realizam essas iniciativas, 75% dos gestores apontam a baixa participação das famílias e dos responsáveis como um dos principais obstáculos, seguida pela falta de materiais e recursos educacionais de apoio (64%).

Entre as que não realizam atividades desse tipo, a principal dificuldade é a falta de materiais e recursos de apoio (77%), seguida pela baixa participação das famílias (66%) e pela qualidade dos computadores e do acesso à Internet da escola (65%).

"Os dados mostram a necessidade de um olhar atento às desigualdades estruturais, que podem se configurar em desafios à garantia de maior equidade na oferta da educação digital, conforme prevê normativas importantes, como o Plano Nacional de Educação", avalia Daniela Costa, coordenadora da pesquisa TIC Educação. 

Ela acrescenta que "a integração entre escolas e famílias é outro aspecto essencial para a disseminação da educação digital”. 

“Para que possam apoiar as famílias de maneira eficaz, as escolas precisam de suporte adequado e políticas públicas estruturadas", defende. 

Em 49% das escolas, os responsáveis buscaram a direção ou profissionais pedagógicos para obter orientações sobre como mediar o consumo digital de crianças e adolescentes. Do outro lado, 48% das escolas ofereceram palestras com especialistas em bem-estar e saúde mental para as famílias, e 46% distribuíram guias e materiais de orientação sobre hábitos saudáveis de uso de recursos digitais.

“Construir uma educação digital plena e segura é um desafio estratégico para o país e que precisa ser compartilhado entre os diferentes atores sociais. A escola tem um papel importante e crescente, mas também as famílias e o Estado. Precisamos aprimorar políticas públicas e estabelecer regras para a atuação de plataformas digitais”, analisa Renata Mielli, coordenadora do CGI.br.

Ela ressalta que regulação e políticas públicas são elementos cruciais para a proteção de crianças e jovens, como aponta o ECA Digital. 

"As famílias e os educadores precisam de apoio para compreender a complexidade de temas imateriais, como o funcionamento de algoritmos e sistemas de Inteligência Artificial, para que possamos, coletivamente, proteger crianças e adolescentes contra os riscos e abusos no ambiente virtual", disse.

Uso de celulares 

Segundo o estudo, 51% dos gestores afirmam que os alunos não podem levar o telefone celular pessoal para o ambiente escolar. O resultado variou conforme o perfil da instituição, sendo mais restritiva naquelas com turmas até os anos iniciais (69%) do que nas com ensino médio (31%).

Em 40% das escolas, os alunos estão autorizados a levar o celular pessoal, mas as regras de armazenamento variam entre as instituições. Em 24%, os dispositivos devem ser guardados em bolsos ou acessórios de uso individual, como mochila ou estojo e, em 16%, em locais disponibilizados pelas escolas, como caixas, armários ou outros espaços.

Ao considerar a parcela de escolas que consentem que os alunos levem o celular, 66% permitem o uso do celular pessoal em atividades pedagógicas, proporção que aumenta em contextos que enfrentam maiores barreiras de conectividade e de acesso a computadores. O uso pedagógico do dispositivo sobe para 76% na Região Norte, 76% na Região Nordeste e 75% em áreas rurais.

Inteligência artificial

É a primeira TIC Educação que mapeou o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa por gestores escolares. A pesquisa indicou que 53% deles já utilizam esses sistemas em atividades de gestão pedagógica, administrativa ou financeira.

No entanto, apenas 22% dos gestores informaram que a escola possuía um guia de orientações sobre o uso de tais recursos no ensino, na aprendizagem ou na gestão (19% entre as escolas municipais, 25% entre as estaduais e 25% entre as particulares).

Entre as principais finalidades do uso de IA pelos gestores estão a criação de conteúdos visuais ou de comunicação (83%), elaboração de convites e comunicados (80%) e tradução, revisão ou resumo de textos (71%).

Em 37% das escolas, o uso de IA pelos estudantes em tarefas educacionais é permitida. A proporção chega a 47% na rede estadual e a 52% naquelas com turmas até o ensino médio.

CNJ acaba com aposentadoria compulsória como punição máxima para juiz

Magistrado poderá perder o cargo em casos como venda de sentenças.

CNJ acaba com aposentadoria compulsória como punição máxima para juiz

BRASÍLIA - O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou nesta terça-feira (4) o fim da aposentadoria compulsória e também a previsão da perda de cargo como punição disciplinar máxima para juízes que cometam infrações graves, como venda de sentenças, assédio sexual e moral, entre outras. 

