Autoridades de saúde confirmaram nesta quarta-feira (6) que o surto de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius foi causado pela cepa andina. A descoberta eleva o nível de alerta global, uma vez que esta é a única variante do vírus conhecida com capacidade de transmissão de pessoa para pessoa, embora tal contágio ainda seja considerado raro e dependente de contato próximo e prolongado.
A identificação da cepa foi realizada inicialmente por autoridades da África do Sul e corroborada por exames laboratoriais em Zurique, na Suíça. O balanço atual da crise sanitária na embarcação, que transporta 147 pessoas de diversas nacionalidades, registra três mortes e diversos casos suspeitos. Dois passageiros foram transferidos para Joanesburgo para tratamento intensivo — um deles não resistiu e o outro permanece hospitalizado —, enquanto um terceiro paciente está sob cuidados médicos em solo suíço.
Entenda os riscos da cepa andina
Identificada originalmente na década de 1990 na Argentina e no Chile, a variante andina difere das demais por permitir o contágio inter-humano. Em ambientes confinados e de alta proximidade, como o interior de um navio, essa característica exige um protocolo de monitoramento e isolamento muito mais rigoroso. Especialistas ressaltam que, apesar dessa particularidade, a forma primária de infecção continua sendo o contato direto com roedores silvestres ou suas secreções (urina, fezes e saliva).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e agências sanitárias internacionais estão atuando de forma coordenada para rastrear todos os contatos dos infectados e conter o avanço do vírus.
Parte dos passageiros permanece em quarentena a bordo do MV Hondius, sob observação constante das autoridades locais.
Sobre o hantavírus
- Transmissão: Principalmente por secreções de roedores infectados; no caso da cepa andina, há risco de transmissão entre pessoas em contatos prolongados.
- Sintomas: Inicia-se com febre, dores musculares e mal-estar, podendo evoluir rapidamente para insuficiência respiratória grave ou complicações renais.
- Tratamento: Não existe um medicamento específico contra o hantavírus. O suporte médico precoce é vital para o controle dos sintomas e recuperação do paciente.
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