Pela nova resolução disciplinar, em caso de condenação em Processo Administrativo Disciplinar (PAD), o juiz poderá ser colocado em disponibilidade para a perda do cargo. A eventual exoneração, contudo, somente poderá ser determinada por decisão judicial. 

O procedimento segue decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou o fim da aposentadoria compulsória, com vencimentos proporcionais, como punição máxima, mas condicionou eventual perda de cargo, sem vencimentos, à abertura de uma ação judicial pela Advocacia-Geral da União (AGU). 

Durante a sessão de votação, o presidente do CNJ, ministro Edson Fachin, disse que a medida representa “uma mudança significativa na forma de enxergar e tratar essa questão” e que o problema é trabalhado “com atenção, levando em conta os desafios e as complexidades que ele apresenta”.

Aposentadoria compulsória

Em 20 anos, o conselho condenou 126 magistrados à aposentadoria compulsória. O CNJ foi criado em 2005 e é responsável pelo julgamento de faltas disciplinares cometidas por juízes e desembargadores.

Ao longo da história, o CNJ aplicou a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman). A norma definiu que são penas disciplinares a advertência, censura, remoção compulsória, disponibilidade com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço e aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço, a punição mais grave.

Antes da decisão do Supremo, magistrados mantinham o recebimento mensal dos vencimentos após a condenação pelo CNJ. 

PSD oficializa Eduardo Braide candidato ao Governo do Maranhão

Evento realizado em São Luís confirmou Elaine Carneiro como candidata a vice-governadora e André Fufuca e Lahésio Bonfim como candidatos ao Senado na chapa majoritária.

PSD oficializa Eduardo Braide candidato ao Governo do Maranhão

SÃO LUÍS – O Partido Social Democrático (PSD) oficializou, na tarde desta segunda-feira (3), a candidatura de Eduardo Braide ao Governo do Maranhão nas eleições de 2026. A convenção estadual foi realizada no Auditório Darcy Ribeiro, no Multicenter Negócios e Eventos, em São Luís.

Durante o evento, o partido também homologou as candidaturas proporcionais e confirmou as deliberações da legenda para o pleito eleitoral.

Na chapa majoritária, o PSD oficializou Elaine Carneiro como candidata a vice-governadora. Para o Senado, foram confirmados André Fufuca (PP) e Lahésio Bonfim (Novo) como candidatos.

A convenção reuniu dirigentes partidários, parlamentares, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, lideranças políticas, filiados e apoiadores de diversas regiões do Maranhão.

Quem é Eduardo Braide

Eduardo Salim Braide é advogado e político. É casado e pai de três filhos. Antes da carreira política eletiva, Braide presidiu a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) entre 2005 e 2006.

Foi eleito deputado estadual em 2010 e reeleito em 2014, período em que também exerceu o cargo de 2º vice-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão. Em 2018, foi eleito deputado federal pelo Maranhão. Em 2020, venceu a eleição para a Prefeitura de São Luís e foi reeleito em 2024. Em março de 2026, deixou o cargo de prefeito para disputar o Governo do Maranhão.

Declarações

Após ter a candidatura oficializada, Eduardo Braide afirmou que, se eleito, pretende adotar como primeira medida a redução do ICMS no Maranhão. Segundo o candidato, a diminuição da carga tributária será uma forma de estimular a geração de empregos, atrair investimentos e reduzir a saída de trabalhadores maranhenses para outros estados.

"Primeiro compromisso, baixar o imposto do Estado. O Maranhão cobra hoje o maior ICMS do Brasil. E nós vamos baixar o imposto para poder gerar mais empregos, atrair novas empresas, para que a gente não veja mais tantos maranhenses saindo daqui, se arriscando em viagens de ônibus para poder trabalhar em outros estados", disse.

Braide também afirmou que pretende promover mudanças na gestão da saúde pública estadual. Entre as propostas, disse que irá substituir indicações políticas por profissionais da área da saúde na administração dos hospitais regionais e prometeu ampliar o acesso da população a leitos e cirurgias.

"Quem tem que estar dentro do hospital é médico, enfermeiro, profissional de saúde. Hoje, no Maranhão, infelizmente, alguém para conseguir um leito ou uma cirurgia tem que falar com algum deputado, com algum político, senão não consegue", afirmou.

Familiares do senador Weverton Rocha são alvo de nova fase da Operação Sem Desconto

Polícia Federal cumpre 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF no Maranhão e no Distrito Federal.

Familiares do senador Weverton Rocha são alvo de nova fase da Operação Sem Desconto

SÃO LUÍS - Familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA) figuram entre os principais alvos da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (4). A ação investiga a suposta prática de lavagem de dinheiro relacionada aos fatos apurados na operação. Entre os alvos estão a esposa, a filha e duas irmãs do senador.

Ao todo, policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e no Maranhão.

Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido realizadas por meio da utilização de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com valores em espécie para ocultar a origem e a destinação dos recursos.

As apurações buscam esclarecer a origem e o destino dos valores, a finalidade dos repasses e a participação individual de cada investigado.

O Imirante tenta contato com a defesa de Weverton Rocha.

Após a publicação desta reportagem, fontes da Polícia Federal corrigiram a informação publicada anteriormente. O senador Weverton não foi alvo de mandados nesta fase da operação, e sim familiares dele. Mas, o parlamentar está entre os investigados no caso. A reportagem foi atualizada às 7h50.

Operação da Polícia Federal contra lavagem de dinheiro tem alvos no Maranhão

A operação Sem Desconto ocorre nesta terça-feira (4). Os 18 mandados de busca e apreensão foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Operação da Polícia Federal contra lavagem de dinheiro tem alvos no Maranhão

SÃO LUÍS - O Maranhão está entre os alvos de uma operação realizada pela Polícia Federal nesta terça-feira (4) para investigar a suposta prática de lavagem de dinheiro relacionada aos fatos apurados na Operação Sem Desconto.

STF autoriza 18 mandados em operação da Polícia Federal no Maranhão e no DF

Ao todo, os policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Maranhão e no Distrito Federal. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

PF apura operações envolvendo pessoas físicas, empresas e contas de terceiros

A investigação começou após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais suspeitas. Segundo a Polícia Federal, as operações teriam sido realizadas por meio de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e pagamentos com valores em espécie.

A suspeita é de que esses mecanismos tenham sido utilizados para ocultar a origem e a destinação dos recursos investigados.

As apurações continuam para identificar de onde partiram os valores, quem recebeu os recursos, qual era o objetivo dos repasses e qual teria sido a participação de cada investigado.

Em três dias, peças do jogo eleitoral no MA estarão todas posicionadas

Roberto Rocha e Juscelino Filho são os dois últimos nomes da disputa eleitoral para definir suas posições no tabuleiro do jogo político deste ano.

Em três dias, peças do jogo eleitoral no MA estarão todas posicionadas

SÃO LUÍS - A semana que se inicia é decisiva para o tabuleiro político. São três dias até que todas as peças estejam posicionadas para a campanha eleitoral. No Maranhão, esse último período do prazo para as convenções ainda se aguarda a posição de Roberto Rocha (PRTB) e Juscelino Filho (PSDB). O primeiro para confirmar sua candidatura ao governo e o segundo, declaração de apoio na disputa do Palácio dos Leões.

No caso de Roberto Rocha, ele até junho era candidato ao Senado pelo partido Novo. Sonhava em ser o candidato a senador do campo da direita no Maranhão e fazia contas mostrando que teria chances reais de voltar para A Câmara Alta em Brasília.

Mas o pré-candidato ao governo do Novo, Lahesio Bonfim, desisitiu do projeto inicial e se lançou candidato a senador e correu para os braços de Eduardo Braide, pré-candidato ao governo pelo PSD. A decisão do ex-prefeito deixou a “direita morta”, segundo diz o próprio Roberto Rocha.

Em uma manobra jurídica, Roberto conseguiu mudar de partido e agora caminha para a disputa de governador. E promete ressuscitar a direita e ainda retirar os votos bolsonaristas “de quem não representa” esse campo político. E para garantir esses votos dos eleitores de Bolsonaro, Rocha quer o PL consigo e o apoio do senador Flávio Bolsonaro, que é candidato a presidente do partido.

Mas vale lembrar que o PL aqui no Maranhão já fez sua convenção de decidiu não apoiar qualquer candidato ao governo. 

Já Juscelino Filho, há um certo tempo, estava convencido que o melhor caminho para o PSDB seria a independência. Ele, por sinal, assumiu o comando da legenda garantindo que não estava apoiando qualquer corrente política no Maranhão.

A alguns aliados, o deputado federal chegou a dizer que se não tivesse interferências externas, preferia a neutralidade nesta eleições. 

O PSDB faz sua convenção no dia 5 e as apostas estão sendo feitas de que o tucano vai para o lado de Braide. “Basta olhar os prefeitos e algumas lideranças que foram para Braide. Todos ligados a Juscelino”, observou uma fonte ouvida pela coluna.

Nas próximas 72 horas as peças estarão todas posicionadas e a disputa vai começar pra valer de fato.  


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